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George Bernard Shaw: “A vida não consiste em encontrar a si mesmo, mas em criar a si mesmo”

3 minutos
George Bernard Shaw: “A vida não consiste em encontrar a si mesmo, mas em criar a si mesmo”
Escrito por Equipe Editorial
Publicado: 02 julho, 2026 01:00

Com certeza você já ouviu falar, em livros ou entrevistas, da ideia de “encontrar a si mesmo”. Isso sugere que, dentro de nós, habita uma essência completa e imutável. Mas o dramaturgo irlandês George Bernard Shaw tinha uma visão bem diferente sobre isso, e a expressou em uma de suas frases mais famosas: “A vida não se trata de encontrar a si mesmo, mas de criar a si mesmo”.

Essa frase serve como um lembrete de que podemos assumir o controle de nossa própria existência. Afinal, nossa identidade não é uma obra concluída nem um destino fixo; trata-se de um processo contínuo de construção.

Qual é a diferença entre se encontrar e se criar?

Quando falamos em nos encontrar, partimos do princípio de que existe uma versão oculta de nós mesmos, que está esperando para ser descoberta. Essa ideia sugere que sua identidade é algo que já está dado, o que pode ser limitante. Afinal, se você não gostar do que encontrar, pode cair na resignação.

Criar a si mesmo implica algo diferente: nos darmos permissão para evoluir. Não se trata de inventar uma máscara para agradar aos outros e fingir ser algo que não somos. Trata-se de trabalhar e transformar nossa identidade, moldando nossa estrutura a partir de ações, como decidir com quem estar, o que estudar, como trabalhar ou quais hábitos manter.

Como colocar em prática a frase de Bernard Shaw?

Como mencionamos anteriormente, essa construção de nós mesmos se baseia em nossos hábitos e ações diárias. Eles são os tijolos para que você realize essa construção. Portanto, fazer pequenos ajustes em seus hábitos e rotinas — a longo prazo — terá um impacto em quem você é. Algumas ações que podem contribuir para essa construção são as seguintes.

  1. Questione suas rotinas. Analise se a maneira como você se organiza ou um hábito que pratica diariamente lhe traz bem-estar ou se você o faz apenas por inércia. Caso seja a segunda opção, você pode trocá-lo por outro que se alinhe melhor aos seus objetivos de desenvolvimento.
  2. Adquira uma nova habilidade. Cada vez que você adquire um novo conhecimento, os limites da sua identidade se expandem. Portanto, se você se atrever a fazer aquele curso de idiomas ou de culinária que chamou sua atenção, estará se construindo.
  3. Tome decisões mais coerentes com o que você quer ser. Imagine que você queira abrir um negócio de confeitaria e tenha vindo se preparando aos poucos para isso. Mas, no seu trabalho atual, lhe oferecem uma promoção que implicaria em muito mais horas de trabalho e que, no fundo, não se encaixa no plano que você traçou para si mesmo. A ideia é que, na hora de tomar a decisão final, você avalie com sinceridade suas opções e aspirações, para que depois não sinta que se traiu.
  4. Deixe os rótulos para trás. Às vezes, assumimos julgamentos alheios como verdades absolutas sobre nós mesmos, o que só nos limita, como, por exemplo, “sou introvertido” ou “não sou criativo”. Identifique-os e lembre-se de que todos esses rótulos podem ser modificados.
  5. Construa a sua identidade sem as expectativas alheias. Um erro comum é moldar suas ideias e metas com base no que outras pessoas ou a própria sociedade esperam de você. Em vez disso, construa a sua identidade levando em conta suas metas e nos seus próprios termos.

Há quem interprete erroneamente a ideia de Shaw, pensando que se trata de negar o que já somos. Mas, na verdade, trata-se de usar nossa experiência como base para construir algo melhor, entendendo que ainda há espaço para mudar, aprender e escolher. Nessa possibilidade de transformação está o verdadeiro sentido da frase.

Este texto é fornecido apenas para fins informativos e não substitui a consulta com um profissional. Em caso de dúvida, consulte o seu especialista.