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Somerset Maugham sobre viver preso ao passado: “Quando se pensa apenas no passado, é porque não se tem futuro”

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Ficar remoendo e revivendo incessantemente os acontecimentos do passado impede que vivamos o presente e que rumemos para o futuro. Contamos mais sobre a ideia por trás dessa frase de Somerset Maugham.
Somerset Maugham sobre viver preso ao passado: “Quando se pensa apenas no passado, é porque não se tem futuro”
Escrito por Equipe Editorial
Publicado: 26 outubro, 2026 21:00

Muitas vezes, tendemos a ficar presos a conversas que aconteceram há semanas — ou até anos —, bem como a relembrar incessantemente fases passadas que consideramos melhores. Mas essas atitudes podem nos afetar.

De fato, o romancista e dramaturgo inglês William Somerset Maugham abordou esse tema em uma de suas frases mais famosas: “Quando se pensa apenas no passado, é porque não se tem futuro”. Com isso, ele quer dizer que olhar para trás pode servir para relembrar, aprender e compreender. Mas ficar remoendo o que já aconteceu pode dificultar nosso envolvimento com o presente e a definição de novos objetivos.

Fazer as pazes com o passado, sem negar sua importância

A frase de Somerset Maugham contrapõe duas formas de nos relacionarmos com o passado. De um lado, está a lembrança do passado, como uma revisão serena, para compreender os acertos, os erros e extrair conclusões úteis. Por outro lado, surge a fixação mental, um estado em que ficamos presos às coisas que já não podemos mudar, revivendo-as repetidamente.

Nesse contexto, a ideia do escritor nos convida a redirecionar a atenção para o presente e abrir espaço para decisões futuras. Não se trata de apagar as lembranças valiosas nem de fingir que o passado não existiu. Seu objetivo é evitar que os acontecimentos passados ocupem toda a sua mente e atenção, a ponto de paralisar você.

A frase de Somerset Maugham no dia a dia

Para transformar essa ideia em uma atividade cotidiana, é recomendável que você adote orientações concretas que ajudem a desativar o autorrecriminação. Para isso, você pode colocar em prática as seguintes ações:

  • Distinga a lembrança da ruminação. Pergunte a si mesmo se voltar mentalmente a uma cena específica lhe traz uma nova compreensão ou se serve apenas para que você repita a mesma culpa, raiva ou tristeza.
  • Extraia um aprendizado concreto. A partir de uma situação, identifique quais informações você possui agora, quais limites deseja respeitar e o que faria de diferente se se encontrasse novamente em uma situação semelhante. Mas lembre-se de que algumas experiências foram simplesmente amargas e sua utilidade reside em aprimorar sua prudência.
  • Volte ao aqui e agora com uma pequena ação. Em vez de adiar tudo até entender melhor suas emoções, dê um pequeno passo para sair desse ciclo vicioso. Por exemplo, faça uma ligação pendente ou termine uma tarefa doméstica que você tenha adiado.
  • Crie seus próprios planos. Você pode retomar o controle da sua vida estabelecendo metas realistas de curto prazo. Como sair para uma caminhada de 10 minutos por dia para melhorar sua mobilidade, por exemplo. Dessa forma, você direcionará sua atenção para o que ainda pode construir.
  • Dê tempo a si mesmo. Isso é especialmente importante se você estiver lidando com um luto ou trauma. O tempo ajuda a tristeza a coexistir com a abertura gradual a novas rotinas. Mas não imponha a si mesmo um prazo determinado para “se recuperar”, já que cada situação é diferente.

Abra espaço para o que está por vir

Nossa história pessoal é o alicerce sobre o qual se erguem os dias que virão, não o teto que impede o crescimento. Essa é a ideia central por trás da frase desse famoso escritor inglês.

Para recuperar a iniciativa, você pode começar com uma pergunta direta: Que lembrança você pode transformar em aprendizado e que pequeno passo em direção ao futuro você poderia dar hoje? Sua resposta será o primeiro avanço no caminho para se livrar do peso do passado e seguir em direção ao futuro que está por vir.

Este texto é fornecido apenas para fins informativos e não substitui a consulta com um profissional. Em caso de dúvida, consulte o seu especialista.