Distensão muscular: sintomas e tratamentos

18 de junho de 2019
A distensão muscular ocorre quando há sobrecarga dinâmica, comumente devido ao esforço excessivo durante a atividade física. Os sintomas e o tratamento dependem do grau da lesão.

Uma distensão muscular, também chamada de estiramento muscular, é a ruptura parcial ou completa da junção miotendínea (zona de transição entre o músculo e o tendão) quando um músculo é submetido a um alongamento exagerado, resultando na quebra das fibras musculares.

Estruturas adjacentes, como tendões ou vasos sanguíneos, também podem ser afetadas, caso em que um hematoma aparecerá na área danificada.

Essas lesões devem-se a uma sobrecarga dinâmica, muitas vezes acompanhada de mudanças súbitas de intensidade e posição, o que geralmente se deve ao esforço excessivo e frequente em esportes de alta intensidade, como basquete, futebol ou atletismo. Existem três graus diferentes de distensão muscular dependendo do nível de ruptura:

  • Distensão muscular leve ou grau 1: ruptura microscópica da fibra muscular. O tendão e os vasos sanguíneos contíguos permanecem ilesos.
  • Distensão muscular moderada ou grau 2: ruptura parcial da fibra muscular e ligamentos adjacentes. Um hematoma ocorre como resultado da ruptura dos vasos sanguíneos. A mobilidade da área afetada é comprometida.
  • Distensão muscular grave ou grau 3: ruptura completa da fibra muscular e dos ligamentos com perda total ou quase total da função. Um hematoma visível e reação inflamatória ocorre.

Sintomas

 

Lesão muscular

Os sintomas dependem do grau de ruptura da fibra muscular. Assim, procederemos à sua classificação de acordo com o nível de ruptura:

  • Grau 1: não há perda de funcionalidade, a mobilidade completa da área lesada é mantida. Há uma pequena inflamação acompanhada de um leve desconforto, que o paciente pode não identificar, até a cessação da atividade física que a causou ou até o dia seguinte.
  • Grau 2: a função é parcialmente afetada e há perda de mobilidade. Há dor ao apalpar a área afetada e presença de inflamação e hematoma. Nesse caso, o paciente está ciente da lesão ao mesmo tempo em que ocorre, tendo que interromper a atividade física.
  • Grau 3: perda parcial ou total da mobilidade na área afetada. Há edema e hematoma, além de alta descarga de dor, o que torna a lesão do paciente imediatamente perceptível. Irregularidades são detectadas no tecido muscular à palpação.

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Tratamento

O tratamento dependerá do tempo decorrido desde a ocorrência da lesão, bem como do grau de ruptura da fibra muscular. Em todos os casos, a aplicação de calor é indicada à medida que a dor vai desaparecendo. Os principais tratamentos aplicados em cada caso são os seguintes:

Distensão muscular de grau 1

  • Primeiramente, durante os primeiros dias, recomenda-se a aplicação de gelo e compressão da área afetada, repouso, elevação e realização de exercícios isométricos, que forçam os músculos a se tensionarem sem fazer movimentos.
  • Posteriormente, indicarão você fazer atividade física leve ou moderada, a fim de progressivamente retornar à vida cotidiana. Algumas das atividades recomendadas incluem: treinamento na piscina, alongamentos suaves ou levantamento de pesos leves.
  • Finalmente, em geral a aplicação de anti-inflamatórios não é necessária, uma vez que a dor é leve.

Distensão muscular de grau 2

Distensão muscular no joelho

  • Como no caso de distensão leve, é recomendável a aplicação de gelo e a compressão da área afetada.
  • Além disso, você deverá fazer repouso, e elevar a perna afetada durante os primeiros 2-3 dias.
  • Logo após o quarto dia, pode-se começar a fazer exercícios isométricos, com cautela e parando toda vez que sentir dor.
  • Finalmente, durante as próximas duas semanas recomenda-se atividade física moderada até a recuperação total da mobilidade.
  • Pode ser que o seu médico indique medicamentos para tratar a inflamação e a dor. 

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Distensão muscular de grau 3

  • Em primeiro lugar, você deverá seguir, durante os primeiros dias, o mesmo protocolo que mencionamos acima.
  • Também, recomenda-se repouso total ou caminhada com muletas, dependendo da gravidade da lesão.
  • Além disso, a partir da segunda semana deverá iniciar exercícios isométricos.
  • Posteriormente, recomenda-se incorporar a atividade física progressivamente, até a recuperação total, que ocorrerá por volta da quarta semana.
  • Finalmente, recomenda-se o uso de medicamentos anti-inflamatórios sob prescrição médica.
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