Os incríveis benefícios da acerola

· 15 de outubro de 2013
A acerola é uma fruta surpreendente, isso porque além de ter inúmero benefícios para o nosso organismo, possui mais vitamina C do que a laranja, por exemplo. Saiba mais sobre esta incrível fruta.

A acerola, também conhecida como cereja-das-Antilhas, cientificamente Malpighia emarginata ou Malpighia glabra, é uma fruta originária das Antilhas, América Central e América do sul.

Em termos de tamanho, assemelha-se muito a cereja, e pode apresentar-se nas cores vermelha ou amarela, com interior amarelado e subdividido em três sementes de sabor amargo característico.

Além disso, sua árvore é chamada aceroleira, e pode medir aproximadamente 3 metros de altura.

Existem várias espécies de acerola, sendo as caboclas, cerejas, apodi, frutacor, olivier e rubra as mais cultivadas no Brasil.

Uma acerola pesa, em média, entre 20g e 40g. Mas não se deixe enganar por seu tamanho e peso, pois os benefícios que essa pequena fruta pode oferecer para saúde são incríveis.

Valor nutricional da acerola

A acerola esconde, em seus 40g de massa suculenta, inúmeros nutrientes. Além de flavonoides, vitaminas A, B1 e B6 ela também apresenta minerais como fósforo, ferro, potássio, magnésio e cálcio.

Outro famoso componente da acerola é o carotenoide, substância responsável pela cor vermelha da fruta. Além disso, a fruta também é considerada antioxidante, o que indica que auxilia na prevenção do envelhecimento precoce das células.

Mas seus componentes benéficos não param por aí. Surpreendentemente, a acerola é a fruta que apresenta o maior teor de vitamina C.

Sendo assim, algumas variedades dessa fruta alcançam até 5.000 ml de vitamina C por 100g de polpa. Ainda dentro das estatísticas, a acerola possui 100 vezes mais vitamina C do que o limão, 20 vezes mais do que a goiaba e 10 vezes mais do que o caju ou a amora, por exemplo.

Em outras palavras, consumir 3 a 4 frutinhas destas pode suprir a necessidade diária de vitamina C de um adulto.

Vale ressaltar que quanto mais verde for a fruta, mais vitamina C oferecerá. Isto é, uma fruta verde escura apresentará 90% mais de vitamina C e 50% menos de açúcares.

Ainda, se compararmos a acerola e a laranja, descobriremos algo interessante, pois a acerola possui mais vitamina A do que a laranja.

Esta vitamina é responsável por prevenir doenças como a cegueira noturna. Dessa forma, a quantidade diária recomendada de vitamina A é de 900 microgramas para homens e 700 para mulheres.

Neste sentido, enquanto a laranja nos oferece 20 microgramas dessa vitamina, a acerola surge como a campeã em quantidade, apresentando 76 microgramas.

Acerola no pé
A acerola é a fruta que apresenta o maior teor de vitamina C.

Mas, como tudo isso influencia nas propriedades da fruta? Vejamos.

Propriedades da acerola

– Por ser a fruta com maior teor em vitamina C, a acerola apresenta propriedades antioxidantes, além de estimular a síntese de colágeno, componente fundamental para manter a saúde dos ossos e tecidos conectivos.

Também combate à fadiga, esgotamento nervoso e estresse, além de contar com propriedades anti-infecciosas, que ajudam a estimular as defesas do organismo.

Devido a sua riqueza em minerais a acerola é um bom remineralizante. Isso porque sua alta concentração em flavonoides e antocianinas lhe conferem propriedades antioxidantes, tornando-a eficaz na prevenção de doenças cardíacas e câncer.

É indicada para auxiliar em casos de afecções pulmonares, tratamento de disenterias, cicatrização de feridas, gripes, hemorragias nasais e gengivais, dores musculares, reumatismo, anemia, doenças do fígado e dietas para pessoas em recuperação de desgastes físicos e desnutridas, por exemplo.

Leia também: Alimentos que fornecem colágeno à pele.

Um café da manhã energético e saudável com acerola

Devido aos seus nutrientes benéficos, é possível preparar um café da manhã energético e saudável, ideal para adultos, crianças e muito indicado para pessoas em estado de recuperação de traumas, cirurgias, etc.

Embora existam várias maneiras de consumir a fruta, a mais popular é preparando um suco, que possui uma receita muito fácil. Para isso, você vai precisar de:

  • 1 copo de acerolas lavadas (250ml)
  • 1 copo de água (250ml) bem gelada
  • 2 colheres de algum adoçante de sua preferência (opte por adoçantes naturais)

Preparo

Bata a acerola com água em um liquidificador até que a polpa se solte da semente (menos de 1 minuto), em seguida, coe o suco.

Volte ao liquidificador com o suco, adicione o adoçante de sua preferência e, então, bata por mais dois minutos.

Apenas lembre-se que o suco deve ser consumido imediatamente, pois perde todas as suas propriedades se for armazenado.

Leia também: Adoçantes naturais, melhor opção para a saúde.

Acerola faz bem para saúde
O suco de acerola deve ser consumido imediatamente, pois uma vez armazenado perde todas as suas propriedades.

Caso prefira uma receita diferente, anote:

  • 1 iogurte natural desnatado
  • 1 colher de chá de mel
  • 6 morangos
  • 3 colheres de chá de flocos de aveia
  • 2 nozes picadas
  • 2 colheres de pó de acerola ou 10 – 12 frutas frescas

Preparo

Misture o mel, a acerola (ou o pó) e o iogurte até que a mistura se torne suave e homogênea. Em seguida, adicione os flocos de aveia, os morangos limpos e cortados em pedacinhos e as nozes descascadas.

A acerola pode ser encontrada em polpa ou em pó. Por ser um fruto muito sensível ao calor requer grandes cuidados de manuseio e armazenamento. No entanto, para aproveitar de todos os seus benefícios, nada melhor do que o fruto fresco.

Caso você viva em algum lugar onde seja possível realizar o plantio, essa sem dúvida é uma melhor opção. Plantar a acerola pode ser uma tarefa mais simples do que parece. Veja um pouco mais sobre o assunto:

Contraindicações

O consumo de acerola geralmente não aparece associado a grandes problemas, mesmo que às vezes possa apresentar efeitos secundários leves, como náuseas, cólicas estomacais, diarreia, sonolência ou insônia.

Mas vale ressaltar que a acerola pode causar problemas se consumida por pessoas que fazem uso de medicamentos anticoagulantes.

O melhor é diminuir ou evitar seu consumo em períodos de gravidez ou lactação, pois seus efeitos sobre o desenvolvimento do feto são desconhecidos.

Dessa forma, o mesmo cuidado é válido em casos de cálculos renais, doença renal ou gota.