As 6 melhores plantas medicinais com suporte científico

Diversas pesquisas científicas têm confirmado as propriedades medicinais de algumas plantas. Portanto, hoje elas são consideradas coadjuvantes no tratamento de alguns problemas de saúde. Você sabe quais são?
As 6 melhores plantas medicinais com suporte científico

Última atualização: 02 Junho, 2021

Existe uma grande variedade de plantas medicinais com suporte científico. Ou seja, seus componentes e propriedades têm sido estudados por profissionais, que determinaram que elas têm potencial como coadjuvantes no tratamento de algumas doenças.

Na verdade, como expõe um artigo publicado no Journal of Advanced Pharmaceutical Technology & Research, uma grande variedade de medicamentos considerados essenciais são feitos com extratos de origem vegetal. Mesmo assim, ainda há quem valorize as aplicações das plantas em sua forma natural. Quais são as mais populares? Descubra a seguir!

Plantas medicinais com suporte científico

Por tradição, as plantas são utilizadas desde a antiguidade com o objetivo de tratar os sintomas de várias doenças. Como resultado disso, ao longo do tempo foram realizados estudos científicos que permitiram corroborar ou descartar as propriedades atribuídas a elas.

Da mesma forma, essas investigações ajudaram a determinar em que doses são seguras, quais são os efeitos colaterais que podem causar e em que situações são contraindicadas. Embora a lista seja bastante extensa, a seguir detalharemos as 6 principais plantas medicinais com suporte científico.

1. Camomila

A camomila está entre as plantas medicinais com suporte científico
A camomila é usada como infusão em muitas situações patológicas para complementar os tratamentos.

A camomila é uma planta medicinal com muitas aplicações. Conforme expõe um artigo publicado na Molecular Medicine Reports, seus principais usos estão relacionados ao alívio da ansiedade, estresse e problemas estomacais. Porém, há quem também a use contra dores e problemas dermatológicos.

A planta se destaca por suas flores pequenas, semelhantes às da margarida. Geralmente se encontra em duas variedades: “camomila alemã” e “camomila romana”. É usada com frequência em infusões, mas também está disponível em óleos essenciais e extratos, entre outras apresentações.

Uma revisão divulgada no Electronic Physician Journal a relaciona como uma “planta polivalente”, já que as evidências determinaram que ela possui propriedades anti-inflamatórias, antimicrobianas, antidepressivas, antidiarreicas, hepatoprotetoras e antidiabéticas. Alguns de seus usos são os seguintes:

  • Osteoartrite do joelho.
  • Colite ulcerativa.
  • Síndrome pré-menstrual.
  • Problemas gastrointestinais.
  • Ansiedade e estresse.

Você poderia perguntar: ela causa efeitos colaterais? Possui contraindicações? Para a maioria dos adultos saudáveis, a camomila é considerada segura. No entanto, não se aconselha o seu consumo excessivo. Além disso, há relatos de reações alérgicas e interação com anticoagulantes.

2. Lavanda

A lavanda é uma das plantas com respaldo científico mais conhecidas e amplamente utilizadas. Em particular, é valorizada por sua atividade ansiolítica, porque reduz os sintomas de estresse e ansiedade. Um estudo publicado na Mental Health Clinician apoia essas propriedades e confirma o seu perfil favorável de eficácia e segurança.

Tanto os seus óleos naturais quanto as apresentações à base de ervas auxiliam no tratamento de transtornos de ansiedade sem causar dependência ou efeitos colaterais significativos. A sua aplicação para este fim é aprovada pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA).

Outros usos possíveis incluem os seguintes:

  • Como antibacteriano e antifúngico.
  • Relaxante do músculo liso (carminativo).
  • Sedativo e antidepressivo.
  • Calmante para a pele em caso de queimaduras e picadas de insetos.

3. Equinácea

Os remédios com equinácea são bastante populares. Além de suas flores roxas vibrantes, esta planta, usada em chás, sucos e extratos, fortalece o sistema imunológico e melhora a saúde. Um estudo publicado na revista Pharmacognosy Reviews destaca que é uma erva com propriedades imunoestimulantes e anti-inflamatórias.

É usada, especialmente, no tratamento de gripes, resfriados e outras doenças do sistema respiratório. Da mesma forma, atua como analgésico em casos de dores de dente, dores intestinais, doenças de pele e artrite, entre outras patologias.

