Espinhas no pênis: a que se devem?

07 Dezembro, 2019
As espinhas no pênis são muito comuns e estão presentes em muitos homens. Na maioria dos casos, aparecem por motivos normais que não precisam de tratamento. Neste artigo, mostraremos quais são as principais causas e como lidar com elas.

As espinhas no pênis têm seu pico de apresentação na idade adolescente. Estão associadas principalmente a homens que sofrem de acne em outras partes do corpo. Mesmo assim, até os quarenta anos, considera-se que podem aparecer com mais frequência.

Por que aparecem as espinhas no pênis?

Temos que entender primeiro que, anatomicamente, o pênis está rodeado por uma pele fina e deslizante. A sua textura e capacidade de se deslizar o tornam suscetível. Esse tegumento termina no que conhecemos como prepúcio, que seria a parte da pele que cobre a glande.

A glande é uma área afetada pelas espinhas do pênis. Ela tem duas partes: um vértice, onde está o orifício para urinar e ejacular, e uma base chamada coroa da glande. A coroa tem um sulco abaixo que está em contato com o prepúcio e o freio, que é uma pequena estrutura que une a pele do pênis à glande.

Na glande existem glândulas e papilas visíveis a olho nu e que podem ser confundidas com “bolinhas” patológicas quando aumentam um pouco seu tamanho. As mais conhecidas são as glândulas de Tyson, mas elas não representam um risco à saúde.

O que vamos listar agora são as causas mais frequentes de espinhas no pênis, para que você saiba quais são preocupantes e quais não precisam de intervenção. Estas são as 8 causas mais comuns:

1. Espinhas ou bolinhas no pênis

A espinha é a típica “bolinha” no pênis. Semelhante à que está presente no rosto quando sofremos de acne. Tendem a estar localizadas nas bordas da glande e se tornam evidentes ao mover o prepúcio.

Há um tipo específico que são os grânulos de Fordyce. São pequenos pontos brancos que não machucam. São glândulas sebáceas e não requerem tratamento.

Espinhas no pênis são mais comins em homens mais jovens

As espinhas no pênis podem aparecer como pequenas manchas brancas que não causam dor. Nesse caso, portanto, não é necessário fazer um tratamento.

2. Úlceras penianas

A úlcera é uma lesão caracterizada por solução de continuidade (ferida aberta). Ao contrário da típica espinha saliente, a úlcera produz um pequeno orifício na pele. A úlcera no pênis está fortemente ligada à doença sexualmente transmissível do herpes genital.

Quando se trata de herpes genital, é comum que um sintoma seja dor intensa, inclusive acompanhada de febre. Esta patologia requer tratamento imediato, portanto a úlcera deve ser consultada com um médico. É também uma infecção contagiosa.

Descubra: Quais são as 5 doenças sexualmente transmissíveis mais comuns?

3. Folículos capilares, como espinhas no pênis

Os pelos dos testículos e da base do pênis podem dar a aparência de uma espinha na área em que são inseridos na pele. É comum que gerem confusão e consultas médicas porque podem ser evidentes em grande quantidade.

Os folículos capilares são estruturas anatômicas normais sempre que há pelos ou cabelos no corpo. Não requerem tratamento de qualquer tipo e não são perigosos para a saúde; pelo contrário, são indispensáveis.

4. Bolhas

Bolhas são bolsas de líquidos na pele. Aparecem quando há queimaduras de segundo grau ou quando se manifesta uma infecção, possivelmente de transmissão sexual se o local for o pênis. Aqui é necessária uma consulta especializada, se possível com um dermatologista ou urologista.

5. Cistos escrotais

O cisto é um grão de tamanho considerável que contém líquido. Não é sólido por dentro, nem possui a configuração usual de uma bolha. Em geral, é um líquido branco que pode flutuar até sair.

Embora não sejam muito frequentes, alguns homens preferem a excisão por razões estéticas. Eles realmente não representam um risco à saúde e não precisam ser tratados, a menos que cresçam o suficiente para alterar o funcionamento do pênis ou testículos.

6. Verrugas

As “bolinhas” amarronzadas no pênis que retêm a umidade na parte superior são suspeitas de verrugas genitais, especialmente se a forma for parecida a de uma couve-flor. É importante reconhecê-las, pois podem ser diagnosticadas como infecções por papilomavírus humano.

As verrugas são indicativas de doenças sexualmente transmissíveis, portanto, devem ser tratadas o mais rápido possível. Por outro lado, quando se trata do vírus do papiloma humano, a mulher que tiver relações com o homem infectado pode ser a mais prejudicada já que em contato com o colo do útero, esse vírus é um precursor do câncer.

Consulte um especialista

A presença de verrugas no pênis pode sinalizar uma infecção sexualmente transmissível. Portanto, exigem atenção profissional.

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7. Bolhas brancas

O líquen plano é uma doença pouco conhecida e difícil de diagnosticar. Também é conhecida como esclerose do pênis e pode aparecer na glande, no prepúcio ou no corpo do pênis, geralmente formando uma linha de bolhas brancas.

A doença é autoimune, ou seja, o próprio corpo ataca suas próprias estruturas. Não é uma infecção e não é transmitida de pessoa para pessoa. O líquen plano pode se resolver apenas dentro de um ano, mas às vezes requer intervenção médica.

Se as lesões mudarem para uma cor vermelha e uma textura aveludada, devem ser analisadas imediatamente, pois podem sugerir câncer de pênis.

8. Pápulas penianas peroladas

Vinte por cento dos homens têm esses grânulos no pênis, especificamente ao redor da glande. Aliás, alguns estudos identificaram uma prevalência mais alta de até quatro homens em dez, com menos de 25 anos, com pápulas peroladas.

Medicamente, essa pápula é um angiofibroma, ou seja, uma formação combinada de pequenos vasos sanguíneos e tecido fibroso. Entretanto, não é infecciosa, não requer tratamento e não coloca em risco a saúde do paciente.

E lembre que sempre que tiver qualquer dúvida o médico deve ser consultado, porque somente ele poderá diagnosticar e determinar o tratamento adequado.

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