A síndrome da abelha rainha nas mulheres

· 12 de março de 2018
A síndrome da abelha rainha se esconde atrás de uma série de deficiências e inseguranças que a mulher tenta substituir, projetando-as sobre outras mulheres e tentando diminuí-las.

A síndrome da abelha rainha não é reconhecida entre os profissionais. No entanto, há muitas pessoas que vêm até eles para identificar e apontar os comportamentos que algumas mulheres têm e que se baseiam principalmente na competitividade.

Nas colmeias, a abelha rainha tem um papel de liderança: está cercada por vários machos e outras fêmeas que não são férteis. Isso faz com que ela se sinta superior, e essa é uma posição que muitas mulheres desejam.

Sociedade e competitividade

Mulheres na beira de rio

Desde pequenos nos ensinam a competir com os outros. Na verdade, o impulso que sentimos para fazer isso é dado por essa ânsia de comparar que os adultos têm. Na tentativa de desenvolver a nós mesmos, o que eles causam é uma quebra em nossa autoestima.

Por esse motivo, quando queremos ser melhores, não o fazemos para melhorar a nós mesmos, mas para nos destacarmos, para nos sobressairmos, e para os outros terem inveja de nós. A síndrome da abelha rainha fala sobre tudo isso, mas apontando apenas para as mulheres.

As mulheres têm uma grande pressão social. Os padrões de beleza impossíveis, a pressão para sempre ser perfeita, fazer tudo bem e, acima de tudo, ver outras mulheres como concorrentes.

Por que as mulheres estão competindo entre si, e não com os homens? Porque com as mulheres elas se sentem mais identificadas e porque há uma série de comportamentos que são aprendidos desde que são pequenas: criticando outras mulheres, julgando-as, querendo ser melhor do que todas…

Como podemos ver, estes são comportamentos que devemos descartar. No entanto, eles continuam tão presentes que fazem com que algumas mulheres acabem sofrendo da síndrome da abelha rainha.

A síndrome da abelha rainha: como detectá-la

Mulher fazendo fofoca

Para saber se uma mulher tem a síndrome da abelha rainha, basta ver como é o comportamento dela. Às vezes, podemos acreditar que ela tem um grande ego , que é muito competitiva ou invejável. No entanto, se olharmos com atenção, veremos que há mais:

  • Você sempre a encontra falando mal de outra mulher, fazendo fofocas sobre o que ela faz ou deixa de fazer. Tudo o que diz é sempre negativo, degradante e humilhante.
  • Sua ânsia de se destacar e sempre se colocar acima dos outros a todo custo leva-a a perder amizades e a manifestar um comportamento passivo-agressivo muito desconcertante.
  • Tentará fazer com que as outras mulheres se tornem suas “súditas” para se fortalecer. Desta forma, acabará com a autoestima e a moral das que considera suas rivais.

Como podemos ver, essa atitude é muito prejudicial. Causa um enorme dano às pessoas que tiveram o infortúnio de cruzar o seu caminho com alguém que sofre dessa síndrome. No entanto, o que está por trás da síndrome da abelha rainha?

Mulheres com muitas inseguranças

Mulher com flores nos cabelos

As mulheres que sofrem da síndrome da abelha rainha precisam pisar e minar a autoestima daquelas que consideram suas rivais. Elas fazem isso porque não se sentem seguras para alcançar aquilo a que se propuseram.

Portanto, na realidade, estão projetando suas inseguranças sobre outras mulheres. Por isso procuram, de forma bastante infeliz, obter a segurança que lhes falta.

Toda vez que vemos um abusador, alguém que tenta se destacar, não devemos pensar que é porque acredita ser alguém melhor, mais forte e poderoso. De fato, sob toda essa fachada, há uma pessoa ferida, frágil, com autoestima baixa e múltiplas inseguranças não resolvidas.

Apesar disso, temos que aprender a nos afastarmos de todas essas pessoas e daquelas que sofrem da síndrome da abelha rainha, porque elas podem nos fazer muito mal.

Sem estarem conscientes, nos transformam em parceiros de suas falhas, de suas inseguranças e desses medos que não reconhecem em si mesmos.

Você já sofreu da síndrome da abelha rainha? Já reconheceu esses sintomas em alguém com quem convive, seja no trabalho ou na vida pessoal?