Como conviver com uma pessoa que tem Transtorno de Personalidade Limítrofe (TLP)?

15 de março de 2017
Conviver com uma pessoa com TLP ou transtorno de personalidade limítrofe pode ser difícil, mas há algumas pautas que podem nos ajudar a continuar com a relação.

O transtorno de personalidade limítrofe (TLP) dificulta a vida de muitos casais.

Ainda que não seja impossível manter uma relação, é preciso ter em conta certos aspectos para que ela seja saudável e se desenvolva da melhor forma.

É importante que tenhamos bem presente que ajudar nosso parceiro com TLP não significa que vamos mudá-lo.

Este transtorno precisa de um acompanhamento por parte de um profissional com o qual se espera uma melhora.

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Porém, é necessário saber que isto é para a vida toda. Haverá recaídas e outros momentos nos quais nos esqueceremos do problema.

Porém, o transtorno estará sempre ali.

Condutas típicas de quem convive com alguém com TLP

Casal com transtornos

Vamos abordar as condutas mais habituais de quem convive com alguém que sofre de TLP. Muitas prejudicam à outra pessoa, causando pioras e favorecendo a continuidade de seus sintomas.

Lembremos que estamos diante de indivíduos com uma grande instabilidade emocional e um pensamento muito polarizado. Por isso temos que ter cuidado especial ao tratá-los.

  • Ameaça abandonos que não cumpre ou desfaz o relacionamento e volta quando a outra pessoa promete que vai mudar. Isto aumenta a instabilidade emocional do TLP.
  • Ignora as condutas que considera inaceitáveis. Assim se transforma em um aliado do transtorno e favorece a continuidade da conduta patológica.
  • Procura o equilíbrio, deixando-se guiar pela direção que marca o TLP. Sente-se culpado se as coisas não melhoram, pois acredita que é um erro próprio.
  • Opta pelo silêncio, não falando do problema com o parceiro e, inclusive, escondendo ações do dia a dia de familiares ou amigos. Evita, desta forma, que o TLP seja consciente do que está acontecendo.
  • Diante dos problemas ou crises, considera que a outra pessoa o ama profundamente e que a dificuldade está no fato de que seu parceiro não é responsável por seus comportamentos.
Mãos

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Nenhuma dessas formas de agir é a correta. Em algumas, a pessoa participa do problema e, em outras, justifica as ações e não diz nada, com a consequente persistência do comportamento.

Atue como um espelho, não como uma esponja

Mulher com transtorno de personalidade

É fácil terminar encharcado deste transtorno se mantemos as condutas anteriormente mencionadas.

Queremos proteger nosso parceiro, mas esta não é a melhor maneira de fazê-lo. Conviver com uma pessoa que tem transtorno de personalidade é muito difícil e temos que ser conscientes de como estamos atuando a respeito.

Nosso objetivo é que os sintomas sejam detidos, que eles não continuem.

Para isso, é necessário que sejamos fiéis às nossas crenças e valores. Não temos porque permitir que nosso parceiro faça tudo só porque sofre deste transtorno.

Quem o faz não está agindo corretamente, e isso é preciso ser dito.

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É um erro justificar a forma de agir da pessoa. Como parceiro, é preciso estabelecer uma linha limite que não deve ser cruzada, aconteça o que acontecer.

Comunique claramente que não está disposto a suportar determinados comportamentos e mantenha-se fiel a isso. Se fraquejar, tudo irá por água abaixo.

As ameaças não funcionam

Casal com transtorno de personalidade

Falar do problema é mais do que necessário para que o TLP seja consciente de onde falha e possa encontrar uma solução.

Porém, às vezes pode nos irritar e recorremos às tão fáceis ameaças. Isso jamais deve acontecer. Pioraremos a situação e aumentaremos sua instabilidade emocional.

Aprenda a dizer que “não”, a exteriorizar o que sentenunca se sinta responsável pela conduta que seu parceiro com TLP tem.

Se você se sente bem, se deseja tratar à outra pessoa como alguém frágil a quem proteger, tudo começará a fluir.

Continue sendo você mesmo e tenha cuidado com os comportamentos negativos como mentir, enganar ou desafiar o TLP. Lembre-se de que seu pensamento é polarizado e que suas emoções, às vezes, estão fora de controle.

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Atuar de acordo com seus princípios, pôr limites e não se deixar levar pela doença alheia garantirá o equilíbrio na relação.

Será duro, um caminho cheio de pedras e buracos.

Porém, se você estiver disposto de verdade a ficar com essa pessoa em uma situação como essa, deve ser consciente de tudo o que foi mencionado anteriormente.

 

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