A arte de não perder a calma durante uma discussão: 5 dicas

30 de setembro de 2017
Para que uma discussão não revele o pior de nós mesmos, é importante que nos conheçamos bem e sejamos capazes de controlar as nossas emoções.

Quem não guarda em sua memória uma discussão na qual perdeu a calma, as emoções venceram e não conseguiu defender seus argumentos de uma forma mais eficaz e construtiva?

Saber discutir, se é que não há remédio além de fazer isso, não é algo simples e nem uma prática que todos saibam realizar.

Frequentemente costuma-se dizer que se um não quer, dois não brigam.

Entretanto, há instantes em nossa vida pessoal e profissional nos quais não há outra saída além de começar esse diálogo complexo em que abundam repreensões, versões confrontadas e pequenas tensões.

“É impossível refutar ao ignorante em uma discussão”

– Immanuel Kant –

Contudo, é necessário saber fazê-lo bem, com inteligência e temperança, e sem perder a calma para poder, assim, dispor de uma mente livre com a qual usar bons argumentos e estratégias adequadas com as quais triunfar.

Hoje, aqui em nosso espaço, queremos propor a aplicação destas 5 estratégias com as quais controlar suas emoções ao máximo.

1. Conheça quem está na sua frente. Mas, acima de tudo, conheça a si mesmo

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Conhecer aos demais é sabedoria, mas conhecer a si mesmo é iluminação. Mas por que é necessário conhecer a si mesmo para discutir com eficácia?

  • Para não perder a calma, devemos trabalhar nossas forças interiores, nossa segurança e nossa autoestima.
  • Se alguém começa com as desqualificações dizendo coisas como “você é incompetente” ou “seu ego é muito inflado”, nada disso deve te afetar porque você sabe exatamente como você é.
    • Portanto, o que não é verdade não tem porque causar danos.
  • Para sair por cima de uma discussão, é preferível conhecer os pontos fracos da outra pessoa.
  • Saber, por exemplo, que quem está na minha frente apresenta uma baixa autoestima ou que é alguém que transforma sua insegurança em agressividade, nos permitirá ficar mais afastados, mais seguros de nós mesmos.

O conhecimento e o saber se conectar com nós mesmos e com quem está diante de nós conferem um controle maior sobre a situação.

2. Em toda discussão, apague suas emoções negativas

Se você quiser manter a calma em uma discussão, deve aprender a controlar suas emoções negativas.

Leia também: Aprenda a meditar enquanto caminha e emagreça suas emoções negativas

A raiva, o orgulho, o despeito, a ira, o nervosismo, etc. Tudo isso são dimensões que nos colocam na defensiva e com as “garras” preparadas.

Chega um momento em que nos colocamos em “modo de ataque”, e é dessa forma que perdemos o controle.

Deixamos de argumentar de forma lógica para derivar só nas reprovações e nos diálogos rígidos com os quais não chegamos a nada.

Para tomar as rédeas da situação, faça o seguinte:

  • Visualize-se fora de você. Você está encarando essa discussão de fora, em calma e sossego.
  • Nada pode machucá-lo dali. Você está bem consigo mesmo, abraçado com sua autoestima.
  • Agora, pense qual argumento poderia dar para que essa situação fosse para um bom caminho.

3. Não responda de imediato, dê-se um tempo

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Nas discussões nas quais não se chega a nada, os interlocutores não se escutam, as perguntas se sobressaem às respostas e, pouco a pouco, são lançados comentários envenenados, críticas nada construtivas e frases das quais, mais tarde, nos arrependeremos.

Do que nos serve realizar este tipo de condutas? Obviamente, de nada.

  • Assim, e para dar forma a uma discussão produtiva e manter sempre a calma, é muito recomendável que tomemos nosso tempo para responder. Não há pressa.
  • Escute com atenção o que a outra pessoa diz. Analise e reflita.
  • Regule o impacto que possa ter em você e, depois, pense em uma resposta.

Contudo, lembre-se de que essa resposta não pode aumentar ainda mais a tensão.

Por outro lado, se vemos que essa discussão não nos leva a nenhum lugar e só serve para fazer uso da reprovação e das emoções negativas, abandone-a.

Não se esqueça de que há discussões que não valem a pena.

4. Respire fundo

Quando estamos alerta, quando mantemos uma discussão, nosso cérebro interpreta isso quase que como uma ameaça.

É então que disparam uma série de reações: palpitações, tremores, respiração cortada, boca seca, dor de estômago.

Leia também: As palpitações: por que surgem e como tratá-las

Nestes momentos, para conservar a calma em meio de uma discussão, nada melhor do que controlar nossas respirações.

Para isso, nos será de utilidade inspirar o ar de forma profunda e exalar com tranquilidade.

Um corpo mais sossegado raciocina melhor.

5. Treine sua calma interior: prepare-se para os desafios cotidianos da vida

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Nosso dia a dia demanda muito de nós: discutir com eficácia, enfrentar a frustração, as críticas e, em essência, essas pequenas adversidades da vida.

Estar preparado “por dentro” nos ajudará a enfrentar melhor os desafios que acontecem no exterior.

Para isso, será de grande utilidade pôr em prática as seguintes atividades:

  • Pratique mindfulness.
  • Pratique algum esporte.
  • Canalize suas emoções por meio de algum exercício artístico: a escrita, a pintura, etc.
  • Cultive seu interior: melhore sua segurança, sua autoestima, trabalhe seus valores.
  • Pratique o diálogo ativo e assertivo, aumente seu vocabulário, trabalhe em sua heurística, em estratégias que possa usar em todo diálogo e que te permitam se sentir seguro de si mesmo, relaxado.

Para concluir, não deixe de pôr em prática estes conselhos simples. Temos certeza de que da próxima vez que não houver outro remédio além de iniciar uma discussão, você a enfrentará de forma mais eficaz e competente.

  • Clements, D. (2015). Keep calm. You Think You Have Discovered a Fraud. What Do You Do?

  • Gans, J. S. (2016). Keep Calm and Manage Disruption. MIT SLOAN MANAGEMENT REVIEW.