Infusão intraóssea: cuidados posteriores a esta técnica

22 Dezembro, 2019
Também denominada como via intraóssea, é uma técnica que apresenta vantagens em situações de extrema urgência. Contudo, não deve se prolongar por mais de 24 horas.

Uma infusão intraóssea consiste em um acesso vascular utilizado em casos de urgência para a administração de fármacos e líquidos para o paciente. Também denominada via intraóssea, oferece vantagens aos profissionais em situações de extrema urgência. Contudo, hoje consiste em um método ainda desconhecido e incomum.

Os médicos não recomendam sua colocação por mais de 24 horas. Ademais, depois de realizar uma reposição de volume adequada, os profissionais insistem na importância de realizar outro acesso venoso utilizando uma via central ou periférica.

Características da infusão intraóssea

Profissional buscando veias

A infusão intraóssea vinha sendo utilizada quando as vias principais eram de difícil acesso.

A técnica sempre foi realizada na pediatriacom pacientes com menos de 6 anos. Em suma, os profissionais a realizavam no caso de não obterem um acesso venoso periférico depois de três tentativas falhas.

Graças aos avanços experimentados no campo da medicina, agora também é efetiva em adultos. De fato, é indicada para pacientes críticos de qualquer idade, sempre que se tenha descartado antes o estabelecimento de uma via venosa rapidamente.

Advandec Trauma Life Support recomenda esta técnica em todos os pacientes logo após a tentativa de via intravenosa e antes de tentar uma via central, tanto em crianças quanto em adultos.

A utilização da infusão intraóssea se baseia no fato de que a cavidade medular dos ossos largos é formada por uma rede de capilares sinusoides. Estes são capazes de drenar um grande seio venoso central. Além disso, o mencionado seio venoso pode transportar os fármacos e líquidos para a circulação geral com eficácia e rapidez.

O resultado é muito similar ao que acontece com qualquer veia periférica. Ademais, não costuma se romper, nem sequer desenvolve uma parada cardiorrespiratória. Por tudo isso, é considerado um método seguro de acesso vascular. Em resumo, traz uma alta porcentagem de sucesso.

Talvez te interesse saber: Como reanimar um bebê?

Cuidados posteriores a esta técnica

Nas situações de emergência médica, estabelecer um adequado acesso vascular tem uma importância fundamental para o paciente.

O fato, ademais, é que muitas vezes nestas circunstâncias, a via periférica se torna inacessível ou a demora em conseguir um acesso periférico supõe uma perda de recursos e tempo; portanto, a infusão intraóssea vem com muita relevância.

Os profissionais que a realizarem devem conhecer os cuidados que o paciente precisa. Ainda, devem saber quais produtos podem ser administrados com este método e qual é técnica de colocação.

Por sua vez, não se deve esquecer que estamos ante um acesso à circulação sanguíneaLogo, os cuidados proporcionados aos pacientes com uma via intraóssea serão similares aos aplicados no caso de um acesso venoso periférico.

Além disso, é bom que os profissionais controlem diferentes sinais. Entre eles cabe mencionar:

  • Sangramento, cor.
  • Presença de pulsos distais.
  • Temperatura, aspecto.
  • Tamanho do membro e dor (se o paciente está consciente) ao redor da área de punção, indicativos de possível infecção local.

Ainda, é básico desinfetar o local de punção a cada 5 horas aproximadamente, a fim de evitar infecções. Todas as ações que são realizadas sobre a infusão intraóssea devem ficar registradas.

Saiba mais sobre o: Omeprazol

Cuidados de enfermaria

Artéria inflamada

Uma infusão intraóssea requer certos cuidados posteriores para evitar complicações.

Não se recomenda um curativo oclusivo no ponto, já que favorece a maceração da pele. Da mesma forma, não se pode esquecer que esta técnica é temporária. Portanto, deve-se retirá-la antes das 24 horas, principalmente devido ao aumento da taxa de complicações.

Em qualquer caso, deve ser retirada assim que seja possível realizar outra via venosaNo entanto, alguns dispositivos (FAST1) podem sim prolongar seu uso até as 72 horas, sem apresentar os mesmos riscos.

Cabe mencionar, ademais, que as complicações costumam ser escassas e a maioria secundárias a erros na técnica. Por isso, o trabalho dos profissionais é essencial para a correta realização do método.

Por fim, para retirar o acesso, é necessário aplicar antisséptico antes da extração do cateter. Depois, há que pressionar durante 5 minutos com uma gaze estéril. É muito importante que, nas horas posteriores, a área da punção seja observada.