Melhor Com Saúde
 

Apresentação e usos da rosuvastatina

A rosuvastatina é um medicamento usado para diminuir os níveis de colesterol e prevenir a progressão da aterosclerose em adultos. Costuma ser bem tolerada, embora possa desencadear possíveis efeitos adversos em alguns pacientes.

Apresentação e usos da rosuvastatina

Última atualização: 04 Janeiro, 2021

A rosuvastatina é um medicamento que pertence ao grupo das estatinas. É indicada para reduzir os níveis de colesterol total e colesterol LDL. Além disso, ajuda a prevenir eventos cardiovasculares.

É administrada para diminuir a progressão da aterosclerose em pacientes adultos. Desta forma, previne e reduz o risco de infarto do miocárdio, derrame e outras doenças cardiovasculares.

Qual é o mecanismo de ação da rosuvastatina?

Colesterol nas artérias
A rosuvastatina é um medicamento usado para bloquear a produção de colesterol ruim no sangue. Por isso, contribui para prevenir outras doenças cardiovasculares.

No sangue, temos o colesterol ruim, o LDL, e o colesterol  bom, o HDL. A rosuvastatina funciona diminuindo os níveis de colesterol ruim e aumentando os de colesterol bom. Para conseguir fazer isso, a rosuvastatina bloqueia a produção de colesterol ruim e melhora a capacidade do corpo de removê-lo do sangue.

Se os níveis elevados de colesterol não forem tratados, depósitos de gordura podem se formar nas paredes dos vasos sanguíneos, levando à aterosclerose. A aterosclerose é uma doença que causa um estreitamento das artérias, que podem ficar bloqueadas e impedir que o sangue atinja o coração ou o cérebro normalmente.

O tratamento com rosuvastatina reduz os níveis de colesterol e, portanto, reduz o risco de problemas cardiovasculares. No entanto, mesmo que sejam alcançados níveis corretos de colesterol, o tratamento não deve ser interrompido. A rosuvastatina impede que os níveis de colesterol subam novamente.

Como tomar a rosuvastatina?

Para fazer uso da rosuvastatina, você deve seguir as instruções indicadas pelo seu médico. Você pode tomar este medicamento a qualquer hora do dia, com ou sem alimentos. A dose inicial usual para um adulto com níveis elevados de colesterol é de 5 mg ou 10 mg.

A escolha da dose vai depender dos níveis de colesterol, bem como do risco cardiovascular que o paciente tem. No entanto, o médico começará o tratamento com a dose de 5 mg nos seguintes casos:

  • Se você é de origem asiática.
  • Tem mais de 70 anos.
  • Se você tem problemas renais.
  • Se há risco de sofrer de cãibras musculares.

Se necessário, o seu médico pode dobrar a dose para 20 mg e depois para 40 mg, com um intervalo de quatro semanas entre cada ajuste.

A dose diária máxima de rosuvastatina é de 40 mg. Ela é utilizada apenas em pacientes com níveis elevados de colesterol e alto risco cardiovascular, que não conseguem baixar os níveis com a dose de 20 mg.

No entanto, a dose inicial de rosuvastatina para diminuir o risco de ataque cardíaco, derrame ou problemas de saúde cardiovascular é de 20 mg por dia. É importante fazer controles regulares do colesterol, para verificar se está normalizado e mantido em níveis adequados.

Descobra também: Como proteger a saúde cardiovascular em tempos de quarentena?

Possíveis efeitos colaterais

Mulher tomando medicamento
A rosuvastatina pode causar efeitos colaterais em alguns pacientes. Eles podem incluir sintomas de reações alérgicas ou dor muscular injustificada.

Como todos os medicamentos, a rosuvastatina pode causar efeitos colaterais, embora nem todas as pessoas os sofram. Geralmente são leves e desaparecem em um curto espaço de tempo.

Você deve parar de tomar este medicamento se tiver alguma reação alérgica, como dificuldade em respirar, inchaço na face, lábios, língua ou garganta, ou coceira intensa na pele.

Além disso, consulte o seu médico se você sofrer com cãibras e dores musculares injustificadas, que durem mais tempo do que o habitual. Os sintomas musculares são mais frequentes em crianças e adolescentes do que em adultos.

Os efeitos colaterais comuns incluem dor de cabeça e dor de estômago, prisão de ventre, náusea, dor muscular e fraqueza. Em relação aos efeitos adversos menos frequentes, temos as reações cutâneas e o aumento do nível de proteínas na urina com doses diárias de 5 mg, 10 mg e 20 mg.

Os efeitos colaterais raros, ou muito raros, que podem ocorrer em pacientes tratados com rosuvastatina são:

  • Reações alérgicas graves.
  • Lesões musculares
  • Dor de estômago intensa.
  • Transaminases aumentadas.
  • Icterícia e hepatite.
  • Lesão no tendão.
  • Perda de memória.
  • Lesão do nervo das pernas e braços, com dormência.

O tratamento com rosuvastatina costuma ser bem tolerado, embora ocasionalmente possa estar associado a efeitos colaterais graves e eventos adversos, como mialgias, miopatia e elevação das transaminases séricas.

Existe uma porcentagem significativa de pacientes que usam estatinas e descontinuam o tratamento. Isso se deve aos seus efeitos colaterais, particularmente as mialgias.

Leia também: 7 movimentos simples para aliviar as dores musculares intensas

Conclusão

A rosuvastatina é a estatina mais eficaz disponível atualmente para a redução do colesterol total e do LDL. Também demonstrou ser eficaz no tratamento de placas ateroscleróticas das artérias coronárias e carótidas.

5 hábitos que ajudam a prevenir um ataque cardíaco

5 hábitos que ajudam a prevenir um ataque cardíaco

Neste artigo, vamos falar sobre alguns dos hábitos que podem ser nossos aliados no objetivo de prevenir um ataque cardíaco. Confira!



  • Domingos, H., Cunha, R. V. da, Paniago, A. M. M., Souza, A. S. de, Rodrigues, R. L., & Domingos, J. A. (2012). Rosuvastatina e ciprofibrato no tratamento da dislipidemia em pacientes com HIV. Arquivos Brasileiros de Cardiologia. https://doi.org/10.1590/s0066-782×2012005000096
  • Bottaro, E. G., Caravello, Ó., Scapellato, P. G., Stambulian, M., Vidal, G. I., Loggia, V., … Cassetti, I. (2008). Rosuvastatina para tratamiento de la dislipidemia en pacientes infectados con VIH en tratamiento antirretroviral de gran actividad. Experiencia preliminar. Enfermedades Infecciosas y Microbiologia Clinica. https://doi.org/10.1157/13123836
  • Gómez-García, A., Torres, G. M., Ortega-Pierres, L. E., Rodríguez-Ayala, E., & Álvarez-Aguilar, C. (2007). Rosuvastatina y metformina reducen la inflamación y el estrés oxidativo en pacientes con hipertensión y dislipemia. Revista Espanola de Cardiologia. https://doi.org/10.1157/13113929