As 4 doenças cerebrovasculares mais comuns

8 de fevereiro de 2018
Existem muitos problemas cerebrovasculares que não apresentam sintomas específicos, por isso que é fundamental se submeter a revisões regulares e seguir hábitos de vida saudáveis para evitar complicações

As doenças cerebrovasculares fazem referência a todas aquelas condições nas quais a circulação do fluxo sanguíneo se vê dificultada de forma momentânea ou permanente em uma área concreta de nosso cérebro.

Todos conhecemos, direta ou indiretamente, alguém que tenha sofrido um AVC, um aneurisma ou um pequeno derrame cerebral.

Todas estas doenças podem deixar um impacto permanente ou mesmo nos tirar a vida.

Nos melhores casos, ficará somente o susto, mas nos obrigará a cuidar ao máximo de nossos hábitos de vida.

Logo, cabe dizer, que a maioria de nós não está consciente o bastante sobre estas doenças.

A não ser que tenhamos vivido alguma destas experiências, geralmente, não valorizamos o suficiente o impacto que tem sobre nossa saúde cerebral fatores como, por exemplo, a pressão arterial, o colesterol elevado ou o sobrepeso.

Além disso, uma boa parte das mortes que acontecem a cada ano por causa das doenças cerebrovasculares podem ser prevenidas.

O resto, como podem ser os AVCs que afetam pacientes cada vez mais jovens ou pessoas que cuidam ao máximo de seus hábitos de vida, são realidades que, sem dúvidas, ainda escapam de nossa compreensão ou inclusive da lógica.

Por isso, existem determinados aspectos sobre os quais devemos refletir.

A prevenção, submeter-se a revisões periódicas para medir, por exemplo, a pressão arterial e outros indicadores associados. Estes fariam, sem dúvidas, que muitas dessas tristes realidades reduzissem seu impacto entre nós.

É um propósito no qual vale a pena dedicar tempo e, antes de tudo, vontade.

As 4 doenças cerebrovasculares mais comuns

Assim como indicamos no início, todas as doenças cerebrovasculares aparecem por um problema no fluxo sanguíneo.

Assim, qualquer alteração na circulação do fluxo sanguíneo pode dar forma a dois tipos de doenças. As isquêmicas e as hemorrágicas.

Entretanto, cabe dizer que as isquêmicas são, sem dúvidas, as mais comuns e a maioria delas costuma ter uma mesma origem: a aterosclerose.

Já falamos em numerosas ocasiões sobre a aterosclerose. Ocorre quando nossos níveis de colesterol são muito altos e soma-se a isso a temida inflamação das artérias do cérebro.

Assim, tudo isso dá forma a uma doença lenta, progressiva e muito debilitante: o acúmulo de placa nos vasos sanguíneos.

Esta gera problemas na circulação do fluxo sanguíneo até o cérebro. E, a longo prazo, até a aparição de problemas cognitivos e demências.

Não estamos diante de algo leve, algo que podemos nos descuidar: a prevenção e o hábito correto de vida que praticamos hoje se notará no futuro.

Mulher com dor de cabeça por causa de uma doença cerebrovascular

1. A trombose cerebral

  • A trombose é um acidente cerebrovascular isquêmico.
  • Os AVCs, outra das doenças cerebrovasculares, em 80% dos casos, tem esta mesma origem.
  • Se dá através do estreitamento de alguma das artérias cerebrais devido ao aparecimento de um algum trombo que bloqueia o fluxo de sangue.

Assim, cabe dizer que, no geral, este tipo de doença costuma dar pequenos avisos antes de acontecer o fechamento completo dos vasos cerebrais.

Por isso, é vital estar atento aos sintomas:

  • Adormecimento de meio lado do rosto ou um lado do corpo.
  • Dor de cabeça muito intensa.
  • Dificuldade para se comunicar e para entender.
  • Enjoos e problemas para caminhar.
  • Problemas de visão.

Veja também: 9 alimentos que você deve incluir na dieta para prevenir tromboses

2. A embolia cerebral

Outra das doenças cerebrovasculares mais comuns é a embolia cerebral

A embolia cerebral é outro tipo de condição cerebrovascular de origem isquêmica. Agora, se no caso anterior tínhamos um “trombo”, agora a origem está em um “êmbolo”.

Para entender melhor: um trombo é um coágulo de sangue que se forma na parede de uma artéria importante e que obstrui a circulação.

A embolia, se produz por um êmbolo, ou seja, um pedaço de placa de alguma artéria que se desprende e que chega ao cérebro.

Entretanto, diferentemente da trombose cerebral, este êmbolo se origina longe da própria obstrução, normalmente no coração.

Além disso, com relação à sintomatologia, cabe dizer que é muito similar à da trombose: adormecimento de um lado do corpo, dificuldade de expressão e de comunicação… 

Agora, se um paciente com embolia for atendido de forma rápida pode receber uma droga chamada “tPA” capaz de dissolver estes êmbolos, a expectativa de vida melhora altamente.

3. Hemorragia cerebral ou intracerebral

Já falamos das duas doenças cerebrais de origem isquêmica mais comuns. Agora nos detemos nas condições cujo desencadeador se deve a uma hemorragia.

Os aneurismas são mais comuns. Neste caso, estamos ante uma dilatação anormal de uma zona fraca de um vaso sanguíneo dentro do cérebro.

  • No momento que se rompe esse aneurisma, aparece a hemorragia cerebral.
  • Apesar do impactante que pode ser um aneurisma, cabe dizer que os acidentes cerebrovasculares isquêmicos seguem sendo os mais prejudiciais, os que mais sequelas deixam e os que mais vidas levam a cada ano.

Logo, cabe dizer que o maior problema existente com um aneurisma é que não apresenta sintomas excessivos.

Existem pessoas que podem sofrer uma dilatação em algum vaso sanguíneo do cérebro durante anos e não notar nada, até que, em um dado momento, e devido à pressão, este se rompe.

E não deixe de conferir: 7 soluções caseiras eficazes contra as hemorragias nasais

4. Hemorragia subaracnóidea

A hemorragia subaracnóidea é uma das doenças cerebrovasculares mais comuns

As hemorragias subaracnóideas se produzem muitas vezes devido à pressão arterial não controlada: é um dado que não podemos descuidar.

Neste caso temos também a ruptura de um vaso sanguíneo, mesmo que neste tipo de condição se localizam sempre na superfície do cérebro.

O derrame se localiza no espaço existente entre o cérebro e o crânio, o espaço subaracnóideo, sem chegar nunca a se introduzir no próprio cérebro.

A expectativa de vida depois de sofrer este tipo de hemorragia depende sempre da rapidez do atendimento médico. Assim, é vital saber reconhecer os sintomas:

  • Problemas para se concentrar
  • Incômodo nos olhos com a luz brilhante
  • Irritabilidade, mau humor, mudanças na personalidade
  • Dor no pescoço e nos ombros
  • Vômitos, enjoos
  • Convulsões

Sem dúvidas, o sintoma mais evidente é o relativo à visão: podemos perder a visão durante alguns minutos, ver luzes intensas ou fenômenos ópticos.

Em suma, diante qualquer problema ou pequena anomalia, não tenha dúvidas: é necessário consultar um profissional da saúde imediatamente.

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