O experimento social que alertou sobre o perigo que as crianças correm em redes sociais

24 de janeiro de 2019
É muito importante que, se nossos filhos são menores, fiquemos atentos às atividades deles na internet e nas redes sociais, para evitar que eles mantenham conversas com estranhos e possam correr algum perigo.

O uso de redes sociais está cada vez mais comum não apenas entre os jovens, também entre as crianças mais novas. Embora estas ferramentas tenham facilitado muito a comunicação entre as pessoas, infelizmente seu uso também é acompanhado de alguns perigos que precisamos ter em mente.

Quando conversamos com alguém online, não podemos ter 100% de certeza a respeito de com quem estamos falando; já que qualquer pessoa pode se esconder por trás de fotos, nomes e perfis presentes nas redes.

Por este motivo, o ambiente digital se tornou um aliado de criminosos, como sequestradores e pedófilos, já que permite que eles falem com suas vítimas antes mesmo de cometer o crime, ganhando a confiança delas e criando planos para alcançar seu objetivo criminoso.

É neste ponto que devemos ter muito cuidado, pois as crianças são, infelizmente, as mais vulneráveis a este tipo de crime. Como pais, é fundamental ficarmos atentos às mensagens que nossos filhos mantêm nas redes sociais, para ter certeza de que não estejam falando com ninguém que possa colocá-los em perigo ou ameaçar a segurança deles.

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O experimento social realizado nos Estados Unidos

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Para demonstrar os perigos aos quais as crianças estão expostas na internet, o youtuber Coby Persin decidiu fazer um experimento nos Estados Unidos, para alertar não apenas os filhos, mas também os pais.

Ele começou criando um perfil falso no Facebook, como se fosse um jovem de 15 anos. A partir daí, começou a entrar em contato com meninas de idade entre 12 e 14 anos, como se quisesse ser amigo delas.

Tudo isso foi feito com a autorização dos pais das meninas, que sabiam os detalhes do experimento e acreditavam que suas filhas estariam seguras e não se envolveriam com alguém que haviam conhecido pela internet.

No entanto, depois de passar algum tempo conversando com as meninas, Coby convidou-as para um encontro presencial, onde eles poderiam se conhecer pessoalmente. Ele recebeu uma resposta afirmativa das meninas para seus convites.

No dia do encontro, as meninas ficaram muito surpresas por encontrarem com alguém muito mais velho, e ainda mais incrédulas quando perceberam que o homem estava acompanhado de seus pais.

Felizmente, neste caso, tudo não passava de um experimento controlado, mas a pessoa com quem estas meninas estavam conversando poderia muito bem ser um sequestrador ou pedófilo, e o encontro ao vivo poderia ter tido um resultado terrível na vida das adolescentes.

O objetivo de Coby era alertar para que, tanto os pais quanto os filhos, ficassem atentos às conversas mantidas nas redes sociais, já que isso é fundamental para a segurança de nossas crianças.

Embora o experimento tenha sido realizado nos Estados Unidos, este é um tema de preocupação mundial, e a atenção deve ser focada em todos os países.

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Identificando perfis suspeitos nas redes sociais

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É fundamental ficar atento para identificar se o perfil da pessoa com quem as crianças conversam nas redes sociais é verdadeiramente de uma pessoa “real”, e não algo falso e criado apenas para atraí-las para um criminoso.

  • Fotos: geralmente, um perfil falso não tem muitas fotos. Além disso, as fotos que existem costumam ser da pessoa sozinha, e nunca acompanhada de amigos ou da família. É muito comum ver fotos “montadas”, em fundos brancos, e não em ambientes normais do dia a dia. Estas fotos não costumam ter comentários ou “curtidas” de outras pessoas.
  • Amigos: um perfil falso costuma ter poucos amigos, e muitas vezes não fica aberta a possibilidade de ver quem são eles. Além disso, não notamos publicações destes amigos, marcações em fotos, comentários, etc. Também não costumamos encontrar publicações e comentários do usuário falso na página de seus amigos.
  • Outra possibilidade é de que o usuário tenha um número grande de amigos, mas pouca interação com eles. Ele pode ter adicionado muitas pessoas para criar esta lista de amigos falsos, tentando fazer com que seu perfil fosse mais convincente.
  • Publicações: costumeiramente não há publicações a respeito da vida pessoal do usuário, e muitas vezes a frequência de publicações é muito pequena, apenas para manter a página atualizada. As poucas publicações são sobre assuntos não muito pessoais, como por exemplo, compartilhamento de matérias, vídeos, e fotos que, na verdade, não tem a ver com a vida do usuário falso.

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Algumas recomendações:

Como pais, vale a pena conversar seriamente com nossos filhos para alertá-los a respeito deste problema. Oriente-os a nunca aceitar como amigos pessoas que não conheçam, e a nunca fornecerem dados como nome completo, telefone e endereço para desconhecidos.

Fique atento ao comportamento da criança e supervisione seu uso da internet, já que isso pode ser fundamental para mantê-lo afastado de criminosos que se aproveitam da internet para agir.

Mizruchi, M. S. (2006). Análise de redes sociais: avanços recentes e controvérsias atuais. Revista de Administração de Empresas. https://doi.org/10.1590/S0034-75902006000300013