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Cânfora contra pragas domésticas: por que as autoridades não a recomendam?

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As autoridades de saúde desaconselham o uso de cânfora a granel contra pragas domésticas devido ao risco de intoxicação. Estas são as alternativas mais seguras.
Cânfora contra pragas domésticas: por que as autoridades não a recomendam?
Escrito por Equipe Editorial
Publicado: 27 agosto, 2026 18:00

Você tem bolinhas de cânfora espalhadas pelos armários e cantos da casa, seguindo um costume herdado de gerações anteriores, para afastar as traças ou as baratas?

Embora seja um remédio muito comum, várias autoridades de saúde desaconselham expressamente esse uso. Não por uma questão de eficácia discutível, mas pelo risco real que representa mantê-lo espalhado por ambientes habitados.

O cânforo tem, de fato, um histórico como repelente de traças, mas esse histórico não o torna um produto seguro para ser usado livremente dentro de uma residência, principalmente se houver crianças em casa.

O que dizem as autoridades de saúde sobre o cânfora

O Departamento de Saúde de Nova York (NYC Health) recomenda diretamente não usar cânfora para controlar pragas em casa, e o motivo está relacionado à exposição.

O cânfora pode entrar no corpo se for ingerido, inalado ou entrar em contato com a pele, e os sintomas de intoxicação podem surgir em muito pouco tempo, às vezes em menos de vinte minutos.

Crianças pequenas correm maior risco, pois podem levá-lo à boca com facilidade, e uma exposição significativa pode provocar convulsões. Essa autoridade também alerta que é importante sempre verificar o rótulo do produto.

Se uma embalagem de cânfora não incluir ingredientes, instruções de uso e informações do fabricante, é provável que se trate de um produto sem as garantias legais necessárias.

Um cheiro forte não é sinônimo de repelente seguro

O fato de uma substância ter um cheiro intenso não a torna automaticamente um repelente eficaz contra qualquer inseto, muito menos um produto seguro para uso sem controle.

Qualquer produto destinado ao controle de pragas deve ser utilizado exclusivamente nos usos e locais indicados em seu rótulo, pois esse rótulo reflete as condições sob as quais o produto foi avaliado como seguro.

A naftalina e o paradiclorobenzeno, presentes em algumas bolas antitrasas, são pesticidas regulamentados que só devem ser utilizados dentro de recipientes bem fechados, nunca espalhados por cômodos ou armários abertos, nem perto de áreas onde se armazena ou prepara alimentos.

Usá-los fora dessas condições é ineficaz e, na prática, pode ser ilegal e prejudicial para as pessoas, animais de estimação ou o próprio meio ambiente, especialmente se forem utilizados ao ar livre, em jardins ou áreas externas.

Quais são as alternativas à cânfora

Antes de recorrer a qualquer remédio caseiro, é importante identificar primeiro qual praga você realmente está enfrentando, pois a solução varia dependendo se se trata de traças, baratas ou outro inseto.

Remover fontes de comida e água acessíveis, vedar rachaduras ou buracos por onde elas possam entrar e colocar armadilhas, iscas ou produtos especificamente indicados para essa praga, quando necessário, traz melhores resultados do que espalhar um produto de cheiro forte por toda a casa.

No caso específico das traças de roupa, lavar as peças antes de guardá-las, aspirar bem os armários e gavetas de armazenamento e guardar as roupas em recipientes herméticos reduz o problema sem a necessidade de introduzir nenhum produto químico adicional no ambiente.

A maneira mais simples de evitar o uso indevido é seguir uma regra básica: se um produto não estiver indicado no rótulo para combater essa praga específica e para ser usado dessa forma, não se deve improvisar com ele dentro de casa.

A cânfora, a naftalina e o paradiclorobenzeno têm usos legítimos quando empregados conforme indicado no rótulo, mas espalhá-los por armários e cantos como remédio caseiro contra pragas é exatamente o uso que as autoridades desaconselham.

Este texto é fornecido apenas para fins informativos e não substitui a consulta com um profissional. Em caso de dúvida, consulte o seu especialista.