Espondilite anquilosante: conheça a doença incurável que atingiu o filho do cantor Leonardo

Descubra mais sobre a espondilite anquilosante, doença diagnosticada no cantor Zé Felipe.
Espondilite anquilosante: conheça a doença incurável que atingiu o filho do cantor Leonardo

Última atualização: 14 abril, 2022

Você pode imaginar como deve ser difícil receber o diagnóstico de uma doença dolorosa e incurável com apenas 23 anos de idade? Isso aconteceu com o cantor Zé Felipe, filho do também cantor Leonardo. Ele descobriu ter espondilite anquilosante, uma doença pouco discutida, mas bastante difícil de se conviver. Neste artigo, apresentaremos quais são os sintomas, a definição e o tratamento dessa condição.

José Felipe Rocha Costa, conhecido pelo grande público com Zé Felipe, é um sucesso no estilo sertanejo universitário, principalmente por suas letras que falam sobre relacionamentos. Mesmo ainda sendo jovem, ele já é um artista consolidado, tendo cantado junto com outros artistas como Julio Iglesias, Marília Mendonça e, obviamente, com seu pai Leonardo.

Já há algum tenho ele estava sentindo dores insuportáveis no corpo e procurou diversos especialistas para tentar entender o que estava acontecendo. Então, Zé Felipe recebeu o diagnóstico: ele tem uma doença incurável, a espondilite anquilosante.

Para controlar a doença, Zé Felipe precisa tomar uma injeção a cada dois meses e seguir à risca o tratamento recomendado pelos médicos.

Ele precisará desse tratamento intensivo por dois anos e depois deverá manter um acompanhamento do quadro junto aos médicos. Durante esse período, ele pode continuar com sua rotina normalmente, tanto fazendo shows quanto praticando esportes, coisa que adora fazer.

A medicação ajuda a prevenir as dores e possíveis complicações que podem acontecer. No vídeo abaixo são mostrados mais detalhes da doença, confira:

O que é a espondilite anquilosante?

De acordo com o médico Drauzio Varella, “é uma doença inflamatória crônica, por enquanto incurável, que afeta as articulações do esqueleto axial (que compreende os ossos da cabeça, tórax e coluna), especialmente as da coluna e ombros, e também afeta as articulações dos quadris e joelhos”.

Caso o quadro se encontre em estágio avançado (e não seja feito o tratamento adequado), podem ser provocados danos ainda mais graves, com consequências negativas na visão, no sistema cardiovascular, pulmonar, intestinal e até na pele, pois a psoríase pode ser desenvolvida. A doença geralmente acomete homens com idades entre 17 e 40 anos.

Sintomas

De acordo com o Ministério da Saúde, o primeiro sintoma que o paciente experimenta é a sensação de dor nas costas, que piora durante o repouso e alivia quanto a pessoa se movimenta, com ocorrências mais comuns à noite. Outros sintomas frequentes são os seguintes:

  • Dor lombar que dura mais de 3 meses, com causa desconhecida.
  • Dor nas pernas.
  • Rigidez na coluna e nas pernas, principalmente durante o período da manhã.
  • Mobilidade da coluna prejudicada.
  • Aumento na curvatura da coluna na região dorsal.

Diagnóstico

O profissional indicado para investigar esse tipo de quadro e fornecer um diagnóstico correto é um reumatologista. A espondilite anquilosante é uma doença rara, de forma que poucas pessoas têm conhecimento sobre a doença e seus sintomas. Por esse motivo é muito importante buscar o apoio de um profissional de confiança e corroborar o resultado com mais de um médico.

O diagnóstico é feito através de um exame de imagem, juntamente a outras investigações complementares. Esses exames mostram algumas características distintivas que revelam o desgaste da ligação entre as vértebras do paciente. O profissional deve descartar outras possíveis causas para chegar ao diagnóstico correto.

Tratamentos da espondilite anquilosante

O objetivo inicial do tratamento é reduzir a dor e a possibilidade de deformação na coluna do paciente. Para isso, geralmente são combinados diversos cuidados como medicamentos, fisioterapia e, caso seja necessário, a realização de cirurgia.

O Dr. Drauzio cita os principais medicamentos usados em pacientes com a doença, entre os quais estão “os anti-inflamatórios não esteroides, os analgésicos e os relaxantes musculares. A sulfasalazina tem se mostrado eficaz para retardar a evolução da doença”.

O médico também comenta sobre a necessidade de um acompanhamento fisioterápico de longo prazo para melhorar a postura e as ligações do paciente.

Direitos do doente

De acordo com a organização Espondilite Brasil, os pacientes diagnosticados com a doença têm alguns direitos garantidos pela Constituição brasileira. Além dos básicos, como ter o tratamento disponível na rede pública de saúde (incluídos os medicamentos e as terapias), existem outros direitos, como:

  • Caso o paciente tenha comprado uma casa financiada pelo SFH (Sistema Financeiro de Habitação), ele tem direito à quitação total ou parcial, dependendo de cada caso.
  • Cartão de estacionamento preferencial e direito de ficar fora do rodízio de veículos.
  • Benefício assistencial ao idoso e à pessoa com deficiência (BPC/LOAS).
  • Aposentadora por invalidez e auxílio doença.
  • Isenção de impostos na compra de carros e no imposto de renda, IPTU, IPVA.
  • Transporte público gratuito.
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