5 sintomas do déficit de ácidos graxos essenciais ômega 3 e 6

· 12 de fevereiro de 2017
O ômega 3 e o ômega 6 são dois ácidos graxos essenciais que nosso corpo não produz, mas necessita para realizar determinadas funções. No caso de um déficit deles, notaremos as consequências.

Os ácidos graxos essenciais ômega 3 e 6 são imprescindíveis em toda dieta saudável.

Os chamamos assim porque o organismo não pode sintetizá-los e porque são componentes básicos das estruturas de nossas células.

É provável que, até o presente momento, você nunca tenha parado para pensar neles.

No entanto, e por mais curioso que pareça, são muitas as pessoas que costumam evitá-los, pois não deixam de ser gorduras, aquelas que encontramos em alimentos como:

  • Abacate
  • Peixes
  • Amendoim
  • Ovo
  • Azeitona

Temos medo de consumi-los porque “nos fazem ganhar peso”, quando na realidade, nosso organismo precisa da ingestão regular dessas gorduras consideradas boas.

Antes de serem armazenadas, facilitam várias funções, processos, metabolismos vitais e mediações vitais para a nossa saúde.

Hoje em nosso artigo, propomos o seguinte: aumente sua dose de ácidos graxos essenciais ômega 3 e 6. Você notará e seu corpo agradecerá. 

O que são na realidade os ácidos graxos ômega 3 e 6?

O que são os ácidos graxos ômega 3 e 6?

Sabemos que, atualmente, temos acesso a muitos produtos enriquecidos artificialmente com ômega 3 e 6. Dispomos de vitaminas, leites ou manteigas às quais são adicionados estes componentes.

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É útil, não podemos negar. No entanto, dado que nosso organismo não os produz, o ideal é recorremos às fontes naturais como, por exemplo, salmão, nozes, sementes de linhaça ou brócolis.

O ácido linoleico (LA ou ômega 6) é o ácido graxo de cadeia larga mais representativo. Está presente, principalmente, em todo tipo de semente, frutos secos e óleos como o de girassol. Por outro lado, os ácidos graxos ômega 3 se encontram nos peixes azuis, no marisco, nos legumes, no azeite de oliva, nas nozes ou nas amêndoas.

Os ácidos graxos ômega 3 e 6 são componentes estruturais das membranas celulares e servem como precursores para uma infinidade de processos orgânicos. Além disso, são uma fonte muito importante de energia.

Sintomas da deficiência de ácidos graxos ômega 3 e 6

Sintomas da deficiência de ácidos graxos ômega 3 e 6

1. Pele seca

Um dos sinais clínicos da deficiência de ácidos graxos essenciais mais característico é, sem dúvida, a pele seca. Este sinal é muito comum nas crianças pequenas, quando não se alimentam corretamente.

Muitas vezes, os problemas de pele são o resultado direto de não consumir bastante ômega 3 e 6. É quando somos mais sensíveis a infecções e à má cicatrização de feridas.

2. Nascimentos prematuros

Apesar de não sabermos quais são as causas exatas pelas quais estão aumentando as taxas de prematuridade nos bebês, fatores como a idade da mãe, o tabaco, o estresse e níveis baixos de ômega 3 e 6 podem ter alguma influência.

Este tipo de gordura favorece o correto desenvolvimento do feto durante a gestação.

São como “gasolina” de qualidade excepcional que leva à correta função das células e das “peças” tão necessárias para que a gestação seja completa.

Se a alimentação é chave em uma gravidez, elementos como a vitamina D, o cálcio e os ácidos graxos essenciais são os aliados indiscutíveis.

3. Problemas do coração

Consumir alimentos ricos em ômega 6 nos ajuda a criar um efeito cardioprotetor incrível. Ele nos fornece energia e nos ajuda a reduzir o colesterol total, assim como os triglicerídeos.

Por sua vez, os ácidos graxos ômega 3 reduzem o risco de sofrer trombose. Além disso, reduzem o crescimento da placa aterosclerótica e nos ajudam a regular a inflamação.

É importante tê-lo em mente e procurar consumir fontes mais naturais deste tipo de gordura.

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4. Cansaço extremo

O cansaço extremo é um dos sintomas da deficiência de ácidos graxos ômega 3 e 6

Nunca se esqueça do seguinte: nenhuma dieta de emagrecimento pode e nem deve excluir por completo o consumo de gorduras, especialmente as procedentes dos ácidos graxos ômega 3 e 6.

Entre outros problemas, o que será evidente é uma falta muito aguda de energia.

Muitas de nossas calorias devem vir dos lipídios, é imprescindível que estejam em nossos pratos todos os dias nas quantidades adequadas.

5. Maior chance de desenvolver doenças inflamatórias

Há maior chance de desenvolver doenças inflamatórias no caso do déficit de ácidos graxos

Com doenças inflamatórias nos referimos, por exemplo, à artrite reumatoide.

Os alimentos ricos em ácidos graxos ômega 3 têm como principal qualidade aliviar as articulações inflamadas, assim como a rigidez matutina. 

Reduzem o inchaço e a dor, agindo como anti-inflamatórios naturais eficazes. No entanto, lembre-se: é importante consumi-los diariamente. Os benefícios estão sempre na continuidade.

Para concluir, sabemos que você já ouviu falar em muitas ocasiões destes dois componentes: o ômega 3 o 6. É importante lembrar que não é só uma moda em matéria de alimentação: falamos do bem-estar e da qualidade de vida

Por isso, não hesite em aumentar a dose de alimentos ricos neste tipo de gorduras saudáveis. No entanto, tenha em mente que tudo deve ser sempre consumido com equilíbrio e não em excesso.