O que é a actinodermatose?

Os responsáveis ​​pelos efeitos nocivos do sol são, sobretudo, os raios ultravioleta. Os UVB afetam a epiderme, mas os UVA são mais perigosos porque atingem a derme.
O que é a actinodermatose?

Última atualização: 06 Junho, 2021

A actinodermatose é uma doença crônica da pele que é atribuída à ação dos raios ultravioleta. Pode ser evitada com o uso de filtros solares. Portanto, com o uso de proteção solar, é possível prevenir essa doença, que muitas vezes causa vermelhidão e manchas na pele.

Exceto nos casos de pessoas especialmente sensíveis à luz, o tratamento é preventivo com a aplicação de produtos protetores que filtram a radiação solar. Quais são as suas causas? Como reconhecê-la? Descubra a seguir.

Causas da actinodermatose

Os responsáveis ​​pelos efeitos nocivos do sol são, sobretudo, os raios ultravioleta. Os raios UVB, embora sejam quantitativamente menores, são muito poderosos e afetam a epiderme.

Porém, os raios UVA são muito mais perigosos porque conseguem atingir a derme. Essas radiações constituem a maioria dos raios ultravioleta solares e estão presentes durante o ano todo.

A actinodermatose pode ser prevenida com o uso de protetor solar
A actinodermatose é uma doença dermatológica atribuída aos efeitos negativos da luz solar. Geralmente causa vermelhidão, manchas e sinais de envelhecimento prematuro.

Sintomas e manifestações da actinodermatose

Os danos imediatos associados à exposição prolongada e incorreta aos raios UVB podem incluir eritema, queimaduras e urticária. No entanto, seus efeitos tardios são mais complexos. Seus principais responsáveis são os raios UVA, que penetram profundamente e geram:

  • Manchas escuras.
  • Ceratose (espessamento da pele).
  • Envelhecimento precoce.
  • Degradação dos fosfolipídios da membrana.

Com o tempo e após sucessivas exposições prolongadas ao sol, os raios nocivos podem danificar o DNA celular e desenvolver uma predisposição ao aparecimento de melanoma.

Efeitos da radiação ultravioleta na pele

A radiação ultravioleta causa consequências nocivas à pele. Algumas delas são:

Envelhecimento da pele e aparecimento de rugas

Pessoas que passaram muitos anos de suas vidas trabalhando ao ar livre desenvolvem um envelhecimento da pele mais severo. Isso se manifesta afetando a textura e a elasticidade da pele e favorecendo a formação de rugas e manchas.

Câncer de pele

A luz solar é um fator de risco para o desenvolvimento de câncer de pele, tanto carcinoma basocelular quanto de células escamosas e melanoma. 90% desses cânceres aparecem em áreas da pele expostas ao sol: rosto, pescoço, orelhas, mãos e antebraços.

Reações alérgicas

Algumas pessoas desenvolvem reações alérgicas na pele. Em certos casos, essas reações podem aparecer após a exposição ao sol. Os sintomas podem incluir placas vermelhas, bolhas ou urticária, localizadas em áreas onde o sol toca, como rosto, colo, braços e mãos.

Como evitar a actinodermatose?

Você tem que se proteger não apenas dos raios UVB, mas também dos raios UVA. Para isso, deve utilizar protetores solares de amplo espectro que restauram e mantêm a hidratação e as funções de barreira cutânea.

O filtro solar pode ajudar a prevenir danos induzidos pela luz solar e reduzir o risco de câncer. Você deve evitar o sol nas horas centrais do dia e usar roupas adequadas.

Protetor solar
A aplicação de filtro solar é uma das medidas mais importantes para prevenir a actinodermatose. Pessoas com pele delicada devem escolher um fator de proteção superior a 30.

Chapéu e guarda-sol

As roupas adequadas devem ser de um tecido mais grosso e com a trama fechada. Além disso, os chapéus ou bonés devem ser de abas largas para proteger a região facial. Para a proteção dos olhos, não podem faltar os óculos de sol.

Devemos ter em conta que os guarda-sóis e os chapéus protegem contra os raios ultravioleta verticais, mas não contra a luz difusa que é produzida pelo reflexo na água, areia e outras superfícies.

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Uso de protetor solar

Os protetores solares atuam absorvendo ou refletindo os raios solares na pele. O fator de proteção solar (FPS) é um número que deve especificar a sua capacidade de bloqueio dos raios ultravioleta.

A maioria bloqueia os raios UVB, que causam vermelhidão, queimaduras e eritema solar. No entanto, eles não cobrem tanto os UVA, que estão mais associados aos danos e ao câncer de pele.

Os protetores solares devem ter, no mínimo, um fator de proteção 15. Pessoas com pele mais branca, olhos claros, que se queimam com facilidade, precisam de protetores de índice superior, como 30 ou 50.

Nenhum protetor solar tem uma duração de ação superior a 2 horas; sendo assim, você deve reaplicá-los com frequência, principalmente em condições de exercício, sudorese e banho de mar ou de piscina. Além disso, é conveniente aplicá-los meia hora antes da exposição ao sol para que sejam realmente eficazes.

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