É perigoso tomar anticoncepcionais durante a gravidez?

Anteriormente, os anticoncepcionais eram associados com prejuízos à saúde dos bebês. Porém, pesquisas científicas indicam que seu consumo durante a gravidez têm poucas probabilidades de prejudicar aos pequenos.

É perigoso tomar anticoncepcionais durante a gravidez? O uso de pílulas anticoncepcionais para o planejamento familiar é muito frequente. Porém, não são 100% efetivas. De fato, existem casos de gravidez apesar de consumi-las corretamente.

Isso é importante, pois algumas mulheres não se dão conta de que estão grávidas e continuam consumindo tais pílulas. Neste artigo te explicamos se as substâncias químicas dos anticoncepcionais podem afetar ao bebê.

O que são as pílulas anticoncepcionais?

Mulher na dúvida sobre tomar anticoncepcionais

As pastilhas anticoncepcionais são pequenos tabletes que se tomam diariamente. Geralmente, contêm dois hormônios femininos sintéticos: estrogênios e progesterona, os quais detém a secreção da glândula hipófise. Desta maneira, se detém a ovulação, ou seja, se suprime o desenvolvimento ovular.

A progesterona, por sua vez, ajuda a impedir que o esperma chegue até o óvulo. Este efeito se consegue alterando o muco cervical ou mudando o endométrio. Ainda, existem também no mercado pílulas com apenas um hormônio: a progesterona.

Assim como a pílula combinada, a progesterona inibe a ovulação e também evita que o espermatozoide chegue ao óvulo e o fecunde. Em resumo, as pílulas anticoncepcionais estão compostas por hormônios femininos: estrogênios e progesterona. Porém, como agem os anticoncepcionais durante a gravidez?

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Anticoncepcionais durante a gravidez: há riscos?

Alguns estudos feitos nos anos 80 e 90 assinalaram que existia certa relação entre o consumo de anticoncepcionais orais e más formações no feto. Por exemplo, uma pesquisa feita em um hospital de Cuba (1989 – 1992) arranjou que de 103 mães que consumiram anticoncepcionais durante a gravidez, 62 tiveram filhos com más formações congênitas.

Os pesquisadores de tal estudo apontaram que as más formações são geradas devido à teratogenicidade dos anticoncepcionais orais, ou seja, a capacidade do medicamento para causar deformações no feto durante o seu desenvolvimento.

A hipótese trabalha que as substâncias químicas contidas nas pílulas se mantêm no sangue da mãe durante um tempo prolongado. De fato, interferem no desenvolvimento embriofetal. Isso poderia gerar más formações vertebrais anais, renais, de extremidades, na traqueia e no esôfago.

A pesquisa assinala que os medicamentos que incidiram com maior frequência na geração de más formações foram os anticoncepcionais orais e os fármacos para o tratamento de doenças mentais.

Por tal razão, os especialistas que realizaram este estudo recomendavam evitar qualquer tipo de anticoncepcionais durante a gravidez; o mesmo com certos medicamentos.

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O que novos estudos descobriram

Pílulas anticoncepcionais

É importante assinalar que, atualmente, não há um consenso dentro da comunidade científica sobre o tema. De fato, também não existem sinais particulares sobre os efeitos negativos dos anticoncepcionais durante a gravidez.

Por exemplo, uma instituição de segurança social mexicana informa que o uso ininterrupto de pílulas anticoncepcionais durante a gravidez não prejudica ao bebê. Pois, ao tomá-las, se impede a ovulação e o muco cervical se espessa para impedir a passagem dos espermatozoides. Porém, se recomenda parar de usá-las.

Não há perigos, informa a Universidade de Princeton

Ainda, a Oficina de Pesquisa em Temas de População da Universidade de Princeton indicou que não existe prova de que as pílulas anticoncepcionais de emergência produzam defeitos de nascimento nos bebês. Tal informação também aplica no caso das pílulas anticoncepcionais de uso regular. Isso se deve ao fato de que contém o mesmo tipo de hormônios.

Em uma pesquisa muito completa de publicação recente (fevereiro de 2018), esta Oficina de Princeton explica que existem duas razões de peso para afirmar que as pílulas anticoncepcionais não danificam ao feto em seu desenvolvimento.

A primeira é que os estrogênios e a progesterona não aumentaram o risco de defeitos de nascimento nos filhos de mães que não sabiam que estavam grávidas, mas que continuaram consumindo tais pastilhas. De fato, indica que a Administração de Drogas e Alimentos dos Estados Unidos retirou das caias das pílulas as advertências sobre o dano no feto.

A segunda razão tem a ver com o desenvolvimento da organogênese, ou seja, o processo de formação de tecidos primários e órgãos que fazem parte do bebê. O consumo de pílulas anticoncepcionais acontece muito antes da concepção do pequeno. Portanto, os defeitos de nascimento causados pelas pílulas seriam improváveis.

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Conclusão

Mulher segurando anticoncepcionais

Nos últimos anos, foi encontrado que tomar anticoncepcionais durante a gravidez não é perigoso. Inclusive, conseguiu identificar os principais fatores de risco das más-formações genéticas, dentre os quais destacam: os pesticidas, o cigarro, o álcool, a obesidade e o agentes hereditário.

Assim, as mães que não estiveram expostas a nenhum dos fatores de risco antes mencionados e tomaram anticoncepcionais durante a gravidez podem ficar tranquilas. Os ricos para o desenvolvimento integral de seus bebês são insignificantes.

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