Como evitar surtos de raiva

· 21 de outubro de 2017
Fazer exercício é uma das melhores maneiras de gerar endorfinas e controlar possíveis surtos de raiva, pois descarregamos as tensões durante a sessão de treinamento.

Um engarrafamento na rodovia, uma discussão com o parceiro ou o cancelamento de um voo pode nos causar tanta raiva que sentimos vontade de arremessar as coisas ou gritar sem controle.

Os surtos de raiva ou agressão são um problema que afeta muitas pessoas, especialmente em grandes cidades onde o estresse e a preocupação são a ordem do dia.

Neste artigo, oferecemos algumas dicas para evitar ou reduzir esses ataques.

Como ocorrem e como podemos evitar surtos de raiva?

de raiva

É uma emoção em que a frequência cardíaca é acelerada rapidamente, bem como a pressão arterial e os níveis de adrenalina no sangue.

Entre os principais sintomas de raiva estão:

Esse impulso agressivo para gritar, bater ou jogar objetos é a resposta do cérebro quando sente que está enfrentando um perigo ou uma ameaça.

A raiva pode ser causada por diferentes motivos e, na maioria dos casos, acontece quando não podemos enfrentar uma situação como queremos.

Quando estamos frustrados ou nos sentimos impotentes por uma situação, a mente pode reagir de diferentes maneiras.

Algumas pessoas choram, outras disparam seus pensamentos e outras se encolerizam. A raiva é automática e, em muitos casos, não nos permite ver claramente o que acontece.

Existem diferentes tipos de raiva:

Ver também: Você sabia que a raiva reprimida prejudica o fígado?

1. Raiva instrumental

O comportamento agressivo e a violência aparecem quando não conseguimos alcançar nossos objetivos ou quando nos deparamos com um obstáculo que não nos permite continuar.

Esse comportamento está associado a um problema com habilidades comunicativas.

2. Raiva explosiva

Aparece quando uma situação perturbadora ou injusta é “suportada” por um longo período de tempo. As pequenas frustrações diárias se acumulam e explodem em determinado momento.

Por exemplo, uma pessoa que teve um dia horrível no trabalho, chega em casa e, por algo mínimo, fica com raiva.

3. Raiva defensiva

Se um ataque ou uma dificuldade for percebida, a raiva pode “servir” como proteção. Por exemplo, ao não querer se encarregar de um problema ou não buscar uma solução diante de uma adversidade.

Dicas para evitar ataques de raiva

Como primeiro passo, devemos tomar consciência das consequências de nossos hábitos e reações.

Gerenciar a raiva e racionalizar impulsos ou emoções irracionais pode ser de grande ajuda para que a agressividade e a ira não façam parte de nossa vida.

Algumas dicas que podem ser úteis nesses casos são:

1. Observe os desencadeadores

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Em que situação ou momento do dia você está mais propenso a um ataque de fúria? Você costuma ter esse problema com uma pessoa em particular?

A raiva pode esconder outras emoções, como medo, tristeza ou angústia. Analise por que você tem surtos quando está atrasado para o trabalho, quando fala sobre determinados problemas com o seu parceiro ou quando há algo que não está como você queria.

Não deixe de ler este artigo: Aprenda a meditar enquanto caminha e emagreça suas emoções negativas

2. Não acumule sentimentos negativos

Uma das principais causas da raiva é o rancor e o ressentimento. Somos como um copo que vai enchendo com gotas de água. Até que, em um momento, nossa paciência transborda e o líquido é derramado.

Algo parecido acontece com a agressividade ou a fúria. A raiva que você acumulou durante todo o dia, a semana ou o mês será liberada mais cedo ou mais tarde. Para evitar isso, é melhor enfrentar os problemas à medida que surgem.

Não permita que esses sentimentos negativos se reproduzam dentro de você.

3. Conte até 10 (ou qualquer número que você deseja)

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Embora muitas vezes não possamos perceber o momento exato em que nossa raiva explodirá, temos a capacidade de analisar os sintomas ou estágios pelos quais estamos passando.

Aproveite esses segundos de lucidez para se acalmar antes de a tempestade desabar.

Você pode contar até dez, cem (ou o quanto for necessário) ou fechar os olhos e se concentrar na sua respiração.

Faça esse exercício cada vez mais lenta e conscientemente. Isso irá equilibrar seus batimentos cardíacos e você poderá enxergar as coisas de outra perspectiva.

4. Faça exercícios

Uma boa maneira de liberar endorfinas e se acalmar é praticando atividade física. Quando o corpo está em movimento, ele transpira e equilibra a respiração e os batimentos cardíacos.

Você pode escolher atividades de maior descarga, como boxe ou kickboxing, ou optar por rotinas relaxantes como pilates, ioga e taichi para reduzir a raiva.

5. Descanse

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Não há nada mais restaurador do que dormir várias horas. Se você teve um dia prolongado no escritório, a melhor coisa que você pode fazer ao chegar em casa é tomar banho e dormir até o dia seguinte.

Você evitará confrontos com sua família (porque geralmente descarregamos nossa raiva naqueles que estão mais próximos) e a mente vai relaxar.

Durma entre 6 e 8 horas por noite e você poderá estar mais preparado quando a raiva quiser dominá-lo.

6. Medite, leia ou dance

Essas atividades relaxantes são altamente recomendadas para evitar agressões.

O momento em que você se sente frustrado não é o melhor para meditar. Mas se você realizar essa técnica diariamente, terá mais ferramentas para lidar com a fúria.

Aproveite o seu tempo livre para ler, dançar, brincar com seus filhos ou realizar qualquer outra tarefa que proporcione serenidade.

7. Evite situações (ou pessoas) irritantes

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Se você sabe que segunda-feira de manhã seu chefe está de mau humor ou que, quando o seu parceiro presta exames, vocês costumam brigar, tente se afastar.

Se o tráfego enfurecer você, saia de casa antes ou pegue o metrô. Então, você não estará em contato com essas situações ou pessoas que aumentam as chances de ter um surto.

  • CASTILHO, Paula; GOUVEIA, José Pinto. Auto-Criticismo: Estudo de validação da versão portuguesa da Escala das Formas do Auto-Criticismo e Auto-Tranquilização (FSCRS) e da Escala das Funções do Auto-Criticismo e Auto-Ataque (FSCS). Psychologica, [S.l.], n. 54, p. p. 63-86, jul. 2011. ISSN 1647-8606. Disponível em: <http://impactum-journals.uc.pt/psychologica/article/view/1101>. Acesso em: 06 dez. 2018.