Novo tratamento que reduz o colesterol ruim

· 6 de março de 2017
Esta nova droga pode ser a escolha perfeita para aqueles com níveis elevados de colesterol cujo organismo não responde aos tratamentos convencionais. Além de reduzir o mau colesterol (LDL) reverte a arteriosclerose

O colesterol, assim como os triglicérides, são indicadores imprescindíveis da saúde cardiovascular. Mantê-los em um nível correto, sem dúvida, evita muitos dos problemas. O segredo está no equilíbrio em manter os níveis justos e adequados, em que o chamado colesterol ruim e bom estejam sempre no limite para que não se acumulem nas artérias.

Sabe-se que, ao dizer a palavra “colesterol”, imediatamente se associa com algo negativo. No entanto, não se pode esquecer que esta substância gordurosa natural é essencial para o funcionamento do corpo.

No entanto, sabe-se também que, às vezes, o histórico genético determina não só a sua ocorrência, mas também à resistência aos fármacos destinados a reduzir o nível de colesterol no sangue.

Mesmo com a medicação estas lipoproteínas continuarão a se aderir nas artérias a um nível perigoso. Contudo, agora há um novo tratamento para eliminar esse risco.

Um sopro de esperança que será exposto a seguir. 

Evolocumab, um novo tratamento mais eficaz para o colesterol

Colesterol ruim no sangue

Este novo tratamento farmacológico que reduz o colesterol ruim, em pacientes que não apresentam melhora com medicamentos comuns, foi lançado em 2014 com o nome de “evolocumab”.

A partir daí, iniciou-se um estudo detalhado a fim de saber se os objetivos esperados foram alcançados. Parece que sim.

Além disso, este tratamento não só reduz o colesterol “ruim”, mas também é capaz de reverter a arteriosclerose.

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Um novo e poderoso tratamento para o colesterol ruim

Nesse mesmo mês de novembro, o College of Cardiology dos Estados Unidos, publicou um estudo em que foram analisados os resultados obtidos até o momento com o tratamento do colesterol a partir da droga evolocumab.

  • A finalidade deste tratamento é proporcionar uma ferramenta terapêutica para pacientes com elevado risco cardiovascular que não reagem bem aos medicamentos à base de estatina.
  • Os resultados do estudo foram muito positivos.
  • Evolocumab reduz de forma segura e confiável o colesterol ruim – LDL.
  • Os resultados são visíveis ao final de 24 semanas, momento em que o índice de colesterol armazenado nas artérias é menor, o que diminui, de forma notável, o risco de problemas cardiovasculares.
  • Esta droga já é uma ferramenta terapêutica imprescindível para aqueles que possuem predisposição genética para hipercolesterolemia, que já foram vítimas de acidente cardiovascular e, cujo nível de colesterol não é reduzido com o uso isolado de estatinas. 

Como este tratamento funciona?

Para reduzir eficazmente o colesterol em pacientes mais resistentes ao medicamento é necessário combinar os dois tratamentos.

  • Por um lado, continua a prescrição do medicamento com estatinas.
  • Por outro lado, administra-se o evolocumab que atua como um inibidor da proteína convertase subtilisina/Kexina.
  • Esta droga já está disponível há vários anos na maioria dos países ao redor do mundo com excelentes resultados.

Objetivo: reverter a arteriosclerose

A arteriosclerose é a doença lenta, mas mortal, que se origina com o acúmulo de placa (ateroma) armazenada no interior das artérias.

  • Este ateroma é formado não só por colesterol, existem também de cálcio e outras substâncias presentes no sangue.
  • O principal problema é que, no início, não há sintomas. É uma doença silenciosa que se evidencia através de análise.
  • Caso não seja detectada, a arteriosclerose pode causar problemas como ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral.
  • No entanto, outra complicação adicional para os profissionais de saúde é que, como dito anteriormente, há muitas pessoas que não respondem bem ao tratamento convencional do colesterol.

Stephen J. Nichols é o diretor da pesquisa supracitada, que tem demonstrado a clara eficácia do evolocumab para tratar e reverter arteriosclerose em todos os casos.

  • As artérias coronárias mostram, depois de alguns meses, uma mudança muito positiva. Por fim, tem-se conseguido reduzir o risco de doenças cardiovasculares a um nível nunca antes alcançado.

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Quem deve tomar este medicamento?

  • Pacientes adultos em tratamento que tomam o máximo prescrito de estatinas e que já têm uma doença cardiovascular.
  • Adultos com hipercolesterolemia familiar e que já tomam doses máximas toleradas de estatinas.
  • Adolescentes a partir de 12 anos com hipercolesterolemia familiar e que fazem uso de estatinas.
  • Qualquer um dos pacientes dos três grupos anteriores que também apresentem uma característica particular: intolerância a estatinas.

Portanto, se esse não for o caso, se apenas passar um pouco do índice recomendado para o colesterol no sangue e se não apresentar antecedentes genéticos, deve-se continuar com o tratamento habitual prescrito pelo médico.

Além disso, em todos os casos, não se esqueça de cuidar da dieta e realizar todos os dias uma hora e meia de exercício aeróbico.

O colesterol ruim é um antagonista que a cada ano ceifa muitas vidas. Faça o possível para evitá-lo. Além disso, tenha consciência de que se deve escolher o melhor tratamento e melhor estilo de vida. 

  • https://www.aemps.gob.es/va/medicamentosUsoHumano/informesPublicos/docs/IPT-evolocumab-repatha.pdf
  • Sabatine, M. S., Giugliano, R. P., Keech, A. C., Honarpour, N., Wiviott, S. D., Murphy, S. A., ... & Sever, P. S. (2017). Evolocumab and clinical outcomes in patients with cardiovascular disease. New England Journal of Medicine376(18), 1713-1722.
  • Sabatine, M. S., Giugliano, R. P., Wiviott, S. D., Raal, F. J., Blom, D. J., Robinson, J., ... & Scott, R. (2015). Efficacy and safety of evolocumab in reducing lipids and cardiovascular events. New England Journal of Medicine372(16), 1500-1509.
  • Blom, D. J., Hala, T., Bolognese, M., Lillestol, M. J., Toth, P. D., Burgess, L., ... & Monsalvo, M. L. (2014). A 52-week placebo-controlled trial of evolocumab in hyperlipidemia. New England Journal of Medicine370(19), 1809-1819.