Quem faz todo o possível para a relação funcionar pode ir embora sem remorsos

Para que um relacionamento funcione, os dois membros do casal devem fazer a sua parte. Se apenas uma pessoa carregar todo o peso do compromisso, ela acabará ficando cansada.
Quem faz todo o possível para a relação funcionar pode ir embora sem remorsos

Última atualização: 07 Setembro, 2021

Quem faz todo o possível para uma relação funcionar e só encontra infelicidade, reprovação e tardes de lágrimas pode ir embora sem remorsos. Você pode sair com a sua dignidade em segurança e com o orgulho elevado: o tempo cuidará de curar esse coração triste.

Quando iniciamos um vínculo afetivo com uma pessoa, quase sempre temos a certeza de que esse será o relacionamento definitivo.

Mais do que uma segurança, poderíamos dizer que é uma esperança. Isso ocorre porque o nosso cérebro não gosta de incertezas. Na verdade, conviver com a ideia de que algo está por um fio significa investir energia, tempo e emoções em algo que, no mínimo, pode entrar em colapso.

Desejamos nos sentir seguros

Precisamos pensar que, quando iniciamos um compromisso com alguém, ambos investiremos nossos esforços igualmente e que valerá a pena.

Em matéria de amor, o que mais queremos é nos sentir seguros e perceber que esse vínculo vai durar. Isso nos permitirá crescer como pessoas e construir um futuro comum para fazer a vida juntos com um mesmo projeto.

No entanto, por mais triste que pareça, isso nem sempre é verdade. Os casais, assim como os ossos, se quebram.

É então que o amor, às vezes mesmo estando presente, torna-se uma arma capaz de ferir. Também é capaz de destruir a nossa autoestima, a nossa integridade. Vamos conversar sobre isso. Vamos mergulhar nesses finais complexos. Terminar bem um relacionamento significa curar primeiro o seu próprio coração, a fim de seguir em frente com a vida novamente.

As chaves para um relacionamento sólido

As chaves para um relacionamento sólido

O que faz uma relação funcionar? O que faz um casal se separar? Por mais curioso que possa parecer, e como já apontamos antes, o amor nunca é suficiente.

Existem muitos “poucos” que tornam um “muito”, e vários ingredientes capazes de tornar esse amor doce ou azedo. Tudo isso mesmo com carinho presente.

No início da década de 1980, foi criado um modelo que ainda está presente no campo da psicologia relacional. A seguir, falamos sobre o “modelo de investimento“.

De acordo com esta abordagem, um relacionamento durará se esses 3 pontos convergirem:

  • O casal construirá um compromisso estável se forem contempladas cada uma das dimensões básicas que constituem um relacionamento, a saber:
    • Intimidade,
    • Compreensão,
    • Boa comunicação,
    • Respeito,
    • Diversão,
    • Segurança,
    • Sexualidade…
  • Os membros do casal se sentem realizados nesse relacionamento. Nenhum deles está frustrado ou limitado pelo tratamento do outro. Em outras palavras, há respeito e “enriquecimento emocional” mútuo.
  • Da mesma forma, é necessário perceber que não há jogos de poder, que há um equilíbrio no qual ambos investem tempo, emoções e recursos de forma eficiente.

Você pode estar interessado: Quando é necessário fazer terapia familiar?

Se o vínculo está se rompendo, lute para fazer a relação funcionar

Sabemos que existem muitos livros de autoajuda e crescimento pessoal que sugerem isso quando algo falha.

Quando algo não se encaixa no relacionamento, é melhor “deixar ir sem anestesia”. No entanto, não é necessário ir a esses extremos.

Todos nós sabemos bem que, quando você ama, não é fácil abandonar aquela pessoa importante, mesmo quando estamos cientes de que as coisas não estão indo como deveriam.

Quando um casal está se separando, isso pode ocorrer devido a vários fatores. Não estamos falando sobre eventos específicos como traição, ofensas, maus-tratos ou desprezo. Estamos simplesmente falando daquele relacionamento que está esfriando, sem realmente saber por quê.

  • Cada relacionamento, cada vínculo onde o amor ainda está presente, merece ser cuidado como um tesouro precioso.
    • Quem luta para mantê-lo à tona,
    • Quem faz o impossível para criar pontes,
    • Quem faz o que pode para atiçar o fogo apagado ou fazer uma renúncia ocasional para que o relacionamento seja fortalecido,
    • Se sentirá muito melhor se tudo mais falhar.
  • Pode ser contraditório, mas não há pior arrependimento do que abandonar um amor pensando que poderíamos ter feito algo mais por aquele relacionamento.

Devemos ter plena consciência de que atingimos o limite e de que cada tijolo colocado foi derrubado uma e outra vez. Em última análise, tudo isso nos permitirá enfrentar o luto com mais equilíbrio, com mais resignação.

Os limites que você nunca deve ultrapassar

Homem após o fim de uma relação

Cuidado: há limites no amor.

Em toda batalha pessoal para fazer a relação funcionar, nem tudo cabe e nem todos os recursos são válidos.

  • Nesse investimento pessoal para salvar o relacionamento, não vale oferecer tudo até perder a dignidade.
  • Não perca sua autoestima e sua identidade pessoal.
  • Nenhuma briga fará sentido quando estiver claro que o amor de um dos dois acabou.
  • Também devemos avaliar muito bem se vale a pena dar a alguém uma nova oportunidade.

Um relacionamento merece qualquer esforço, desde que tenhamos claro que essa pessoa vale a pena, que existe respeito, que existe afeto.

Devemos estar cientes de que existe aquele amor pelo qual devemos arriscar para não lamentar amanhã o que não ousamos fazer hoje.

Pode interessar a você...
Como terminar relacionamentos tóxicos?
Melhor Com SaúdeLeia em Melhor Com Saúde
Como terminar relacionamentos tóxicos?

Se você está preso nesta situação, confira alguns conselhos para terminar relacionamentos tóxicos e sair desse círculo vicioso.



  • Escobar-Mota, G., Sánchez-Aragón, R., & Lavalle, D. (2019). Adaptación y validación de la Escala del Modelo de Inversión en población mexicana. Psicología Iberoamericana, 27(1), 31-40.
  • Rojas, J. O. (2012). El vínculo de pareja: Una posibilidad afectiva para crecer. Revista Electrónica Educare, 16, 23-30.
  • Cyrulnik, B. (2020). El amor que nos cura. Editorial Gedisa.