Lembre-se de que você não pode fazer todo mundo feliz

· 9 de fevereiro de 2016
É impossível agradar a todos. Por isso, devemos priorizar, primeiro, a nós mesmos, as pessoas que se importam conosco e as pessoas que amamos. Elas são o nosso verdadeiro objetivo.

Ao longo dos anos, aprendemos sobre o nobre valor de fazer feliz a qualquer pessoa que faça parte do nosso círculo pessoal e social. Entretanto, em algumas ocasiões, nem todos os valores que fomos ensinados são lógicos ou podem ser cumpridos.

Não é possível fazer todo mundo feliz, não é possível agradar a todos, e aliás, isso também não é conveniente.

É possível que essa frase tenha sido uma surpresa para você. Mas é preciso saber que para manter o nosso equilíbrio pessoal nunca será adequado oferecer felicidade a quem, por exemplo, não a merece. Basta demonstrar respeito.

Em nossas vidas precisamos aprender a estabelecer prioridades, e ninguém é egoísta por oferecer a si mesmo o valor que merece para cuidar do seu bem-estar, da sua própria felicidade. Somente quando cada um está bem consigo mesmo é capaz de dar o melhor aos demais.

Quando fazer todo mundo feliz acaba nos destruindo

fazer feliz

Fazer uma pessoa feliz nem sempre é fácil. Tentar conseguir fazer isso com todo mundo é quase impossível. Por que é assim? O que faz com que seja tão complicado dar o melhor a todos aqueles que nos rodeiam?

Nem todas as pessoas se encaixam com os seus próprios valores. É possível, por exemplo, que você tenha um familiar com quem nunca se deu bem, alguém que não respeita a sua forma de ver o mundo e que sempre criticou cada uma das suas escolhas.

  • Não é simples fazer feliz alguém que não nos respeita, alguém que, longe de praticar a reciprocidade e o entendimento, só traz decepções e críticas.
  • Não vale a pena dar o melhor de nós mesmos a quem não é capaz de reconhecer isso. Correremos o risco de ver atacada a nossa autoestima, e isso é um risco muito alto.
  • A felicidade não é algo que se ofereça como quem dá ou recebe um presente. Dar felicidade é, às vezes, renunciar a algumas coisas, investir seu tempo pessoal nos outros, cuidar de suas palavras, perdoar e se preocupar.
  • Tudo isso implica uma grande energia emocional. Se cada esforço dedicado não for reconhecido ou, pior ainda, for rejeitado, então esse investimento não vale a pena.

É possível que muitas dessas situações sejam conhecidas para você. Se você for uma dessas pessoas que durante uma boa parte da sua vida deu o melhor de si para os demais, desejando fazer felizes a todos que o rodeavam, certamente o seu coração esconde mais de uma cicatriz.

Os atos mais destrutivos são aqueles nos quais são atacadas nossas boas intenções, nossa essência como pessoa e nossa autoestima. Não se esqueça disso.

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Faça feliz a quem lhe oferece felicidade a troco de nada

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Precisamos ter claro que, por mais que queiramos, não podemos chegar a tudo e nem a todas as pessoas. Há quem, por exemplo, sinta a necessidade de ter que se dar bem com todo mundo, de agradar, de sempre dar uma palavra de admiração a todos aqueles que o rodeiam.

Manter esse tipo de comportamento acaba gerando muita ansiedade e frustração. Por isso, como tudo na vida, é necessário priorizar. Nosso dia a dia já é complicado o bastante para atender aspectos que, a longo prazo, não valem a pena.

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  • Quem não te leva em conta não vale a pena.
  • Quem não acrescenta nada, seja pessoal ou emocionalmente, não vale a pena.
  • Quem faz com que você se afaste de si mesmo não vale a pena. Aquela pessoa que rouba o seu tempo, o qual deveria ser dedicado ao que você realmente ama, ao que te define.
  • Não vale a pena ser condescendente, dizer “sim” quando queremos dizer “não”. Procure ser sincero com cada um dos seus pensamentos e emoções fazendo uso todos os dias da assertividade, da valentia de quem não tem medo de que a sua voz seja escutada.

Assim, aplique em seu dia a dia a simples lei de investir em quem realmente merece o seu investimento, começando sempre por você mesmo.

  • Cultive a satisfação pessoal. Faça o que faz você se sentir bem e o que realmente te traz autêntico crescimento pessoal.
  • Pratique a “economia relacional”. O que isso significa? Invista tempo, amor e esforços em quem você quiser, em quem merecer e for realmente significativo em sua vida.
  • Não tenha ressentimentos por não se dar bem com todo mundo, por não fazer sempre o que os outros esperam de você.
  • O mundo não foi feito para que todos sejamos cópias uns dos outros. Nossa riqueza está justamente no fato de termos opiniões, comportamentos e pontos de vista diferentes.

Ser diferente e ter voz própria é ser autêntico, e enquanto respeitarmos uns aos outros, seremos capazes de construir um mundo melhor.

Assim, todos teremos o direito de ser felizes, sem ter que contentar a todos que nos rodeiem. Basta respeitar a todos e saber conviver.

  • Jackson-Dwyer, D. (2013). Interpersonal relationships. Interpersonal Relationships. https://doi.org/10.4324/9780203797853