Após a morte da ex devido a um câncer, homem decide adotar o filho dela

O vídeo emocionante que oficializa o ato desse pai de adotar o filho da ex-esposa falecida emocionou os internautas.
Após a morte da ex devido a um câncer, homem decide adotar o filho dela

Última atualização: 21 junho, 2022

Após mais de 9 longos anos de espera, finalmente o corretor e executivo hoteleiro Rodrigo Medina Lopes, de 45 anos, pode dizer com orgulho que é oficialmente o pai de Bruno Carneiro, de 11 anos. Ele está criando o menino desde 2013, quando infelizmente sua ex-esposa veio a falecer devido a um câncer. Desde a descoberta da doença, Rodrigo decidiu adotar o filho dela.

A adoção finalmente foi formalizada no dia 20 de maio de 2022, e Rodrigo decidiu gravar o momento em que dava a notícia ao filho. O vídeo viralizou, pois milhares de internautas se emocionaram com a reação de Bruno ao saber que era oficialmente filho de Rodrigo.

“Ele sempre esperou por isso, mas não sabia quando iria sair. Deixei o celular ligado gravando e ficou tão bonita a reação dele que decidi postar nas redes sociais. Dizem que sou um exemplo, mas para mim ele já era o meu filho. Só faltava a nova certidão”, disse Rodrigo.

O desejo da ex de que fosse Rodrigo quem adotaria o filho dela

Rodrigo e Rejane (a mãe de Bruno) estiveram casados durante 12 anos. Os dois tiveram uma filha juntos, que atualmente está com 27 anos. Mesmo depois da separação eles continuaram bastante amigos. Rejane então teve outro relacionamento e engravidou de Bruno, que nasceu em dezembro de 2010. Menos de um ano depois, ela descobriu um câncer no útero e veio a falecer em 2013.

Quando soube que iria falecer, Rejane pediu a Rodrigo que ele cuidasse do menino em sua ausência, pois os dois já eram próximos e existia um grande carinho entre eles. Além disso, Rejane sabia que ele era um bom pai, por todo o cuidado que Rodrigo dedicava à filha dos dois.

O pedido foi feito no leito do hospital e na presença dos familiares de Rejane, que também tinham uma boa relação com Rodrigo e apoiaram prontamente a decisão da mulher.

“Ela pediu para que eu cuidasse dele como cuidei da nossa filha, para não separá-los. Foi assim que iniciamos o processo de adoção. Acredito que demorou a formalizar porque ela tentou buscar o exame de DNA com o pai biológico, mas, como nunca houve interesse dele, a Justiça deu andamento no nosso caso”, lembra Rodrigo.

Embora Rodrigo já cuidasse de Bruno desde que ele era apenas um bebê, e mesmo a mãe do menino tendo manifestado expressamente que gostaria que ele ficasse com a guarda do filho, o processo judicial teve todos os trâmites: entrevistas, visitas de assistentes sociais, consultas com psicólogos e diversas etapas burocráticas.

Rodrigo conta que durante esse período a responsável legal do menino era a avó materna, e isso gerava diversos problemas burocráticos, como a impossibilidade de que os dois viajassem sozinhos.

A descoberta de que a certidão que oficializava sua paternidade já estava pronta aconteceu por acaso, no fim de maio deste ano. Rodrigo estava cuidando da burocracia para levar o filho para o Rio de Janeiro quando veio a notícia tão esperada.

“Ele nunca conseguiu viajar de avião por causa da certidão. Quando eu liguei para o fórum para saber do processo, recebi o retorno de que saiu o documento. Foi uma surpresa. Parei no meio da estrada e comecei a chorar, porque esperei por isso por nove anos”, lembra Rodrigo.

Um sonho realizado

Atualmente pai e filho estão muito felizes, e Rodrigo sente que sua missão está cumprida. Ele continuará cuidando dos filhos com muito carinho enquanto a vida lhe permitir, pois no ano passado ele recebeu o triste diagnóstico de um câncer no intestino.

“Além de tudo isso, agora ele vai carregar meu nome, o que nada mais é do que justo, pois criei, cuidei, levo para escola, moramos juntos e convivemos desde quando ele era bebê. Acho que realizei o sonho da mãe dele”, finalizou.

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