Às vezes, só precisamos de um abraço envolvente

· 1 de março de 2016
Todos precisamos de abraços. Abraços que nos aliviem, que nos consolem, que nos façam sentir queridos. E não queremos apenas recebê-los; também é importante oferecê-los.

Um abraço é uma expressão do afeto, do reconhecimento, do carinho e da aprovação. É um “vai ficar tudo bem” ou um “estou aqui” que cada um de nós precisa sentir com frequência.

Em nosso espaço já falamos em vários artigos a respeito da necessidade de desenvolver o amor próprio, a autoestima, a capacidade de lutar pelos sonhos e evitar relações negativas.

Hoje queremos falar sobre o valor de praticar com regularidade estas demonstrações de carinho; que vão mais além de um simples contato com nossos corpos, de colocar um coração frente a outro coração.

É oferecer reciprocidade e envolver a alma.

E assim, compartilhe conosco… Você é daqueles que dão abraços diariamente nas pessoas que ama?

Os abraços que reparam e aliviam medos

Começaremos falando dos abraços que têm a capacidade de resolver problemas quase sem a necessidade de palavras.

Certamente você passou por uma experiência na qual, depois de uma discussão com os filhos ou parceiro, não sabia o que fazer.

Frequentemente surgem diferenças com os outros, nas quais as palavras se transformam em tensão. Chega-se a um ponto em que a mente já não pode mais pensar; entretanto, ficam as sensações, e emoção de que amamos esta pessoa e que “dói” não chegar a uma solução.

Casal abraçado e feliz

Abraço para aliviar tensões

Algo tão simples quanto dar um abraço acaba imediatamente com toda a tensão, toda a sensação de estresse e desespero.

Rapidamente, tudo se encaixa: nossos corpos, nossas emoções e afetos.

Outro dado a levar em conta é que nas relações de casal é muito comum passar por épocas de dúvidas, medos e preocupações.

  • Há momentos em que a relação do casal cai na rotina, e de alguma forma, perde-se a magia que existia anteriormente. E este é o momento em que surgem as dúvidas.
  • Os medos aparecem, nos perguntamos se nossos parceiros continuam nos amando, se continuam nos desejando; ainda, se a relação seguirá mantendo a força de sempre.
  • É aí que surge a necessidade de demonstrar autenticidade. Há dias em que não basta um “claro que tudo vai ficar bem”, “claro que continuo te amando”.
  • Não queremos palavras; precisamos de ações. E nada melhor do que um longo e silencioso abraço.

A saber que há abraços e abraços, e quando eles são oferecidos devemos perceber que são autênticos, reais e carregam sentimentos.

É aí que os medos se evaporam, quando o universo inteiro se organiza e tudo adquire uma grande transcendência.

Leia mais: 5 dicas para combater o medo da solidão

O abraço que nos une com o mundo e com o que mais amamos

Casal apaixonado se olhando e querendo se abraçar

O melhor abraço é aquele necessário; também quando encontramos a expressão que define quem faz parte da nossa vida e do nosso coração.

Com frequência, costumam ser feitos experimentos nas ruas em que uma pessoa anônima “presenteia abraços”.

É algo positivo que oferece proximidade; no entanto, os abraços autênticos, os abraços mais terapêuticos, são os que vêm das pessoas que amamos.

Se um abraço nos une ao mundo, é porque vem de alguém que é muito significativo para nós.

Pense, por exemplo, o que seria das crianças se não tivessem o contato físico constante, as carícias; assim como os abraços de bom dia e de boa noite.

Um abraço é a forma como reconhecemos a pessoa, a criança ou o idoso para dar raízes a eles: você é parte de mim e eu o reconheço como tal, o amo, e o envolvo em meus abraços porque você é parte da minha alma.

Nada pode oferecer tanto alívio quanto um abraço que chega em seu momento e que se oferece com sinceridade. O coração se acende, a autoestima se fortalece, e nosso coração nos presenteia uma sensação prazerosa graças à liberação de endorfinas.

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Se não se atrevem a dar-lhe um abraço, faça-o você!

Mulher abraçando uma criança

Em algumas ocasiões, as pessoas se queixam de que as crianças ou os parceiros são um pouco “secos”; ou seja, parecem não precisar das nossas demonstrações de afeto e inclusive as recusam.

Isso é parte da sua personalidade; no entanto, o fato de que não oferecerem não significa que não precisem ou não apreciem os abraços.

Há perfis de pessoas para quem este tipo de expressividade emocional não é algo natural ou fácil.

Por isso, não se atrevem ou não se sentem animados a fazê-lo.

  • As crianças, quando crescem passam a relacionar os abraços a demonstrações que lembram seus dias de infância; já que agora lutam pela sua independência.
  • Não se preocupe, não se irrite com eles e nem pense que eles não o amam mais. Acredite ou não, um abraço repentino, furtivo e intenso sempre irá arrancar um sorriso deles, mesmo que seja um sorriso tímido.

Considerações finais

Todos precisamos de um abraço diário ou de um abraço esporádico para reforçar vínculos.

Para recordar um “estou aqui, com você, e nunca deixarei de amá-lo, você é a melhor parte da minha vida”.