Hábitos que ajudam a reduzir o risco de demência

Para reduzir o risco de demência, é essencial manter-se ativo, tanto física como mentalmente, para promover a circulação e as conexões neuronais. Você sabia que a interação social também pode ajudar nesse sentido?
Hábitos que ajudam a reduzir o risco de demência

Última atualização: 05 Fevereiro, 2021

Acredite ou não, é possível reduzir o risco de demência. Embora essa doença seja progressiva e afete muitas funções cerebrais, alguns hábitos podem ajudar a reduzir o risco de seu surgimento.

Neste artigo, você vai descobrir a importância de ter uma atitude ativa e a mente sempre pronta para estimular a atividade cerebral. É claro que esses hábitos não irão protegê-lo totalmente contra a demência, mas podem ajudar a reduzir o risco de você desenvolver essa condição.

Demência

A demência é caracterizada pelo declínio ou perda de algumas faculdades mentais. Afeta principalmente a memória, o comportamento e a capacidade de raciocínio. Essa deterioração, infelizmente, costuma ser crônica e progressiva.

Tipicamente, ela se manifesta em pessoas de idade avançada, a ponto de as tornarem dependentes de todos os tipos de cuidados. De acordo com a Alzheimer’s Association, além da predisposição genética, existem alguns fatores que podem aumentar o risco de demência:

  • Diabetes.
  • Tabagismo.
  • Hipertensão arterial.
  • Alguns tipos de depressão.
  • Níveis elevados de colesterol.
  • Contusões na cabeça que levam à perda de consciência.
  • Doença cerebrovascular.

Como reduzir o risco de demência?

Como reduzir o risco de demência
Ler, montar quebra-cabeças, e fazer sudoku e palavras-cruzadas são atividades muito benéficas para o cérebro.

1. Estimular a memória poderia reduzir o risco de demência?

Um dos sintomas mais comuns da demência é a perda de memória. Por esse motivo, é uma boa ideia exercitar essa capacidade cerebral diariamente. Toda noite, antes de dormir, você pode fazer uma revisão mental do que você fez durante o dia, buscando recordar todos os detalhes.

Outra maneira de exercitar a memória consiste em prestar toda a atenção possível cada vez que você visita um local novo, realiza uma nova atividade ou conhece alguém. Concentre-se em rever o que você aprendeu e relacione isso com questões sensoriais que o ajudem.

2. Estimule suas habilidades

Há pessoas que têm mais interesse pelos números, enquanto outras preferem letras. Quaisquer que sejam seus gostos, embora seja apropriado dedicar tempo a tudo, você deve procurar maneiras de se divertir com exercícios mentais.

Pesquisas como a publicada em 2005 na revista PLOS Medicine confirmam que adultos que não sofrem de demência que participam de atividades diárias mais desafiadoras intelectualmente apresentam menos declínio com o tempo em vários testes de desempenho cognitivo. 

Uma excelente opção, se você se interessa por cálculo, é o sudoku, que se tornou tão popular nas últimas décadas. Por outro lado, se você prefere letras, você pode ler um pouco todos os dias.

Ler, montar quebra-cabeças, e fazer sudoku e palavras-cruzadas são atividades muito benéficas para o cérebro

 

3. Participe de reuniões e debates

Qualquer tipo de atividade social em que haja interação com outras pessoas e outras formas de pensar estimula o cérebro, o que ajuda a reduzir o risco de demência. Por exemplo, participar de reuniões aumenta a atividade cerebral através da troca das diferentes opiniões.

O fato de argumentar e defender uma ideia coloca os neurônios para trabalhar. A linguagem através de conversas ou debates com amigos exercita a memória, o raciocínio e a criação de ideias. Isso é algo necessário, já que algumas doenças, como o Alzheimer, afetam a aprendizagem.

4. Procure a estabilidade emocional

Descubra hábitos que ajudam a diminuir o risco de demência

É muito importante que a pessoa que sofre de demência sinta amor e compreensão em seu ambiente familiar. Para muitos, é difícil lidar com a doença degenerativa de um ente querido. No entanto, a estabilidade emocional ajuda a melhorar a qualidade de vida da pessoa afetada.

A atenção ao paciente, portanto, deve ser integral. É importante cuidar não apenas das necessidades fisiológicas, mas também das afetivas, familiares, e sociais. Dessa forma, é possível prevenir a demência ou retardá-la em grande medida se ele já sofre dessa condição.

Os resultados de estudos observacionais resumidos em pesquisa publicada em 2009 pelo Indian Journal of Psychiatry sugerem que o grau de compromisso social, o casamento, viver com alguém e evitar a solidão pode ter um efeito protetor contra o desenvolvimento de demência que poderia ser aplicável tanto às sociedades indianas como às sociedades ocidentais.

5. Atividade física contra o risco de demência

Estudos como o publicado em 2011 pela Mayo Clinic Proceedings sugerem que o exercício aeróbico está associado a um risco reduzido de declínio cognitivo e demência. Por isso, é aconselhável manter a atividade física e também manter a forma.

Nesta mesma linha, um bom conselho é fazer diariamente 30 minutos de exercícios apropriados para a sua idade e forma física.

Cuide-se sempre e você perceberá os benefícios!

Cuide-se sempre e você perceberá os benefícios!

Manter um pensamento jovem, ativo e positivo, assim como bons hábitos de vida, traz vários benefícios à saúde.

Além disso, aprender a se adaptar a mudanças é conveniente para evitar a demência, principalmente quando se trata de um problema que já existe na família. Tentar tomar todas as medidas possíveis pode ajudar a retardar ou até prevenir o surgimento da demência.

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