Quanto aos seus possíveis efeitos colaterais, existem algumas controvérsias. Enquanto alguns estudos concluíram que é segura, outros determinaram que pode causar reações adversas, como dor abdominal e alergias. Portanto, deve ser usada com cautela.

4. Ginkgo biloba

Na lista de plantas medicinais com respaldo científico, o ginkgo biloba se destaca por seus múltiplos usos medicinais. A medicina oriental utiliza amplamente esta erva, tanto na forma de cápsulas quanto em tabletes, extratos, folhas e muito mais.

Pesquisas recentes, como a publicada na Aging and Disease, afirmam que a planta tem se mostrado uma potencial aliada na prevenção de doenças relacionadas ao envelhecimento. Em particular, parece favorecer a saúde do cérebro, reduzindo o risco de demência.

Por outro lado, um estudo divulgado na Drug Design, Development and Therapy determinou que o ginkgo também contém componentes que contribuem para o tratamento da diabetes tipo 2. Ainda assim, mais estudos são necessários para avaliar sua segurança e eficácia.

Até agora, foram observados possíveis efeitos colaterais, como os seguintes:

  • Problemas hepáticos que tornam necessário o controle das enzimas do fígado.
  • Interage com medicamentos anticoagulantes e outros fármacos.
  • Suas sementes são venenosas se forem ingeridas.
  • O uso excessivo a longo prazo se associa a um risco aumentado de problemas de tireoide e câncer de fígado (observado em cobaias).
  • Em algumas pessoas, causa dor de cabeça, distúrbios digestivos, tonturas e reações alérgicas.

5. Erva de São João

A erva de São João também é conhecida como “hipérico”. É uma planta com efeitos calmantes, pois tem funções antidepressivas e ansiolíticas. Em particular, como afirma um artigo de revisão publicado na Systematic Reviews, esta erva contém hipericina e hiperforina.

Essas substâncias são princípios ativos com um potencial efeito antidepressivo que, entre outras coisas, favorecem o alívio da ansiedade. Além disso, possuem efeitos antibacterianos e anti-inflamatórios e aliviam os sintomas da menopausa.

Entretanto, a erva de São João pode apresentar alguns efeitos secundários, como os seguintes:

  • Interação com medicamentos.
  • Agitação.
  • Sensação de queimação e formigamento.
  • Tonturas.
  • Fotossensibilidade.
  • Irritabilidade.
  • Problemas estomacais.
Erva de São João
A erva de São João pode ser útil para os transtornos do humor, como depressão e ansiedade.

6. Hortelã-pimenta

Quando falamos das melhores plantas medicinais com respaldo científico, não podemos ignorar a hortelã-pimenta ou menta piperita. Pelas suas propriedades, é um dos ingredientes fitoterápicos mais difundidos e utilizados no mundo. Especificamente, é usada para acalmar o desconforto no sistema digestivo, dores de cabeça e doenças do sistema respiratório.

A esse respeito, um artigo científico publicado na Phytotherapy Research afirma que as folhas de hortelã concentram compostos fenólicos, como o ácido rosmarínico e vários flavonoides, cuja assimilação contribui para a manutenção da saúde. Em geral, possui atividade anti-inflamatória, antioxidante, antimicrobiana, analgésica e imunomoduladora.

Seu uso moderado é seguro para a maioria dos adultos saudáveis. Entretanto, o uso em excesso pode ser irritante. Além disso, a planta pode interagir com alguns medicamentos; portanto, se você estiver sob qualquer tratamento medicamentoso, é melhor consultar seu médico antes de usar ervas como a hortelã-pimenta.

Embora tenham suporte científico, as plantas medicinais devem ser usadas com cautela

Embora a ciência tenha confirmado muitas das propriedades das plantas citadas, isso não significa que elas possam ser utilizadas como primeira opção de tratamento contra doenças. Na maioria das vezes, são apenas um complemento para reduzir os sintomas de certas condições.

Além disso, seus efeitos tendem a ser temporários e nem sempre ocorrem como a pessoa espera. No entanto, as evidências sugerem que podem ser úteis para muitos pacientes. Portanto, vale a pena experimentá-las se não houver nenhum tipo de contraindicação.

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