Hidratação, nutrição ou reparação: guia para saber o que seu cabelo precisa

Você compra máscaras ou tratamentos capilares baseando-se na embalagem, na propaganda ou na recomendação de algum amigo, sem saber realmente do que seu cabelo precisa? O resultado é que você aplica produtos que não atendem à necessidade real, e seu cabelo continua igual ou, em alguns casos, fica pior.
Hidratação, nutrição e reparação não são a mesma coisa, embora no mercado esses três termos sejam usados de forma quase intercambiável. Antes de escolher um produto, há algo mais útil que você pode fazer: observar como seu cabelo se comporta e entender quais sinais ele está dando.
Sinais de que o cabelo precisa de hidratação
A hidratação está relacionada à água presente na fibra capilar. Quando o cabelo tem pouca água, geralmente fica opaco, áspero ao toque e com pouca elasticidade. Um cabelo com pouca hidratação, ao ser esticado, não volta bem ao seu lugar e também se quebra com relativa facilidade, mesmo sem estar especialmente danificado.
Os produtos que atendem a essa necessidade contêm ingredientes como água, glicerina, aloe vera ou pantenol, que penetram na fibra e a reidratam por dentro. As máscaras hidratantes costumam ter uma textura mais leve do que as nutritivas.
Sinais de que o cabelo precisa de nutrição
A nutrição está relacionada aos lipídios, ou seja, às gorduras que selam e suavizam a fibra por fora. Quando o cabelo está com falta de nutrição, surge o frizz mesmo quando está úmido, a porosidade é alta, as pontas ficam espessas ou sem definição e o toque fica áspero mesmo depois de passar o condicionador.
É aí que entram os óleos vegetais — argão, jojoba, coco, mamona —, as manteigas e outros lipídios que selam a cutícula e reduzem a perda de umidade. Esses ingredientes não hidratam por si sós, mas ajudam a evitar que a umidade já presente no cabelo se evapore tão rapidamente.
Sinais de que o cabelo precisa de reparação
A reparação visa a estrutura interna da fibra capilar, que pode estar danificada por descolorações, tinturas, calor excessivo ou processos químicos.
O cabelo que precisa de reparação quebra com facilidade, fica com a textura de chiclete quando molhado ou apresenta áreas com texturas muito diferentes na mesma mecha.
Os tratamentos reparadores geralmente contêm proteínas e aminoácidos que reforçam a queratina da fibra por dentro.
É preciso usá-los com moderação, pois o excesso de proteína pode se tornar contraproducente e deixar o cabelo rígido ou mais quebradiço. Se, após um tratamento proteico, o cabelo ficar mais duro, é preciso compensar com hidratação.
O cabelo pode precisar de coisas diferentes em momentos diferentes
Não existe um diagnóstico fixo para sempre. O cabelo muda de acordo com a época do ano, os processos aos quais é submetido, a água da região, os hábitos de secagem ou o estado geral de saúde.
No inverno, ele pode precisar de mais nutrição; após uma descoloração, de mais reparação; no verão, de mais hidratação devido à exposição ao sol e ao cloro.
Uma maneira organizada de atender a essas diferentes necessidades é o cronograma capilar. Mantenha uma rotina semanal ou quinzenal que alterne os tratamentos de acordo com o que seu cabelo precisa naquele momento. Não precisa ser nada complicado.
Pode ser tão simples quanto hidratar em uma lavagem, nutrir na seguinte e fazer um tratamento proteico uma vez por mês, se houver danos. O importante é observar como o cabelo responde e ajustar de acordo com o que você vê, não de acordo com a tendência do momento.
Este texto é fornecido apenas para fins informativos e não substitui a consulta com um profissional. Em caso de dúvida, consulte o seu especialista.







