Fibromas uterinos: tipos, causas, riscos e sintomas

· 23 de novembro de 2016
Ainda que não tenha porque ser perigoso, no caso de apresentar fibromas uterinos deveremos nos submeter a um controle ginecológico para verificar que não mudam de tamanho, em cujo caso seria necessária uma intervenção.

Os fibromas uterinos são crescimentos anormais que se desenvolvem dentro do útero ou sobre ele. Saiba mais neste artigo.

Em algumas ocasiões, estes tumores se tornam muito grandes e causam dor abdominal intensa e abundância no período menstrual. No entanto, existem casos nos quais eles não causam nenhum tipo de sintoma.

Em geral, os crescimentos destes fibromas são benignos. Entre 70% e 80% das mulheres na faixa de 50 anos os possuem. Por isso, é importante que você conheça todos os dados a respeito. Confira.

Quais tipos de fibromas uterinos existem?

Fibroma uterino

Fibromas subserosos

Estes fibromas se formam no exterior do útero, na membrana serosa. Podem crescer o suficiente para seu abdômen parecer maior de um lado.

Miomas pediculados

Os tumores subserosos desenvolvem um talo (uma base fina que suporta o tumor), dessa forma, tornam-se miomas pediculados.

Miomas submucosos

Estes tipos de tumores se desenvolvem no revestimento interno de seu útero, o miométrio.

Apesar de esses fibromas não costumarem ser tão comuns como os outros, quando acontecem podem causar sangramentos menstruais abundantes e problemas de fertilidade.

Os fibromas são tumores que crescem no útero e, embora sejam em sua maioria benignos, merecem atenção.

O que causa os fibromas uterinos?

Realmente não está claro por que razão os fibromas se desenvolvem, mas vários fatores podem influenciar em sua formação:

  • Hormônios: os ovários produzem hormônios, como o estrogênio e a progesteronaEles se encarregam de que o revestimento do útero se regenere durante cada ciclo menstrual, no entanto, podem chegar a estimular o crescimento dos fibromas.
  • Histórico familiar: os fibromas uterinos podem se dar hereditariamente. Se sua mãe, avó ou inclusive irmã sofreram desta condição, você também pode desenvolvê-la.
  • A gravidez: quando você está grávida, a produção de estrogênios e progesterona aumenta. Por isso, é possível que durante a gravidez os miomas uterinos se desenvolvam e cresçam rapidamente.

Quem tem risco de desenvolver fibromas uterinos?

Além da gravidez e dos antecedentes familiares, as mulheres que possuírem uma ou mais das seguintes condições, têm mais probabilidade de desenvolver fibromas uterinos:

  • Ter mais de 30 anos.
  • Ter descendência afro-americana.
  • Apresentar sobrepeso.

Quais sintomas podem indicar um fibroma uterino?

Moça com dor na area genital por causa de fibroma uterino

Os sintomas que você pode apresentar vão depender da localização, do tamanho e do número de fibromas que tiver.

Se o fibroma for muito pequeno ou se você estiver passando pela etapa da menopausa, pode ser que não tenha nenhum sintoma. Além disso, os fibromas podem encolher durante e depois da menopausa.

Esses são alguns dos sintomas mais comuns que poderiam causar os fibromas:

  • Sangramento abundante entre ou durante os períodos menstruais.
  • Dor na pelve ou nas costas.
  • Aumento das cólicas menstruais.
  • Urinar com frequência.
  • Dor durante as relações sexuais.
  • Maior duração da menstruação.
  • Pressão, inchaço ou inflamação na parte inferior do abdômen.

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Como os fibromas uterinos são diagnosticados?

Mulher com dor na area genital por causa de fibroma uterino

Se você suspeita que pode ter um fibroma uterino, recorra ao ginecologista para que ele faça um exame pélvico. Esse exame é usado para comprovar a condição, o tamanho e a forma de seu útero.

Em função do que seu ginecologista detecte, talvez seja necessário fazer os seguintes exames:

  • Ultrassom: este tipo de exame usa ondas sonoras de alta frequência para produzir imagens do seu útero em uma tela. Isso permitirá que seu ginecologista veja a estrutura interna e então detecte qualquer fibroma.

Outro tipo de ultrassom é a ecografia transvaginal. Nela insere-se o transdutor de ultrassom na vagina, o que proporciona imagens mais claras, pois está mais próximo do útero durante o procedimento.

  • Ressonância magnética (RM) pélvica: esse é um teste de imagem em profundidade, que reproduz imagens de seu útero, ovários e outros órgãos pélvicos.

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Como pode-se tratar os fibromas?

É importante que seu médico seja quem desenvolva um plano de tratamento baseado em sua idade, tamanho do fibroma e sua saúde em geral. Dessa forma, você pode até mesmo receber uma combinação de tratamentos.

Medicamentos

Medicamento contra fibroma uterino

Pode ser que você precise tomar medicamentos que regulem seus hormônios para normalizar seus níveis de estrogênio e progesterona.

Isso, a longo prazo, detém a menstruação abundante e também reduz os fibromas.

Por outro lado, há opções que controlam o sangramento e a dor, mas não reduzem os fibromas, como:

  • Dispositivos intrauterinos que liberam progestina.
  • Analgésicos de venda livre, como o ibuprofeno.
  • Pílulas anticoncepcionais.

Cirurgia

Outra opção pode ser a cirurgia para tirar os fibromas grandes ou múltiplos. Uma miomectomia abdominal consiste em fazer uma incisão no abdômen para chegar ao útero e então retirar os fibromas uterinos.

Pode até mesmo ser feita uma laparoscopia para reduzir a cicatriz resultante. No entanto, se não houver outra opção, seu médico pode fazer uma extirpação do útero. Nesse caso, não poderá ter filhos no futuro.

Procedimento mínimo invasivo

  • A cirurgia de ultrassom forçada é um procedimento onde, simplesmente, deita-se em uma máquina de ressonância magnética especial que permitirá aos médicos ver seu útero, ao mesmo tempo em que as ondas de alta energia sonoras destroem o fibroma.
  • Da mesma forma, a miólise reduz os fibromas usando corrente elétrica ou laser, e a criomiólise congela os fibromas.
  • O amolecimento endometrial consiste na inserção de um instrumento especial no útero que destrói o revestimento usando calor, corrente elétrica, água quente ou micro-ondas.
  • Phelippeau, J., & Fernandez, H. (2016). Fibromas uterinos. EMC - Ginecología-Obstetricia. https://doi.org/10.1016/S1283-081X(16)80902-9
  • David G. Mutch, MD, I. C. and J. G. (2015). Miomas uterinos. Manual Merck. https://doi.org/10.1016/j.pog.2014.05.001