Beldroega: 10 propriedades desta planta medicinal

· 9 de maio de 2018
Para obter o máximo de benefícios da beldroega, é importante que, ao coletá-la, tenhamos certeza de fazê-lo em áreas livres de poluição.

Muitos tratam a beldroega como um superalimento, graças aos seus excelentes valores nutricionais. Descubra neste artigo quais são as propriedades medicinais desconhecidas desta planta selvagem.

Na Grécia antiga ou na medicina chinesa ela já era consumida por suas virtudes diuréticas e laxativas, bem como pela depuração do organismo.

A beldroega, uma suposta erva daninha

Até poucos anos atrás, a beldroega (Portulaca oleracea) era popularmente conhecida como uma erva daninha que crescia em qualquer lugar. Um surto de beldroegas pode até aparecer em uma rachadura no cimento do solo. Nem mesmo os agricultores a apreciam entre as suas plantações, pois ela pode prejudicar suas colheitas.

No entanto, esta planta com flores amarelas ou rosas destaca-se pela sua grande resistência e excelentes valores nutricionais. É, hoje em dia, um superalimento econômico e acessível que podemos comer como qualquer outro vegetal, e que pode nos ajudar a melhorar muitos distúrbios da saúde.

Colher beldroega

Componentes da beldroega

A beldroega ou onze-horas é rica em vitaminas A, do complexo B e C, e minerais como potássio, magnésio, cálcio, ferro, zinco e selênio, entre muitos outros. Além disso, é uma das plantas mais ricas em ácidos essenciais ômega 3, especialmente em suas sementes.

Esta planta também contém boas quantidades de mucilagem (fibra), antioxidantes, flavonoides, fitoestrógenos e ácidos orgânicos, como o cítrico ou o málico. Como uma característica particular, seus componentes incluem a melatonina, o hormônio que regula o sono e a vigília.

Benefícios para a saúde

Benefícios da beldroega

Abaixo, destacamos 10 propriedades muito benéficas da beldroega para a saúde:

  • Anti-inflamatória: Possui poderosas propriedades anti-inflamatórias graças às mucilagens, ácidos ômega 3, e sua riqueza em minerais. Desta forma, podemos tratar diferentes tipos de dor e desconforto, especialmente aquelas que afetam o sistema urinário e digestivo.
  • Antioxidante: poucas plantas são tão ricas em antioxidantes como a beldroega. Vitaminas C e E, flavonoides, alcaloides, betacarotenos e glutationa nos ajudam a combater os radicais livres e prevenir o envelhecimento.
  • Nutritiva: Sua riqueza em nutrientes, bem como seu alto teor de ômega 3, faz dela uma planta que nos nutre profundamente de dentro para fora. Desta forma, melhora a saúde da pele, cabelo, unhas, articulações, etc…
  • Antisséptica: Tem propriedades antimicrobianas muito eficazes.
  • Cardiovascular: Os ácidos graxos ômega 3 também têm a virtude de melhorar a saúde cardiovascular. Estes nutrientes melhoram a circulação, regulam a pressão sanguínea, previnem arritmias, etc…
  • Digestiva: Graças ao seu conteúdo de mucilagem, a beldroega produz um efeito emoliente em nosso corpo. Ou seja, acalma e suaviza nosso sistema digestivo e o trato urinário, a fim de evitar as patologias mais frequentes. Além disso, combate a constipação graças ao seu alto teor de fibras e previne os parasitas intestinais.
  • Diurética: Atua como um excelente remédio natural para eliminar o excesso de líquido que retemos em nosso corpo. Desta forma, combatemos o inchaço e o excesso de peso.
  • Antiulcerosa: As mucilagens da beldroega também protegem as paredes dos órgãos e previnem gastrites e úlceras que aparecem no trato digestivo.
  • Antitérmica: reduz a febre naturalmente.
  • Hipoglicêmica: a beldroega ajuda a reduzir naturalmente os níveis de açúcar no sangue. Desta forma, podemos prevenir doenças como diabetes, obesidade, ou resistência à insulina.

Como comemos a beldroega?

Como comer beldroega

Embora esta planta seja um superalimento, hoje ainda não é classificada como remédio habitual para todos os transtornos mencionado aqui. Nesse sentido, embora cada vez mais pesquisas estejam sendo feitas, é difícil encontrá-la em formatos diferentes.

Recomendamos cultivá-la ou buscá-la em locais livres de contaminação para consumi-la como verdura. Da mesma forma que faríamos com o agrião ou o espinafre, podemos incluí-la em refogados, saladas, sopas, cremes ou ensopados.

Graças ao seu rico conteúdo em mucilagens, que têm uma textura gelatinosa, podemos adicionar cremosidade aos nossos pratos. Desta forma, evitaremos adicionar outros ingredientes menos saudáveis, como creme de leite ou queijo.