Atrofia cortical posterior: diagnóstico e tratamento

14 de junho de 2019
A atrofia cortical posterior é um transtorno neurodegenerativo que afeta a visão. Hoje vamos descobrir quais sintomas nos alertam para a sua presença e os possíveis tratamentos que existem na atualidade.      

Segundo o artigo Atrofia cortical posterior, normalmente este transtorno não é diagnosticado no seu início. A razão disso é que, como causa uma sintomatologia visual, as pessoas costumam procurar um oftalmologista em vez de um neurologista (algo que acontece muito mais tarde).

Por isso, consideramos essencial identificar os sintomas que possam estar nos alertando da  presença de atrofia cortical posterior. Vejamos, abaixo algumas indicações que não devemos ignorar.

Fases da atrofia cortical posterior

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O artigo que mencionamos anteriormente expõe uma série de fases pelas quais vai passando a atrofia cortical posterior. O ideal, seria que o mais rápido possível esses sintomas fossem postos ao conhecimento de um neurologista para iniciar o tratamento imediato.  

  • Início gradual e lento da falha visual: o paciente pode ver algumas sombras específicas ou perder a visão, em um momento determinado. A falha é tão progressiva e lenta que não atrai a atenção até que piore.
  • Ausência de patologia oftalmológica: se o paciente for a um oftalmologista, ele não verá nenhuma patologia que esteja gerando essas falhas de visão. Portanto, continuará a ter uma vida normal até que os sintomas piorem.
  • Pequenas perdas de memória: à medida que o transtorno se agrava há pequenas perdas de memória que podem ser consideradas normais. No entanto, à medida que a doença progride, elas aumentam.
  • Princípios de demência: o paciente mostrará hipometabolismo e hipoperfusão que serão detectados graças a um teste que permitirá um estudo de neuroimagem. A demência surge quando a doença está em um estado bastante avançado.

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Diagnóstico de atrofia cortical

Como vimos, a sintomatologia da atrofia cortical é muito lenta e progressiva. Assim sendo, quando os pacientes vão ao neurologista é tarde demais. Por essa razão, antes de qualquer falha na visão em que se soma a uma ligeira perda de memória é adicionada, não devemos hesitar em nos colocar nas mãos de um profissional.

O primeiro teste para diagnosticar a atrofia cortical é realizar um exame de sangue. Através deste pode-se detectar deficiências de vitaminas, entre outras séries de resultados. Depois, será realizado um exame oftalmológico muito mais completo.

Esses testes para realizar um diagnóstico correto não param aqui. Para esclarecer qualquer dúvida, serão realizados testes neurológicos, incluindo ressonância magnética e tomografia. Se tudo indica que estamos lidando com um caso de atrofia cortical posterior, existem diferentes tratamentos aos quais um paciente pode optar.

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Tratamento da atrofia

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Uma vez que o diagnóstico é positivo para atrofia cortical posterior existem dois tratamentos possíveis. Nenhum deles é a cura para esse transtorno. Pois, como vimos, é uma doença degenerativa.

  • Medicamentos: são usados ​​para tratar os sintomas que podem surgir devido ao sofrimento deste transtorno. Os medicamentos são destinados a reduzir a ansiedade e melhorar a depressão nos casos em que se manifeste.
  • Terapia: o paciente pode passar por terapia cognitiva para preservar aquelas habilidades que não estão danificadas e retardar sua perda. Além disso, a fisioterapia também será de grande ajuda nessas circunstâncias.

As duas opções atuais de tratamento para atrofia cortical posterior são focadas em  melhorar a qualidade de vida dos pacientes durante o tratamento de seus sintomas. O objetivo é retardar a deterioração de capacidades e habilidades, melhorando os estados de ansiedade e depressão que esta doença pode trazer.

Com este artigo pretendemos alertar você sobre os sintomas que envolvem a atrofia cortical posterior para que, nos primeiros sinais, você vá ao médico o mais rápido possível. O objetivo é diagnosticá-la o mais rápido possível. Desta forma, você pode iniciar um tratamento adequado sem demora.

Em conclusão, um diagnóstico precoce fará uma grande diferença. Portanto, não hesite em consultar o médico, mesmo que os sintomas não sejam alarmantes. Você conhece alguém próximo que tenha sido diagnosticado com esse transtorno?

 

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