Mitos sobre o coronavírus

17 de março de 2020
São muitos os mitos sobre o coronavírus que estão circulando por aí, principalmente através das redes sociais. O mundo enfrenta hoje uma situação muito séria, e não é o momento de dar ouvidos ou dar crédito a informações que não vierem de fontes confiáveis.

Junto com o COVID-19, surgiram também diversos mitos sobre o coronavírus. As redes sociais em particular estão cheias de notícias falsas, principalmente no que diz respeito às curas para essa doença viral, ou também no que diz respeito ao alcance e à periculosidade da pandemia.

Todos esses mitos sobre o coronavírus podem trazem muitos danos, já que criam confusão e eventualmente induzem as pessoas a implementar práticas que poderiam ser perigosas ou inúteis. Por isso, a primeira recomendação é a de consultar somente fontes autorizadas e confiáveis para evitar equívocos.

O que vai acontecer com a pandemia vai depender, em grande medida, da nossa capacidade de enfrentá-la de maneira inteligente. Para conseguir isso, o melhor é obter informações de qualidade e respeitar as recomendações fornecidas pelas autoridades de saúde. A seguir, vamos expor alguns mitos sobre o coronavírus que devem ser desmentidos.

O coronavírus é uma das doenças mais graves da história

Devido à ampla cobertura que a mídia está dando para o coronavírus, a ideia de que esta é a pandemia mais grave da história ganhou força. Mas isso não é verdade. O que torna o coronavírus perigoso é sua alta capacidade de contágio, mas não a sua letalidade.

Outros dos fatores que ativaram os alarmes é o fato de que se trata de um vírus novo e, portanto, desconhecido. Como não se sabe muito sobre ele, não é possível prever exatamente como ele vai se comportar. À medida que o tempo passa, poderemos enfrentar situações não previstas.

No momento, a taxa de mortalidade dessa doença está em torno de 3,2%. Isso quer dizer que, para cada cem pessoas contaminadas, três morrem, aproximadamente. Ainda que toda doença que leve à morte deva ser motivo de preocupação, nesse caso só uma minoria dos infectados sofre consequências fatais.

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Homem de máscara no metrô
Muitos mitos sobre o coronavírus estão circulando por aí, e isso dificulta o controle da pandemia.

É só um pouco pior do que uma gripe comum

No outro extremo em relação aos fatalistas, estão aqueles que minimizam o perigo da pandemia. É verdade que 80% dos casos da doença só geram sintomas leves. Mas também é verdade que esta é uma patologia que afeta os pulmões, que são órgãos vitais.

Além disso, ainda não está clara a maneira como o vírus se comporta, nem se pode prever com certeza se ele vai apresentar novas mutações ou não. Em poucas palavras, estamos enfrentando uma ameaça que não conhecemos por completo. Em toda situação como essa, a única ação inteligente é ser muito prudente e não menosprezar os riscos.

Além disso, como já foi dito, esse vírus em particular é muito contagioso. Se o número de contágios aumenta, aumenta também o número de mortos, já que as pessoas mais vulneráveis ficam sob um risco maior de contrair a doença. Estamos falando das crianças pequenas, dos adultos mais velhos e de quem tem o sistema imunológico enfraquecido por qualquer outra condição patológica.

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Os remédios caseiros e os mitos sobre o coronavírus

Vários dos mitos sobre o coronavírus têm relação com o uso de remédios caseiros que, teoricamente, teriam propriedades curativas ou que poderiam deter o avanço da doença. Sobre isso, só se pode dizer que não existe absolutamente nenhuma evidência científica comprovando a eficácia de tais remédios nesse caso específico.

Já foi divulgado, por exemplo, que o alho é capaz de combater a infecção. Ainda que a Organização Mundial de Saúde (OMS) já tenha dito que esse vegetal tem sim algumas propriedades antimicrobianas, a verdade é que nada indica que ele possa ser eficaz contra o coronavírus. O mesmo pode ser dito sobre vários outros suplementos minerais milagrosos que algumas pessoas estão consumindo.

No momento não há remédios, muito menos um remédio caseiro, para tratar o coronavírus. Vale também ressaltar que é muito importante evitar a automedicação, já que isso poderia mascarar os sintomas do COVID-19 e gerar riscos ainda maiores para a saúde.

Mulher segurando cabeça de alho
É um mito que o alho pode combater o coronavírus. Não existem evidências que respaldem essa informação.

A higiene não é um dos mitos sobre o coronavírus

Lavar frequentemente as mãos e aplicar álcool gel antibactericida são medidas reais para reduzir o risco de contágio. Estima-se que essa prática permita diminuir em até 50% a possibilidade de contrair o vírus. No entanto, o mais eficaz é minimizar o contato com outras pessoas e ficar em quarentena diante de qualquer suspeita de ter sido exposto.

Não é verdade que o desinfetante caseiro pode ser aplicado nas mãos para evitar a possibilidade de contágio. Também não é verdade que a máscara facial, que cobre a boca, impede a entrada do vírus. O COVID-19 só permanece algumas horas nos objetos, e por isso é difícil nos infectarmos por essa via. No entanto, é sempre uma boa ideia lavar as mãos depois de tocar objetos que foram manipulados por muitas pessoas.