Como evitar comer quando você está triste

· 7 de maio de 2018
Quando a fome é emocional, somos capazes de comer sem medida e não nos sentirmos satisfeitos, por mais que consumamos alimentos que, em geral, tendem a ser menos calóricos.

A típica cena da menina deitada no sofá com um grande pote de sorvete e chorando em frente à televisão não acontece só nos filmes.

Ainda que a situação seja diferente no seu caso e você escolha outra comida ou um ambiente diferente de sua casa para afogar as mágoas, o fato é que quando nos sentimos deprimidos, tristes, com baixo astral… comemos.

Como podemos evitar comer nestes momentos? Neste artigo você vai saber! Confira!

Comer emocionalmente

Homem triste comendo enlatados

Quando você está estressado, come; quando está triste, come; quando se sente ansioso, também comer… Porque isso acontece?

Os seres humanos costumam se refugiar na comida quando algo está mal.

Esta ação que parece “normal” se transforma em um mau hábito do qual não podemos sair tão facilmente.

Depender de um alimento (ou vários) para satisfazer nossas necessidades emocionais não é bom. Deveríamos comer unicamente quando o corpo pede, desde um ponto de vista fisiológico, não psicológico.

Cremos que se o estômago reclama e dói é porque temos fome e, por onde, devemos comer em seguida.

Porém, muitas vezes esse sinal é a mente ou as emoções quem dão, já que ambas estão acostumadas a receber uma recompensa rápida.

O alívio imediato através da comida pode ser uma arma de dois gumes devido ao fato de que cada vez vamos precisar de mais para obter o mesmo resultado, tal e como acontece com uma droga.

O ato de comer deveria ser influenciado pelo apetite e não pelas emoções ou o humor.

O ruim é que nem sempre podemos diferenciar quando se trata de uma necessidade fisiológica e em que momento passa a ser um desejo de nosso cérebro que, depois de saborear a comida, produz substâncias relacionadas com o prazer.

Por isso, a mente sempre procurará uma recompensa similar! E como se encontra na comida… pedirá alimentos, ainda que você não sinta fome ou tenha acabado de almoçar.

Quando experimentamos emoções negativas, comemos (por exemplo, quando estamos tristes, um chocolate ou, quando estamos ansiosos, uns biscoitos) e o cérebro se sente satisfeito; é aí onde se formou o hábito e será mais difícil revertê-lo.

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Passos para não comer emocionalmente

Mulher que não consegue parar de comer quando está triste

Cada um de nós tem o que os psicólogos chamam de “alimentos de consolo”. Ou seja, aqueles que escolhemos em determinados momentos ou com determinadas emoções.

Por exemplo, quando brigamos com nosso parceiro, comemos chocolate; quando estamos ansiosos ou chateados, batatas fritas ou, quando nos sentimos deprimidos, sorvete e biscoitos.

Não te parece estranho que ninguém se console comendo cenoura; um tomate ou uma maçã? A diferença está no fato de que as frutas e verduras não têm níveis altos de gorduras e por isso não nos satisfazem.

Este é o primeiro sinal de alerta que devemos ter para evitar comer só por causa das emoções.

Os passos que servirão para mudar este hábito são:

Determine se está com fome de verdade

Este é o mais complicado de tudo mas, uma vez que consiga, o resto te parecerá uma brincadeira de criança.

Se prestar atenção, irá perceber que a tristeza levará você a comer coisas que, em outros momentos do dia ou da vida, nem se quer passariam por sua cabeça.

A fome fisiológica é gradual, pode esperar, está aberta a várias opções de menu, não causa sentimentos negativos e a única coisa que importa é ficar satisfeito.

Em contrapartida, a fome emocional é repentina e urgente, deseja comidas específicas, gera culpa ou vergonha e não basta sentir plenitude.

Outra maneira de determinar se a fome é genuína ou não, tem a ver com as quantidades.

Provavelmente quando o apetite for físico, se sentirá satisfeito com menos comida. Se for emocional você vai se transformar em um “saco sem fundo” e logo é provável que seu estômago doa, tenha vontade de vomitar ou queira dormir por horas.

Identifique quando come “por gosto”

Tente não comer hidratos de carbono quando você estiver triste

Prestar atenção em como se sente é muito importante para saber se sua vontade de comer se deve a uma necessidade física ou não.

Por exemplo, se cada vez que você for mal em uma prova, fizer algo errado no trabalho, discutir com seus pais ou tiver um desentendimento com seu parceiro você começa a devorar alimentos, é provável que a tristeza seja quem fale e não seu estômago.

Analise o mais objetivamente possível em que momentos você é mais propenso a comer sem cerimônia. Isto o ajudará a escapar da cozinha ou da geladeira depois de situações pontuais.

Esconda as tentações

Este passo ou conselho, talvez seja muito exagerado, mas é eficaz para as primeiras vezes que tente não comer de maneira emocional.

Se for à cozinha procurar um pedaço de chocolate e a única coisa que encontra é uma laranja, você tem duas opções: comer a laranja ou voltar ao que estava fazendo (poderia ir comprar chocolate, mas essa não é a questão).

Se tiver vontades de algo salgado e a primeira coisa que vê é o pacote de batatas fritas, o que fará? Claro, vai comê-las.

Em contrapartida, se apenas abre o armário e encontra biscoitos de arroz, sem dúvidas vai acabar comendo. Talvez isto não tire seu hábito mas, pelo menos, evitará a compulsão e o ganho de peso por causa de comidas pouco saudáveis.

Veja também: O chocolate potencializa nossas funções cognitivas

Tenha controle

Tente não comer quando você está triste

Já identificou que come emocionalmente e quando o faz. O passo seguinte é se concentrar em outras coisas e ser você quem tomará a rédea da situação.

O impulso por comer quando está triste será muito forte e terá que ser muito estrito e comprometido com você mesmo para ganhar esta batalha.

Pode provar fazendo atividades que lhe gerem prazer ou façam você se sentir bem como, por exemplo, ler, assistir um capítulo da sua série favorita ou um filme, escutar músicas divertidas, sair para caminhar, sair de compras, praticar ioga, falar com uma amiga…

As opções são tantas que não poderíamos escrever todas neste artigo. Você mais do que ninguém sabe o que lhe causa felicidade em um instante (que não seja comida).