Os efeitos da violência doméstica a longo prazo

· 29 de dezembro de 2017
A violência doméstica é um flagelo que pode durar muito tempo depois de tê-la sofrido, por isso devemos usar todos os meios para ajudar as pessoas afetadas a superar o transe

A violência contra as mulheres é um problema sociocultural presente nas comunidades mais diversas.

Em praticamente todas as sociedades primitivas o papel das mulheres é semelhante. Ou seja, um ser submisso, inferior ao homem, sem qualquer direito.

No século XXI, ainda existem barreiras sociais que impedem a promoção das mulheres no trabalho e nas atividades profissionais. Estes são principalmente devidos a atitudes patriarcais impostas no ambiente familiar.

Nessas áreas é possível ver situações em que é proibido praticar uma profissão e ver a mulher sofrer punições físicas e emocionais que permanecerão com ela por um longo tempo, e até mesmo pela vida toda.

Quais são os efeitos da violência doméstica a longo prazo?

Baixa autoestima pode ser o resultado da violência doméstica

Mulher que não pode falar sobre a violência doméstica que sofreu

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a violência doméstica não é apenas violência física. Também pode incluir:

Basicamente, aquele que cometeu a violência precisa manter o controle sobre suas vítimas.

Reduzir a autoestima faz com que a vítima permaneça no relacionamento abusivo por mais tempo. Ao deixar o relacionamento, as mulheres têm que continuar lidando com esse distúrbio por muitos anos e poucas são as que o superam.

Amigos e familiares devem lembrá-las de que têm a capacidade de sair desta situação em busca de uma vida normal. Não importa quão vulnerável possa parecer, a vítima merece ser tratada com respeito, para que ela perceba o valor que ela tem.

Hostilidade e atitudes negativas

Esta é outra consequência da violência doméstica. Ela se manifesta como uma tendência a desconfiar de situações e pessoas.

Pouco a pouco se desenvolve uma atitude onde se considera que tudo na sociedade em que vivemos é ruim e negativo.

As mulheres que experimentaram esse tipo de violência sentem que devem defender-se e recear-se de tudo e de todos. Elas podem se tornar uma pessoa de caráter frio e irritável.

Em alguns casos, as vítimas de violência doméstica podem se comportar de forma violenta.

A hostilidade, de acordo com estudos científicos e médicos, faz com que as artérias coronárias tenham tendência a se fechar e diminuir o fluxo sanguíneo, o que aumenta a possibilidade de sofrer de doença cardíaca.

Outra consequência relacionada a isso, é que as vítimas se isolam socialmente e desenvolvem sérios problemas com seus novos parceiros.

A depressão

Constitui uma das consequências mais importantes que se mantém na mulher depois de ser vítima de violência doméstica.

Esta condição está associada a:

  • Dores crônicas
  • Infartos cardíacos
  • Envelhecimento prematuro
  • Problemas de cicatrização
  • Diminuição da função imunológica
  • Doença de Alzheimer

O problema é que a maioria dos sintomas de depressão são ignorados por pessoas próximas daquele que já foi vítima.

Geralmente, pensa-se que ele não deve mais ser afetado pelo que sofreu no passado, e passam a ser atribuídos a outros fatores que desencadeiam o estresse diário em que vive.

Terrorismo sexual

Mulher sofrendo violência doméstica

A violência doméstica, especificamente a violência sexual, pode levar à:

  • Delimitação confusa das próprias barreiras e dos próprios limites
  • Estigmatização
  • Vergonha
  • Traição
  • Dissociação
  • Repetição

As mulheres ficam com um conceito distorcido de realidade e se consideram sujas, feias e desagradáveis. Com isso surge negligência e o autoabandono.

É comum que as mulheres se vejam impuras e olhem para si mesma e seu corpo com vergonha.

À medida que o crescimento pessoal é diminuído, a compulsão para repetir a experiência traumática pode ocorrer de maneiras diferentes, muitas vezes sutis.

Ao longo de suas vidas, podem associar o sexo com algum elemento vivido durante a violência sexual e doméstica em geral.

Uma possibilidade de ajuda seria um tratamento psicológico. Isso oferece a você a possibilidade de superar essa experiência.

Estes tipos de efeitos podem trazer consequências por meio de distúrbios e transtornos nas relações cotidianas.

Quando os sintomas se tornam frequentes e permanentes, começam a se expressar patologicamente, como depressão e até tentativas de suicídio.

Leia também: Os maus-tratos sutis que você não deve permitir em sua vida

Incapacidade física permanente

Esta deficiência deve ser tomada como uma atitude baseada tanto no diagnóstico médico como no funcional.

Esta parte afeta mais às mulheres vítimas de violência doméstica que sofreram abuso físico direto, como espancamentos, fraturas ou queimaduras de cigarros, entre outros.

Ao apresentar qualquer situação clínica, os problemas de saúde física vão aumentando.

Entre outras consequências que a violência gera são:

  • Doenças sexualmente transmissíveis (como HIV)
  • Colite
  • Dor pélvica
  • Dores de cabeça
  • Problemas ao caminhar e fazer atividades diárias
  • Problemas ginecológicos
  • Fibromialgia
  • Síndrome do intestino irritável

A violência doméstica não pode continuar sendo uma realidade

Infelizmente, a violência doméstica contra as mulheres ainda é muito comum em muitos países. Compreender seu impacto pode ajudar a prevenir e tratar suas consequências.

Se você vive essa situação ou conhece alguém que está padecendo maus tratos, é importante que procure ajuda. O maior erro que podemos fazer é acreditar que a vítima é culpada e que, uma vez que ela sai desse ciclo tudo termina.