Remédios caseiros para o mau hálito à base de plantas medicinais

27 Maio, 2020
O mau hálito pode ser causado pelo aumento de bactérias na boca, distúrbios na saliva ou doenças subjacentes. Felizmente, pode ser combatido naturalmente com alguns remédios.

O mau hálito, também conhecido como halitose, é um problema muito comum em toda a população. Segundo a American Dental Associationpelo menos 50% dos adultos já o tiveram pelo menos uma vez na vida. Hoje falaremos sobre quais remédios caseiros podemos usar para combater o mau hálito.

Embora atualmente existam muitos cremes dentais e enxaguantes para tratar essa condição, alguns remédios naturais podem ajudar a controlá-la. A seguir, queremos compartilhar em detalhes 5 soluções alternativas para você experimentar quando sofrer desses sintomas.

5 remédios caseiros para o mau hálito

Mais de 90% dos casos de mau hálito se originam na boca. Devido às más práticas de higiene bucal, as bactérias se proliferam na língua, gengivas e dentes, dando origem a esse sintoma. Em uma minoria dos casos, a halitose também pode ser causada por um problema de saúde subjacente.

Ela é comum, por exemplo, entre indivíduos com refluxo ácido, problemas digestivos e doença hepática. Também afeta pacientes com diabetes e insuficiência renal. Nesses casos, é difícil neutralizá-lo, mesmo usando escova de dentes e enxaguante bucal. Para controlá-lo, será necessário tratar a causa subjacente.

Os remédios caseiros para o mau hálito ajudam a inibir o crescimento de bactérias e a diminuir o acúmulo de placa bacteriana. Por esse motivo, são uma boa opção para lidar com esse sintoma. No entanto, é essencial complementar seu uso com uma boa higiene bucal.

Descubra também: 6 truques para evitar o mau hálito nas crianças

1. Salsa

Salsa fresca
A salsa é um dos remédios mais utilizados no combate ao mau hálito.

Um dos remédios caseiros mais populares para o mau hálito é a salsa. Esta planta tem um aroma fresco que ajuda a neutralizar o mau cheiro que alguns alimentos deixam na boca. Além disso, sua contribuição de clorofila ajuda a inibir o crescimento de bactérias e a proteger o pH natural da saliva.

Como usá-la?

  • Pegue algumas folhas de salsa fresca e mastigue-as após cada refeição.
  • Se preferir, prepare uma infusão com a planta e use-a como enxaguante.

2. Chá verde

Uma pesquisa sugeriu que o chá verde tem propriedades desinfetantes e desodorizantes que ajudam no tratamento do mau hálito. Bebê-lo durante o dia ajuda a manter o hálito fresco.

Como usá-lo?

  • Primeiro, despeje duas colheres de sopa de chá verde em meio litro de água fervente.
  • Deixe a bebida repousar e, após 10 minutos, coe-a.
  • Depois, leve a infusão para a geladeira e deixe até o dia seguinte.
  • Em seguida, coloque-a em uma garrafa e consuma em várias doses ao longo do dia.

3. Tomilho, um dos melhores remédios caseiros para o mau hálito

Tomilho, um dos remédios caseiros para o mau hálito
No caso de úlceras na boca ou infecções, o tomilho ajuda na recuperação, além de proporcionar um hálito fresco.

A bebida de tomilho é uma boa alternativa para combater o mau odor bucal. De fato, é especialmente recomendada para os casos com risco de infecções, como feridas ou úlceras. Seus componentes promovem a cura e deixam um hálito fresco.

Como usá-lo?

  • Para começar, faça uma xícara de chá de tomilho.
  • Depois, quando estiver frio, faça gargarejos de 2 a 3 vezes ao dia.

Não deixe de ler: 3 enxaguantes naturais para aliviar o mau hálito

4. Boldo

O boldo se destaca nesta lista de remédios caseiros para o mau hálito, pois ajuda a combater o sintoma quando sua origem é um problema digestivo. Esta planta prodigiosa estimula os sucos gástricos, melhora a saúde do fígado e otimiza o processo de digestão.

Como usá-lo?

  • Você pode consumi-lo em forma de bebida, depois de fazer uma decocção por 5 minutos em fogo baixo.
  • Se desejar, use o líquido como enxaguante após a escovação.
  • Para melhores resultados, consuma seu chá cerca de 30 minutos após cada refeição.

Cuidado: evite consumir boldo em caso de gravidez, amamentação ou obstrução biliar.

5. Sálvia

Chá de sálvia
A superprodução de saliva pode ser controlada com um remédio à base de sálvia, permitindo reduzir o odor em muitos casos.

O chá de sálvia também pode ser usado em caso de halitose e problemas digestivos subjacentes. Esta planta ajuda a regular as secreções de saliva e retarda o crescimento de bactérias nos dentes e gengivas. Pode ser tomada como infusão ou usada como enxaguante bucal.

Como usá-la?

  • Prepare uma infusão de sálvia, adicionando uma colher de chá da planta em um copo de água quente.
  • Em seguida, coe com um peneira e consuma.
  • Se você quiser, também pode fazer gargarejos com o líquido por 2 minutos.
  • Repita o uso do remédio de 2 a 3 vezes ao dia para obter melhores resultados.

Você tem mau hálito? Experimente estes remédios de origem natural. No entanto, se o mau cheiro não melhorar em alguns dias, consulte um médico. Lembre-se de que o mau hálito pode ser um sintoma de outras doenças, como cetoacidose diabética, insuficiência renal ou, ainda, de uma infecção.

  • Negishi, O., Negishi, Y., & Ozawa, T. (2002). Effects of food materials on removal of Allium-specific volatile sulfur compounds. Journal of Agricultural and Food Chemistry. https://doi.org/10.1021/jf020038q
  • Lodhia, P., Yaegaki, K., Khakbaznejad, A., Imai, T., Sato, T., Tanaka, T., … Kamoda, T. (2008). Effect of green tea on volatile sulfur compounds in mouth air. Journal of Nutritional Science and Vitaminology. https://doi.org/10.3177/jnsv.54.89
  • Cabrera, C., Artacho, R., & Giménez, R. (2006). Beneficial Effects of Green Tea—A Review. Journal of the American College of Nutrition. https://doi.org/10.1080/07315724.2006.10719518
  • Stahl-Biskup, E., & Venskutonis, R. P. (2012). Thyme. In Handbook of Herbs and Spices: Second Edition. https://doi.org/10.1533/9780857095671.499
  • Fischer, B., & Hartwich, C. (2013). Boldo. In Hagers Handbuch der Pharmaceutischen Praxis. https://doi.org/10.1007/978-3-642-47350-0_201
  • &NA; (2012). Salvia officinalis. Reactions Weekly. https://doi.org/10.2165/00128415-201214170-00135