Maternidade por inseminação artificial: tudo que você precisa saber

06 Agosto, 2020
A inseminação artificial é uma das técnicas de reprodução assistida mais amplamente utilizadas. Descubra tudo sobre o assunto a seguir.

A inseminação artificial é uma das terapias de reprodução assistida que permite que casais com problemas de fertilidade se tornem pais. Você deseja descobrir tudo sobre a maternidade por inseminação artificial? Continue lendo, pois tentaremos responder às perguntas mais comuns sobre esse tópico.

A gravidez por inseminação artificial

Maternidade por inseminação artificial
A inseminação artificial pode ajudá-la a realizar o seu sonho de ser mãe.

A inseminação artificial é um tratamento assistido que consiste em colocar o esperma previamente selecionado em laboratório dentro do útero. Esses espermatozoides podem ser do seu parceiro ou pertencer a um banco de sêmen.

Uma vez obtida a amostra, os especialistas trabalham o sêmen no laboratório, separando o esperma móvel do plasma seminal. Paralelamente, é realizada uma estimulação dos ovários para aumentar as chances de gravidez. A seguir, vamos ver passo a passo como é o processo da gravidez por inseminação artificial.

Como é o processo?

Ao contrário da fertilização in vitro (FIV), a concepção por inseminação artificial ocorre dentro do útero. Por esse motivo, os médicos tomam certas precauções para aumentar as chances de fertilização:

  1. Os melhores espermatozoides são escolhidos a partir de uma amostra, que pode pertencer ao parceiro ou a um banco de sêmen.
  2. O médico estimula a ovulação da mulher para garantir que ela ocorra.
  3. O tempo da ovulação é monitorado para escolher o melhor momento para a inseminação.
  4. A inseminação ocorre algumas horas antes da ovulação. Dessa forma, o esperma já está no corpo feminino quando o óvulo é liberado.
  5. A evolução é monitorada para confirmar a gravidez.

Diferenças em relação a uma gravidez natural

Existe diferenças entre a gravidez natural e a gravidez por inseminação artificial? Não, não há diferenças além da maneira por meio da qual a fertilização ocorre. Isto é, após o processo de inseminação que descrevemos anteriormente, a gravidez por inseminação e a natural são exatamente as mesmas.

Para calcular a data de início da gravidez, é necessário subtrair 14 dias a partir da data em que a inseminação foi realizada. Dessa forma, o desenvolvimento embrionário corresponderá às mesmas semanas que no caso de uma gravidez sem intervenção médica.

Qual é o risco de aborto?

Gravidez de risco
O risco de aborto espontâneo é o mesmo na gravidez natural e na gravidez por inseminação.

Entre 10 e 20% das gestações não chegam a termo, e a inseminação artificial não aumenta esse risco de aborto. Considera-se que quanto mais velha a mulher, maior o risco de sofrer um aborto espontâneo (aproximadamente 35% aos 35 anos, 40% aos 40 anos e 80% a partir dos 45 anos).

A maioria dos abortos ocorre antes da semana 12 devido a problemas cromossômicos, falta de embrião, morte do feto, gravidez molar ou molar parcial (crescimento anormal da placenta).

Controles para a gestação por inseminação artificial

Conceber através de inseminação artificial não significa que você deve realizar controles específicos além dos recomendados em qualquer gravidez. Como já dissemos, uma gravidez alcançada por meio dessa técnica evolui exatamente da mesma maneira que a alcançada naturalmente.

Portanto, você deve seguir os controles prescritos pelo seu médico, realizando análises ginecológicas, exames de sangue e urina e ultrassonografias nas datas estipuladas. Quanto à amniocentese, eles recomendam que você a realize se o resultado da Triagem Tripla (Triple Screening) mostrar um valor suspeito.

Quando a saúde pública assume a inseminação artificial?

Certamente essa pergunta já ecoou na sua mente. A resposta varia de país para país, dependendo das leis em vigor em cada um deles. Na Espanha, por exemplo, a Seguridade Social se encarrega do processo de inseminação artificial quando:

  • A mulher tem no máximo 40 anos e o homem 50 no momento do início do tratamento.
  • Existe um problema comprovado para a concepção: ou seja, o casal passou por estudos de fertilidade que revelaram a presença de um determinado problema.
  • O casal não tem filhos em comum ou o filho que eles têm possui uma doença grave. Outra situação em que o tratamento é coberto é se um dos membros do casal não tiver filhos.
  • Em geral, são permitidas três tentativas, embora isso varie em cada comunidade autônoma.
  • Nenhum dos membros do casal pode sofrer de uma doença grave que possa ser hereditária.

Se você e o seu parceiro estão tendo problemas para conceber, consulte o seu médico. Ele certamente pedirá uma série de exames para determinar se existe algum problema de fertilidade e avaliará se a maternidade por inseminação artificial é uma opção para você.