Síncope vasovagal: sintomas, causas e tratamento

20 Julho, 2020
Na maioria dos casos, a síncope vasovagal é um mal-estar passageiro, sem nenhuma consequência. Apenas raramente está associada a transtornos mais graves. A recuperação é quase sempre espontânea, rápida e não requer tratamento posterior.

A síncope vasovagal é um mal-estar que se manifesta como perda da consciência por um curto período de tempo. A maioria dos adultos já teve um desses episódios, ou pelo menos os sintomas prévios ao mesmo, chamados de pré-síncope.

A maioria dos casos de síncope vasovagal é benigna. Apenas uma pequena proporção corresponde a manifestações de algum transtorno grave. Estima-se que apenas 3% desse tipo de síncope levem a uma consulta médica e apenas 1% exijam hospitalização.

Com frequência, após a síncope vasovagal, não há consequências, exceto os efeitos da queda. No entanto, algumas pessoas apresentam esses tipos de episódios repetidamente, sem que uma doença os explique. Nesses casos, a qualidade de vida é afetada consideravelmente.

O que é a síncope vasovagal?

Mulher com tontura

A síncope vasovagal é o que normalmente conhecemos como desmaio. É definida como uma perda de consciência breve, repentina e abrupta. Isso implica uma incapacidade de ficar em pé e perda do tônus ​​postural. A recuperação ocorre de forma espontânea.

O mecanismo da síncope vasovagal é ativado quando o nervo vago é estimulado por algum fator desencadeante. Isso leva a uma redução da frequência cardíaca e à dilatação dos vasos sanguíneos por ação do sistema parassimpático. Nessas condições, menos sangue chega ao cérebro e ocorre a síncope, ou o desmaio.

As síncopes foram classificadas de acordo com a sua duração. Desse ponto de vista, existem três tipos:

  • Leve ou pré-síncope, quando não há perda de consciência no sentido estrito, pois o que a pessoa sente é uma forte tontura.
  • Moderado, um desmaio que dura alguns segundos.
  • Grave, dura entre 10 e 15 segundos e pode levar a uma crise convulsiva.

Sintomas

A síncope vasovagal corresponde a 75% de todos os casos de síncope. Na maioria das vezes, ocorrem em pacientes saudáveis. Quase todos têm pressão arterial normal, embora um pequeno grupo tenha uma condição chamada hipotensão ortostática.

Os sintomas que geralmente precedem esse tipo de síncope são, entre outros:

  • Bocejos.
  • Fraqueza.
  • Calor.
  • Ansiedade e hiperventilação.
  • Tontura.
  • Vertigem.
  • Náuseas.
  • Palidez.
  • Palpitações.
  • Diminuição do campo de visão.
  • Zumbido ou sensação de estar com os ouvidos entupidos.
  • Dificuldade para respirar e sensação iminente de desmaio.

Esses sintomas prévios nem sempre aparecem, pois às vezes a perda de consciência é repentina. Durante o desmaio, são comuns sintomas como pele pálida e fria, transpiração intensa e pupilas dilatadas. Após um momento de confusão mental e desorientação, a consciência é gradualmente recobrada. Em alguns casos, há incontinência fecal ou urinária durante o desmaio.

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Causas da síncope vasovagal

Posições contra o desmaio

A ciência ainda não decifrou completamente as causas da síncope vasovagal. Durante o episódio, sabe-se que o sangue se concentra nas pernas, levando à diminuição da pressão arterial e aos desmaios por causa da falta de fluxo sanguíneo para o cérebro.

Os fatores que influenciam para que o episódio aconteça são, entre outros:

  • Ficar muito tempo em pé.
  • Exposição prolongada a uma fonte de calor.
  • Fazer uma coleta de sangue ou ver sangue.
  • Realizar um grande esforço.
  • Fome.
  • Falta de ar.
  • Mudança de altitude.
  • Aromas intensos.

Também é muito comum que a síncope ocorra por mudanças repentinas de posição ou estresse emocional. Em alguns casos, o fator desencadeante é o consumo de álcool, falta de sal na dieta ou alergia a alguns medicamentos.

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Tratamentos disponíveis

Quando a síncope vasovagal ocorre isoladamente, geralmente não recebe outro tratamento além da recuperação imediata após o desmaio. O mais adequado é colocar a pessoa na cama e levantar suas pernas, para que a circulação volte a fluir normalmente.

Nos casos de síncopes recorrentes, o ideal é consultar um médico, que provavelmente vai fazer um teste de esforço e/ou um teste de inclinação. A partir disso, o profissional pode recomendar um tratamento farmacológico ou sugerir mudanças no estilo de vida para evitar novos episódios.

Em alguns casos, é necessário usar meias de compressão para diminuir o acúmulo de sangue nas pernas.

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