Acidente vascular cerebral (AVC): causas e tratamento

22 de outubro de 2019
Um acidente vascular cerebral pode ser desencadeado por diferentes causas. A principal delas é um processo isquêmico. Apesar de haver diferentes técnicas de tratamento, é sempre melhor prevenir.

Um acidente vascular cerebral (AVC) é uma parada cerebrovascular que é desencadeada, principalmente, por um processo de isquemia cerebral. Durante esse processo, parte da massa cerebral morre devido a uma falha no suprimento sanguíneo.

A isquemia ocorre, portanto, quando o cérebro não recebe oxigênio suficiente. Essa situação pode ocorrer, por exemplo, pela presença de coágulos sanguíneos que bloqueiam a irrigação cerebral.

O acidente vascular cerebral (AVC) geralmente ocorre em idosos e está associado a uma série de fatores de risco, dentre os quais podemos mencionar hipertensão arterial, distúrbios lipídicos, tabagismo e dependência de drogas. Outros fatores de risco podem ser:

Além disso, as doenças vasculares cerebrais são uma das causas de morte mais frequentes na população mundial. No Brasil, o Acidente Vascular Cerebral (AVC) é a segunda causa de morte e a primeira de incapacidade.

Por que um acidente vascular cerebral (AVC) pode ocorrer?

Como já dissemos, o AVC é causado por um bloqueio na circulação sanguínea que atinge o cérebro. Esses bloqueios podem ser causados ​​por diferentes causas. As mais comuns são as tromboses, mas o que é uma trombose?

Uma trombose é uma formação de coágulo dentro de um vaso sanguíneo. Esses coágulos, ou trombos, não se dissolvem e permanecem dentro do vaso sanguíneo em que se formou.

Quando o coágulo ou parte dele se desprende e viaja pela corrente sanguínea, é chamado de embolia. Por outro lado, é outra causa comum na estenose ou doença carotídea aterosclerótica.

Como evitar um acidente vascular cerebral (AVC)

O acidente vascular cerebral (AVC) também pode ocorrer quando um vaso sanguíneo no cérebro se rompe. Outras causas responsáveis ​​por este problema são:

Como esses distúrbios vasculares estão intimamente relacionados, os infartos cerebrais compartilham muitas causas e fatores de risco com a aterosclerose. Esta doença consiste no endurecimento das paredes arteriais como resultado do acúmulo de gordura, glóbulos brancos e células mortas, incluindo colesterol e triglicerídeos.

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Sintomas de um acidente vascular cerebral (AVC)

Um AVC pode causar muitos sintomas diferentes, dependendo da região do cérebro que afetam. Além disso, também variam dependendo da duração do mesmo e se o dano for reversível ou irreversível.

As sequelas variam da morte em poucos minutos se o AVC afetar áreas vitais, como o centro nervoso; ou inexistentes, se for transitório, se estiver localizado em uma artéria pequena ou se o trombo se dissolver rapidamente. Entre as consequências e as sequelas mais comuns do AVC, podemos destacar:

  • A alteração na coordenação.
  • Transtornos das habilidades motoras em geral.
  • Alteração na linguagem, principalmente na fala. Os distúrbios de linguagem são mais comuns quando o AVC ocorre no hemisfério esquerdo do cérebro.
  • Náuseas e vômitos.
  • Dores de cabeça.

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Também é comum em alterações associadas a danos no tronco cerebral. Um exemplo desse tipo de lesão pode ser a síndrome de Weber. Essa síndrome é caracterizada por déficits motores, ataxia (falta de coordenação muscular), vertigem, disfagia e disartria (problemas para articular os fonemas).

Atendimento de urgência no caso do AVC

Tratamento

O tratamento será diferente dependendo da causa que desencadeou o AVC. Geralmente, para tratar um acidente vascular cerebral, realiza-se uma embolização endovascular graças a uma sonda inserida na área da virilha para alcançar a área afetada e selar o vaso sanguíneo que desencadeou o acidente.

Os cateteres também são frequentemente usados ​​para desobstruir artérias entupidas por meio de aspiração ou coleta de coágulos. Por outro lado, existem várias medidas que devem ser realizadas para aumentar a taxa de sobrevivência em caso de acidente vascular cerebral (AVC).

No entanto, a primeira coisa a fazer é reconhecer os sintomas o mais rápido possível. Com isso, os serviços de emergência devem ser notificados imediatamente. Aliás, é dever desses serviços realizar um transporte rápido e pré-notificar o hospital.

Uma vez no hospital, os pacientes devem ser levados à Unidade de AVC, que são centros médicos especializados no tratamento desta doença.

Entretanto, é importante lembrar que 90% dos casos de AVC podem ser prevenidos, portanto, hábitos nocivos como tabagismo e sedentarismo devem ser evitados. Além disso, uma alimentação saudável e exercícios físicos regulares são essenciais para evitar todo tipo de doenças.

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