O que é um stent e para que serve?

O stent costuma ser usado ​​para resolver patologias das artérias coronárias. No entanto, também pode servir para outros vasos ou dutos, como os ureteres.
O que é um stent e para que serve?

Última atualização: 22 Março, 2021

O stent é um dispositivo que revolucionou a medicina cardíaca, melhorando notavelmente o tratamento e a resolução de algumas patologias. Trata-se de uma das principais opções para uma obstrução da artéria coronária.

Um stent consiste em um pequeno tubo que é colocado em um vaso sanguíneo, como uma artéria ou veia. É um tubo autoexpansível, portanto, na hora de colocá-lo, o que se pretende é dilatar aquele vaso que, por algum motivo, foi obstruído ou estreitado.

O objetivo é retornar o vaso ao seu estado normal para permitir que o sangue passe corretamente. Assim, em caso de obstrução das artérias coronárias, que são aquelas que irrigam o coração, a colocação de um stent permite manter a irrigação de que o coração precisa para bater.

Os stents foram usados ​​pela primeira vez na década de 1970. Até hoje, pesquisas ainda estão sendo feitas para melhorar sua eficácia e reduzir suas complicações. Neste artigo, explicamos tudo que você precisa saber sobre eles.

O que é um stent?

Como já mencionamos, um stent é um pequeno tubo colocado em um vaso sanguíneo que se encontra bloqueado ou estreitado. Uma vez no lugar, este dispositivo se expande, dilatando aquela artéria ou veia e permitindo que o fluxo sanguíneo flua normalmente.

Artérias obstruídas

O stent é colocado por meio de um procedimento cirúrgico denominado angioplastia. Trata-se de um procedimento que se faz por cateterismo, ou seja, introduz-se um tubo estreito e alargado chamado cateter, que carrega o stent na sua extremidade.

O cateter costuma ser inserido através da artéria femoral. Dessa forma, é inserido na altura da coxa e, conduzindo o cateter através dos vasos, atinge a área onde é preciso colocar o stent. Seu uso mais comum é nas artérias coronárias.

No entanto, um stent pode ser usado em muitas outras patologias além da doença coronariana. Pode ser usado para dilatar outros dutos, como os ureteres. Também é útil em patologias como os aneurismas ou no estreitamento de outras artérias, como a renal.

Que tipos de stents existem?

Com o passar dos anos, os avanços neste campo foram notáveis. O primeiro stent que foi usado, e que hoje é chamado de stent convencional, era feito de metal. Normalmente, se utilizava aço inoxidável ou cromo na sua fabricação.

O stent convencional é bastante eficaz, além de ser o mais barato de todos os tipos. O problema com esse tipo de stent é que o vaso onde ele foi colocado pode ficar obstruído novamente.

Dessa forma, surgiram os stents farmacoativos, que consistem na colocação, sobre o próprio material do stent, de um medicamento que impede que o vaso volte a ser obstruído. É mais caro do que o anterior, mas reduz a necessidade de tomar medicamentos após a intervenção.

Finalmente, encontramos os stents bioabsorvíveis. São como os farmacoativos, com a melhoria de que o material com o qual são fabricados pode ser reabsorvido. Ou seja, nosso organismo é capaz de degradá-lo e fazê-lo desaparecer.

Stent nas artérias

O que deve ser considerado?

É importante saber que, embora o stent constitua um grande avanço na cardiologia, também tem seus riscos e complicações. Geralmente ele é colocado para resolver a obstrução das artérias coronárias, que está intimamente relacionada à aterosclerose.

A aterosclerose é uma doença em que o acúmulo de gordura se deposita no interior das artérias. Os estudos associam essa patologia aos altos níveis de colesterol, hipertensão e tabagismo.

Por isso, é fundamental que saibamos que o stent não cura a doença. É uma solução pontual para reduzir uma obstrução específica. No entanto, o que devemos fazer é prevenir novas obstruções em outros vasos sanguíneos.

Além disso, após a intervenção, geralmente é recomendado um tratamento médico que impede a ocorrência de trombos ou coágulos na região onde o stent foi colocado. De qualquer forma, é o médico que deve escolher o tratamento mais eficaz para cada caso.

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