O uso de tubos endotraqueais

· 27 de maio de 2019
Os tubos endotraqueais permitem manter uma via aérea aberta. Hoje vamos descobrir mais sobre o seu uso.   

Os tubos endotraqueais tendem a ser inseridos através da boca ou nariz para garantir que as vias aéreas fiquem abertas, e que o paciente possa respirar adequadamente.

São usados geralmente quando se aplica em um paciente uma anestesia geral, se encontra em um tratamento intensivo, necessita de ventilação mecânica, ou acessou o serviço de emergência com algum problema que afeta as vias aéreas.

Alguns estudos descrevem esse procedimento como “ventilação mecânica invasiva”. A razão dessa definição, é que as vias aéreas são forçadas a abrir, inclusive, quando pela tensão que pode sofrer o paciente, elas se fecham.

Em muitas situações, é necessário o uso de substancias ou alguns medicamentos que ajudem a relaxar os músculos da região, para permitir o acesso dos tubos endotraqueais. Em seguida, veremos como estes são usados, sua composição, e o que devemos levar em conta.

As partes dos tubos endotraqueais

As partes dos tubos endotraqueais

Os tubos endotraqueais ou sistemas de ventilação mecânica invasiva consistem em diferentes partes, que é importante sabermos como diferenciar. Vamos vê-las abaixo:

  • Conexão: é uma peça que se encontra entre o tubo e o respirador. Poderíamos também defini-a como um bocal, e é a parte oposta à que é introduzida no interior das vias aéreas.
  • Corpo: é a parte principal do tubo endotraqueal que permitirá a passagem do oxigênio. Normalmente, há uma luz para que os médicos possam ver se estão introduzindo corretamente o instrumento através da traqueia.
  • Extremidade: é o extremo oposto da «conexão», que às vezes tem uma forma pontiaguda, com um orifício conhecido como «orifício de Murphy». Em alguns tubos este é ausente, pois aumenta o risco de lesões nas vias aéreas.
  • Balão: fica perto da «conexão» e geralmente possui um design adaptado e ergonômico para facilitar a intubação. Esta parte do tubo ajuda a reduzir a pressão nas paredes da traqueia. Geralmente é usado em crianças.

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Tipos de tubos endotraqueais

Tipos de tubos endotraqueais

Além das partes dos tubos endotraqueais, existem diferentes tipos. Vamos ver alguns deles, e as características que elas têm.

  • Tubo endotraqueal de um lúmen: dispositivo estéril feito com cloreto de polivinil ou silicone. Pode ser introduzido oralmente ou pelas fossas nasais, e a anestesia pode ser necessária para melhorar a tolerância do paciente à intubação. Possui um balão com alto volume e baixa pressão.
  • Tubo endotraqueal de duplo lúmen: ideal para pacientes com doença pulmonar assimétrica ou com fístula broncopleural. Permite a ventilação pulmonar independente, ou seja, a ventilação de apenas um pulmão.
  • Tubo endotraqueal especial: há vários tipos, como os resistentes ao laser. É um elemento espiralado, com um reforço de arame dentro da parede do tubo, para evitar o clampeamento ou as pré-formas usadas em procedimentos neurocirúrgicos e orofaciais, para melhorar a exposição.
  • Tubo com porta adicional: permite administrar medicamentos que são necessários para o paciente em uma situação de emergência, como anestesia ou relaxantes, para favorecer a introdução do tubo através das vias aéreas.

Como podemos ver, existem diferentes tipos de tubos endotraqueais que podem atender às necessidades de cada paciente em um determinado momento. No entanto, vamos ver o que temos que levar em conta.

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Aspectos a levar em conta

Saber colocar corretamente um tubo endotraqueal é algo que os profissionais que estão na área de emergência devem conhecer muito bem. Não seguir os passos apropriados e fazê-lo apressadamente pode colocar em risco a vida do paciente.

Em primeiro lugar, você nunca deve introduzir qualquer um dos tipos de tubos endotraqueais à força. Se as vias aéreas impedirem a sua passagem devido à tensão ou agitação do paciente é necessário ministrar um relaxante ou calmante, para evitar danificar as paredes da traqueia.

Além disso, os profissionais que realizam esse tipo de intervenção devem fazê-lo com precisão, rapidez e agilidade. Do mesmo modo, devem saber que tipo de tubo o paciente precisa para evitar a perda de tempo.

 

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