O que é um dermatofibroma?

Um dermatofibroma pode ser confundido com uma pinta ou uma cicatriz. São nódulos benignos na pele que geralmente não causam desconforto, além da sua aparência considerada desagradável. Como reconhecê-los?
O que é um dermatofibroma?

Última atualização: 22 Janeiro, 2021

O dermatofibroma, também chamado de histiocitoma, é um tumor benigno que ocorre com uma certa frequência. Talvez em algum momento você tenha notado uma pequena protuberância marrom em seus braços ou pernas, semelhante a uma cicatriz ou um pelo encravado.

Essas lesões são geradas pelo acúmulo de colágeno na pele e são conhecidas como dermatofibromas. A seguir, explicaremos por que ocorrem, como reconhecê-las e quais opções de tratamento existem para controlá-las.

Por que o dermatofibroma aparece?

Até o momento não há evidências exatas da causa do dermatofibroma, mas ele está mais frequentemente associado a picadas de insetos, pequenos ferimentos, picadas com algum espinho ou pelos encravados.

As mulheres têm uma probabilidade maior do que os homens de sofrer dessa condição. Por outro lado, um estudo detalha que a prevalência maior em adultos ocorre entre a segunda e a quarta década de vida.

Pelo encravado
Os pelos encravados estão associados ao aparecimento de dermatofibromas. No entanto, essa tumoração pode ter outros gatilhos.

Sintomas

Na maioria dos casos eles não causam desconforto, embora em raras ocasiões causem uma leve dor, especialmente quando comprimidos. É importante que, diante de um novo crescimento na pele, você consulte um médico especialista. Algumas características são as seguintes:

  • Costumam ter uma cor marrom avermelhada (a cor pode variar com o tempo, e em pessoas de pele escura eles são mais escuros).
  • Estão localizados nas pernas, mas também podem aparecer no tronco ou nos braços.
  • São pequenos (menos de 1 centímetro).
  • Muito duros ao toque.
  • Crescem lentamente. 
  • Às vezes, causam coceira ou sensibilidade ao toque.
  • Têm relevo e, se feridos, podem sangrar.

Em pacientes imunodeficientes (receptores de transplantes, com HIV, etc…), um grande número de dermatofibromas pode aparecer repentinamente. Eles costumam ser confundidos com cistos, cicatrizes e manchas.

Diagnóstico do dermatofibroma

O diagnóstico dos dermatofibromas é feito na consulta médica por meio dos questionamentos corretos. O especialista fará perguntas sobre lesões anteriores na área. Além disso, fará perguntas sobre os sintomas e fará uma avaliação por toque. Depois de fazer isso, poderá determinar se o problema existe.

A compressão dos lados da lesão cria uma covinha característica (sinal da cova). Se restar alguma dúvida, pode-se usar a dermatoscopia ou indicar a remoção cirúrgica para proceder a um exame microscópico.

Diagnóstico diferencial

São várias as patologias que apresentam características clínicas semelhantes e devem ser levadas em consideração no diagnóstico diferencial, como o dermatofibrossarcoma protuberans (uma variedade maligna desse tumor). Diante dessa possibilidade, a extirpação diagnóstica se justifica.

Os diagnósticos diferenciais incluem o seguinte:

  • Cicatriz hipertrófica ou queloide.
  • Prurigo nodular.
  • Nevo azul.
  • Ceratoacantoma
  • Xantogranuloma juvenil.
Dermatologista analisando pintas
O exame físico e o o relato do paciente são os primeiros passos para o diagnóstico de um dermatofibroma.

Prognóstico do dermatofibroma

Os dermatofibromas geralmente são benignos. Em casos muito raros, tendem a se espalhar por metástase. Portanto, qualquer lesão recorrente deve ser monitorada cuidadosamente para eliminar uma possível malignidade. Em poucas ocasiões, esses tumores se resolvem espontaneamente. Além disso, deixam áreas de hipopigmentação pós-inflamatória.

Quais são as opções de tratamento para um dermatofibroma?

Esta lesão cutânea geralmente não se resolve espontaneamente. Apesar disso, não requer um tratamento específico, pois não é considerada um risco para a saúde. São tratados apenas os nódulos que geram algum desconforto estético ou algum sintoma (dor ou coceira). Descubra os principais tratamentos.

Remoção cirúrgica

Com o uso da cirurgia convencional, é inevitável deixar uma pequena marca (cicatriz), já que o dermatofibroma tem uma localização profunda. Esse procedimento pode ser feito sob anestesia local. Em cerca de 10% dos casos, a lesão pode se formar novamente.

Criocirurgia

O congelamento com nitrogênio líquido é o tratamento mais amplamente utilizado. De acordo com um estudo publicado no McGill Journal of Medicine, reduz ou destrói o endurecimento do tumor e causa um clareamento em sua cor, embora não em todos os casos.

Laser CO2

Resultados satisfatórios são obtidos por meio da vaporização a laser de CO2. Porém, algumas vezes a cicatriz fica hiperpigmentada devido à localização profunda da lesão.

O laser de CO2 é amplamente utilizado na área da medicina estética para o tratamento de rugas e alguns sinais de fotoenvelhecimento. Pela emissão de uma extensão de onda específica, causa a destruição de algumas camadas da pele.

É um procedimento bem tolerado que, como efeito adverso, pode causar uma vermelhidão passageira na área a ser tratada.

Com que frequência o dermatofibroma deve ser monitorado?

Não é necessário fazer um controle periódico com o dermatologista por se tratar de um tumor benigno. Caso a lesão se mostre irregular, é necessário marcar uma consulta médica. Isso pode incluir o seguinte:

  • Arestas mal definidas.
  • Crescimento rápido
  • Reaparecimento após remoção cirúrgica.
  • Aumento da profundidade.

Se o dermatologista suspeitar de outra condição, exames adicionais serão necessários. Em todos os outros casos, nenhum tratamento é necessário além daqueles voltados para satisfazer as preferências estéticas de cada paciente.

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