Deficiências nutricionais: podem causar depressão

· 8 de abril de 2017
Sabia que a deficiência de determinados nutrientes pode estar por trás de diversos desequilíbrios emocionais, e até da depressão? Melhore a sua dieta para otimizar seu estado de ânimo.

A depressão é um transtorno do estado de ânimo. Caracteriza-se pelo surgimento contínuo de sentimentos de tristeza, irritabilidade, e uma perda geral do interesse pelas atividades cotidianas e a vida em geral.

Na atualidade, é considerada um problema de saúde pública, dado que é muito comum na população, especialmente nos países desenvolvidos.

Até algumas décadas atrás acreditava-se que seu surgimento só se dava por algumas situações emocionais.

No entanto, com o passar do tempo, foi descoberto que ocorre por variações da química cerebral que podem acontecer por fatores ambientais, mudanças hormonais e aspectos genéticos.

Além disso, foi possível determinar que seu desenvolvimento tem muito a ver com os hábitos de alimentação, já que algumas deficiências nutricionais aumentam a chance de sofrê-la.

Dessa forma, é fundamental melhorar a dieta e aumentar o consumo daqueles alimentos cujo valor nutricional ajuda a evitar e combater este problema.

Nesse sentido, a seguir queremos compartilhar detalhadamente seis deficiências nutricionais que foram associadas ao desenvolvimento da depressão.

Descubra-as!

Deficiências nutricionais que podem estar por trás da depressão

1. Ácidos graxos ômega 3

acidos-graxos-omega-3

Os alimentos ricos em ácidos graxos ômega 3 oferecem diversos benefícios ao organismo e, ao mesmo tempo, à saúde emocional.

Sua ingestão desempenha um papel fundamental no desenvolvimento e funcionamento do sistema nervoso central, dado que controla a inflamação e regula a sua atividade.

Além disso, são fundamentais para equilibrar a liberação de substâncias químicas no cérebro e reduzir o risco de envelhecimento precoce.

Ainda mais, são recomendados como parte do tratamento contra a depressão, já que aumentam a produção de serotonina enquanto minimizam o excesso de cortisol.

Dessa forma, é possível obtê-los consumindo:

  • Peixes gordurosos
  • Sementes e oleaginosas
  • Leguminosas
  • Ovos
  • Vegetais

Leia mais: Ômega 3: por que é tão importante?

2. Vitamina D

Ter uma deficiência de vitamina D não só aumenta o risco de sofrer de problemas ósseos e articulares, mas também pode levar a fortes episódios de depressão e demência.

Esta vitamina é chave na liberação de serotonina, um neurotransmissor associado ao bom humor e à felicidade.

A absorção correta deste nutriente reduz o risco de desequilíbrios emocionais e, por outro lado, exerce efeitos positivos no sistema imunológico.

A forma mais comum de absorvê-la é com os raios de sol, no entanto, pode ser encontrada em alimentos como:

  • Peixes azuis
  • Óleo de bacalhau
  • Cereais e produtos de soja enriquecidos
  • Laticínios
  • Ovos
  • Champignon

3. Zinco

zinco

O zinco é outro micronutriente que participa da regulação das emoções, estimulando algumas funções neuronais e a atividade do sistema nervoso.

Em níveis adequados, aumenta a produção dos neurotransmissores do bem-estar.

Por outro lado, está associado a mais de 250 rotas bioquímicas independentes que têm a ver com o funcionamento dos principais órgãos do corpo.

Os alimentos para corrigir esta deficiência incluem, por exemplo:

  • As carnes vermelhas
  • Os ovos
  • Os mariscos
  • As leguminosas
  • As nozes
  • As sementes
  • Os cereais integrais
  • Os laticínios orgânicos

Saiba mais: Benefícios do zinco para a saúde

4. Selênio

Este nutriente é essencial para um bom funcionamento cerebral e o controle da queda do humor.

Além disso, desempenha um papel relevante na função da glândula da tireoide que, por outro lado, é essencial para uma boa saúde mental.

Em suma, seu efeito antioxidante e reconstituinte é chave para a prevenção e o tratamento do transtorno depressivo.

Nesse sentido, o selênio pode ser obtido em:

  • Carnes magras
  • Peixes azuis
  • Feijões e ervilhas
  • Ovos
  • Mariscos

5. Magnésio

magnésio

Infelizmente, o magnésio é um dos minerais mais difíceis de absorver no organismo.

De fato, estima-se que muitas doenças físicas e mentais tenham a ver com a deficiência deste nutriente.

No tratamento da depressão tem um papel principal, não somente porque aumenta a produção de serotonina e dopamina, mas também porque reduz a produção de cortisol.

Dessa forma, aumente o consumo de:

  • Algas
  • Amêndoas
  • Abacate
  • Banana
  • Feijões
  • Sementes de abóbora
  • Cereais integrais
  • Vegetais de folhas verdes

6. Ferro

Em síntese, a deficiência de ferro é uma das principais causas da anemia, fadiga mental e transtornos depressivos.

Visto que é um componente essencial no desenvolvimento e funcionamento cognitivo, sensorial e motor.

Seus baixos níveis causam uma insuficiência de glóbulos vermelhos no sangue, que afeta a oxigenação celular e aumenta sintomas como o desequilíbrio emocional, a fadiga e a confusão mental.

Para aumentar seus níveis é necessário comer, por exemplo:

  • Carnes vermelhas
  • Beterraba
  • Peixes azuis
  • Farinha de aveia
  • Espinafre e folhas verdes
  • Romã
  • Ovos
  • Feijões
  • Pasta de amendoim

Por fim, combater as deficiências nutricionais mencionadas pode ser fundamental no tratamento daqueles pacientes com depressão e quedas emocionais.

No entanto, é necessário analisar outros aspectos para determinar qual pode ser a sua origem e quais outras medidas são requeridas para tratar estes transtornos.

  • Guerra, A. P., Santiago, J. D., Scudeler, N. B., & Navarro, F. (2012). Efeitos do consumo ou suplementação de ômega-3 e do exercício físico na prevenção e tratamento da depressão. RBNE-Revista Brasileira de Nutrição Esportiva2(9).
  • Silva, T. M. D. (2007). Depressão na doença de Parkinson: possibilidades terapêuticas dos ácidos graxos polinsaturados da família Omega-3.
  • Eserian, J. K. (2013). Papel da vitamina D no estabelecimento e tratamento de transtornos neuropsiquiátricos.
  • Perito, M. E. S., & Fortunato, J. J. (2012). Marcadores biológicos da depressão: uma revisão sobre a expressão de fatores neurotróficos. Rev Neurocienc20(4), 597-603.
  • Dominguez, N. L. (2017). A depressão e sua relação com os nutrientes.
  • Senra, I. D. C. R. (2017). Alimentação e Depressão.