Por que no Japão os filhos sempre obedecem aos pais?

24 de março de 2019
As mães japonesas se dedicam com devoção ao cuidado e à educação de seus filhos. Este estilo de criação desenvolve crianças capazes de respeitar as regras, serem amáveis e se comportarem bem.

Os pais japoneses têm plena confiança de que seus filhos sabem como se comportar adequadamente diante do exemplo que dão e se sentem responsáveis pelos resultados de seus filhos.

Certamente você deve estar se perguntando como eles fazem isso. Continue lendo este artigo e nós daremos as dicas fundamentais da criação japonesa, que difere em vários aspectos dos padrões de criação das culturas ocidentais.

No Japão, as crianças obedecem e dão um exemplo de bom comportamento

De acordo com um estudo comparativo dos modelos de criação de diversas sociedades, intitulado Disciplina na primeira infância“, publicado pela Associação de Kansas para a Saúde Mental da Infância e da Primeira Infância, as famílias japonesas cultivam o apego, a empatia e a harmonia.

Filhos sempre obedecem

A pesquisa mostrou que no Japão as crianças obedecem e aprendem a se comportar socialmente como os adultos. Mas, dentro de casa, elas dependem totalmente dos pais (principalmente da mãe). A dependência não é desencorajada, pelo contrário, é aceita e estimulada.

Os pais japoneses reduzem a tendência individualista da criança de querer fazer o que quer através da proximidade extrema. As birras não fazem parte do comportamento das crianças japonesas, mas é claro que sempre há exceções.

O apego no Japão

Os pais, principalmente a mãe, têm uma relação muito estreita com a criança. Os pais promovem essa proximidade e reforçam a dependência. De acordo com os costumes japoneses, as crianças são vestidas e alimentadas pelos pais, além de dormirem junto com eles até os 6 anos de idade, aproximadamente.

A relação da mãe com o filho é bem íntima. Trata-se de uma unidade onde eles se enxergam como uma “mente compartilhada”, em vez de duas pessoas separadas e independentes. Nos primeiros três anos de vida, a mãe levará seu bebê consigo a praticamente todos os lugares e em todos os momentos.

A mãe tem uma dedicação e devoção indiscutível com seu filho. Dificilmente uma criança japonesa entrará na pré-escola antes dos 3 anos de idade ou ficará sob os cuidados dos avós. Depois dos três anos de idade, inicia-se a educação escolar formal.

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A técnica de criação japonesa

Os pais japoneses consideram que o bom comportamento dos seus filhos se deve à criação baseada em sua crença filosófica, o confucionismo. A criação japonesa parte do ideal confucionista de educar as crianças com bondade, pois essa virtude gera paz interior e alegria.

Filhos sempre obedecem ao brincar com os pais

A partir dessa premissa inicial, a criação tem alguns componentes fundamentais que vamos descrever a seguir:

O poder da sugestão

Para fazer qualquer correção, a mãe japonesa utiliza a persuasão, a sugestão e, às vezes, a vergonha para evitar o confronto direto com os filhos pequenos. Isso minimiza as atitudes desafiadoras e agressivas das crianças.

A mãe japonesa usa os pedidos e sugestões para indicar as obrigações das crianças. Em vez de dizer “Recolha os brinquedos! ”, ela diz “O que você deve fazer agora com os seus brinquedos? ”. Como consequência, a criança fará o possível para cumprir suas responsabilidades com a mãe.

Porém, se a criança não estiver disposta a cooperar ou finge não ter ouvido o pedido ou a sugestão, a mãe pode usar pequenas provocações. A criança sempre vai preferir obedecer do que se sentir envergonhada.

A força dos gestos

As crianças japonesas se sentem muito envolvidas com suas mães, ao ponto de terem plena consciência das emoções e dos gestos delas, e em qual estado de harmonia se encontram. Os filhos farão o que for possível para não quebrar essa harmonia.

Quando a mãe sugere algo, junto à sugestão, há uma expressão em seu rosto que informa à criança que ela ficará surpresa se as coisas não ocorrerem como o esperado.

Filhos sempre obedecem Mães japonesas

Uma mãe jamais castiga ou repreende um filho diretamente. Como já foi dito anteriormente, no seu rosto há uma expressão de tensão que indica à criança que ela está decepcionada. A criança deseja manter a harmonia com a mãe, portanto, ela vai evitar os conflitos e fazer o que é esperado dela.

A compreensão e o amor: no Japão, as crianças obedecem

As mães japonesas também sabem reconhecer as emoções de seus filhos. Diante disso, a criança pode mudar sua técnica de persuasão. Se perceber que ela não parece estar com vontade de atender a uma solicitação sua, evite fazê-la. Deixe seu pedido para quando tiver maiores chances de sucesso.

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Se a criança não quiser recolher os brinquedos, a mãe terá explicações mais condescendentes sobre a recusa. Ela vai dizer que a criança não está preparada ou não se desenvolveu o suficiente para cumprir a tarefa ou, talvez, que está cansada ou apenas interessada em continuar brincando naquele momento.

No Japão, os pais fazem o possível para que seus filhos se sintam amados, respeitados e valorizados. As crianças, por sua vez, dependem da paciência, da bondade e da compaixão de seus pais. Sem dúvida, esse tipo de criação é um desafio para as mães ocidentais.

Você tem coragem de experimentar essa forma de criação que faz com que as crianças japonesas obedeçam seus pais?