As pedras nos rins podem ser muito dolorosas, por isso é aconselhável evitar os alimentos que possam favorecer sua formação, além de aumentar a ingestão de água para facilitar sua eliminação.
As famosas “pedras nos rins” podem ser causadas por diversos fatores.
Elas são fragmentos sólidos muito pequenos, mas que não podem sair por si só e fixam-se no trato urinário, causando muita dor.
Dessa forma, é útil saber que há alguns alimentos que podem propiciar o aparecimento das pedras nos rins e, portanto, é preciso evitá-los ou reduzir o seu consumo.
Descubra quais são no artigo a seguir.
Alimentos que podem formar pedras nos rins
A dieta é essencial para evitar a formação de pedras nos rins e, é claro, para expeli-las mais facilmente caso estejam presentes no organismo.
No entanto, como diz o ditado popular, “é melhor prevenir do que remediar”.
Por esse motivo, nomeamos os alimentos que você deve parar de consumir, caso seja propenso à doença renal ou se já sofreu de cálculo renal no passado.
O café pode nos ajudar a despertarmos ou no trabalho para desempenharmos melhor as nossas atividades, mas a verdade é que ele também tem seus efeitos colaterais.
Um deles é fazer os rins trabalharem mais e aumentar a possibilidade de produzirem pedras.
A cafeína não está presente apenas no café, como também em alguns chás e refrigerantes.
Todas essas bebidas aumentam os níveis de cálcio na urina e, caso consumidas em grandes quantidades, podem causar, a longo prazo, insuficiência renal devido as substâncias estimulantes nelas contidas.
2. Carne vermelha
As proteínas e gorduras de origem animal estão relacionadas com a formação de cálculo renal e com os danos a estes órgãos.
Se você tem uma dieta que inclui muita carne, você deve levar em conta que seus componentes são difíceis de eliminar pelo organismo.
Além disso, este alimento é rico em ácido úrico e purinas. Quando presentes no organismo em taxas elevadas provocam gota e pedras nos rins. Esses componentes também são encontrados em aspargos, legumes e couves.
3. Edulcorantes artificiais
Usados para dar sabor às nossas sobremesas e chás, eles estão presentes em bebidas dietéticas e em muitos produtos light.
Embora possamos pensar que estes são melhores para a saúde que o açúcar, eles têm muitos efeitos colaterais graves como, por exemplo, a formação de pedras nos rins e a deterioração da função renal.
4. Sal
Um dos problemas comuns relacionados à alimentação é o consumo de sódio.
Embora não adicionemos sal ao alimento que preparamos, os alimentos industrializados o contêm em grande quantidade. Está presente, inclusive, em alimentos doces!
Comer muito sal favorece a retenção de líquidos e a formação de pedras nos rins. O corpo não consegue eliminar o excesso de sódio e este é armazenado no trato renal.
Além disso, implica em um aumento da pressão arterial e de peso.
5. Mariscos
As pessoas propensas a sofrer cálculo renal devem evitar alimentos ricos em oxalatos. Este composto orgânico contribui para o acúmulo de sódio e cálcio e nos rins.
Os alimentos que mais contêm ácido oxálico são os frutos do mar, mas eles não são os únicos.
Os vegetais de folhas verdes, o chocolate e as nozes também o possuem em grande quantidade.
Por sua vez, é convenientereduzir o consumo de amendoins, beterraba e farelo de trigo para prevenir a formação de cálculo renal.
Lembre-se de que este composto não deve exceder 50 mg por dia em nossa dieta.
Para diminuir sua absorção recomenda-se comer alimentos ricos em cálcio. Quando ambos são combinados, são eliminados mais facilmente através dos intestinos.
6. Produtos lácteos
São uma base muito importante para a nossa dieta diária. Os produtos lácteos fornecem muito cálcio e são necessários para o nosso desenvolvimento e para o fortalecimento dos ossos. No entanto, não são bons para pessoas propensas a desenvolver cálculo renal.
A ingestão de leite, iogurte ou queijo aumenta a excreção de cálcio através da urina, dificultando a remoção de pedras e detritos.
A carência de cálcio na dieta está associada a um maior risco de aparecimento de cálculo renal e recomenda-se que a ingestão seja moderado.
Ou seja, você não deve eliminar o cálcio de sua dieta, mas obtê-lo de outras fontes como, por exemplo, as amêndoas.
Tendo em mente a lista de alimentos que é melhor evitar, podemos ter uma ideia de quais são os permitidos ou recomendados.
Além de cumprir com uma dieta e hábitos saudáveis (que incluem fazer exercícios físicos, não fumar e reduzir o sedentarismo) aconselhamos que você beba, pelo menos, 3 litros de água por dia.
Embora a quantidade “conhecida” seja de 2 litros, no caso de pessoas propensas a desenvolver pedras nos rins, esta quantidade deverá ser aumentada.
Se bebemos 3 litros de água por dia, produzimos 2 litros de urina. Este líquido possui baixo teor de sódio e também ajuda na remoção de detritos que se acumulam no trato urinário.
Se não quiser beber apenas água, poderá combinar com vitaminas, sucos e chás. Assim, estará fornecendo muitos nutrientes ao seu organismo.
Atenção ao fato de que o café, as bebidas alcoólicas e os refrigerantes não “contam”.
Todas as fontes citadas foram minuciosamente revisadas por nossa equipe para garantir sua qualidade, confiabilidade, atualidade e validade. A bibliografia deste artigo foi considerada confiável e precisa academicamente ou cientificamente.
Han H, Segal AM, Seifter JL, Dwyer JT. Nutritional Management of Kidney Stones (Nephrolithiasis). Clin Nutr Res. 2015;4(3):137–152. doi:10.7762/cnr.2015.4.3.137
Gul Z, Monga M. Medical and dietary therapy for kidney stone prevention. Korean J Urol. 2014;55(12):775–779. doi:10.4111/kju.2014.55.12.775
Tracy, C. R., Best, S., Bagrodia, A., Poindexter, J. R., Adams-Huet, B., Sakhaee, K., … Pearle, M. S. (2014). Animal protein and the risk of kidney stones: A comparative metabolic study of animal protein sources. Journal of Urology, 192(1), 137–141. https://doi.org/10.1016/j.juro.2014.01.093
Johnson RJ, Perez-Pozo SE, Lillo JL, et al. Fructose increases risk for kidney stones: potential role in metabolic syndrome and heat stress. BMC Nephrol. 2018;19(1):315. Published 2018 Nov 8. doi:10.1186/s12882-018-1105-0
Damasio PC, Amaro CR, Cunha NB, et al. The role of salt abuse on risk for hypercalciuria [published correction appears in Nutr J. 2011;10:63]. Nutr J. 2011;10:3. Published 2011 Jan 6. doi:10.1186/1475-2891-10-3
Este texto é fornecido apenas para fins informativos e não substitui a consulta com um profissional. Em caso de dúvida, consulte o seu especialista.
Artigos interessantes
Perder pesoTudo sobre o efeito rebote na dieta e como evitá-lo