Fratura por estresse: onde ocorrem principalmente

24 de junho de 2019
A fratura por estresse ocorre principalmente no pé. Não é fácil diagnosticar, pois é uma pequena rachadura que não aparece nas radiografias comuns. Se não for tratada dá origem a dor intensa e crônica.

Em primeiro lugar, fala-se de fratura por estresse quando há uma pequena ruptura em um osso provocada por uma causa não relacionada a uma batida forte. Por exemplo, neste caso, a causa mais comum é a realização de movimentos repetitivos, ou o rápido aumento na quantidade ou intensidade de uma atividade.

Além disso, esses tipos de fraturas não são fáceis de diagnosticar. Requerem um especialista e exames complementares para não confundi-las com outras patologias. Ademais, isso se deve ao fato de que é comum que radiografias simples não detectem a fratura.

Por outro lado, os atletas são os que estão mais expostos ao risco de desenvolver uma fratura por estresse. Assim então, 2% das lesões esportivas correspondem a esse tipo de fratura. Finalmente, se não for tratada, dá origem a dores severas e contínuas. Há também o risco de a fratura se deslocar.

O que é uma fratura por estresse?

Fratura por estresse na clavícula

Há uma fratura quando não há continuidade no tecido ósseo. Na maioria das vezes isso acontece devido a um golpe ou trauma. Por exemplo, no caso de fratura por estresse, a causa do problema é fraqueza ou fadiga. Há fraqueza quando há deficiências ósseas. E há fadiga quando há um abuso contínuo de atividade muscular.

Em primeiro lugar, a fratura por estresse é um tipo de rachadura no osso. Esta se forma devido a microtraumautismos repetidos, ou uma sobrecarga. Manifesta-se principalmente através de uma forte dor que aparece ao fazer atividades físicas, e desaparece quando se para de realizá-las.

Os ossos são compostos de colágeno. Este composto facilita um processo de remodelação óssea, quando submetido a uma agressão. Deste modo, o tecido danificado é reabsorvido e depois reformado.

Por outro lado, se as agressões forem contínuas, ou muito repentinas devido à sobrecarga, o dano excede à capacidade do corpo de repor o colágeno. É o que acontece em uma fratura por estresse devido à sobrecarga, movimentos repetitivos, ou problemas como a osteoporose.

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Tipos de fraturas por estresse

As fraturas por estresse podem ser categorizadas em dois grandes grupos: de baixo risco e de alto risco. Essa classificação deve-se a fatores como a área afetada, o potencial de complicações, o tempo de cicatrização, a presença de pseudoartrose, e a maneira pela qual se solda a fratura.

As características de cada grupo são:

  • Fraturas de baixo risco. São aquelas que são tratadas simplesmente com a eliminação da atividade que gera a lesão. Correspondem a fraturas nas extremidades superiores, costela, pelve, fêmur, tíbia, vértebras lombares, fíbula e calcâneo.
  • Fraturas de alto risco. Este tipo de fratura por estresse tem um potencial considerável para complicações. Corresponde a lesões no colo do fêmur, no maléolo tibial, no escafoide tarsal, no tálus, e na base do metatarsiano.

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Localizações principais

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Sem dúvida alguma, a fratura por estresse pode afetar um grande número de ossos do corpo, que por uma razão ou outra estão sujeitos a cargas repetidas. No entanto, o pé é um dos pontos com maior risco de ser acometido por esse tipo de lesão. As fraturas mais comuns no pé são as seguintes:

  • Fratura do segundo metatarsiano. É a fratura por estresse mais frequente. O segundo metatarsiano corresponde ao maior dedo que, portanto, é o que mais suporta a carga durante atividades como o atletismo.
  • Fratura do quinto metatarsiano. É típico de todas as atividades que exigem deslocamentos laterais e saltos.
  • Fratura de calcâneo. Típica de atividades em que o primeiro apoio é feito com o calcanhar.
  • Fratura do tálus. Não é comum, e não é específico de nenhuma atividade ou esporte específico. No entanto, gera grandes desconfortos.
  • Fratura no maléolo interno do tornozelo. É típico de atividades que envolvem saltos e/ou corridas de longa distância.

Da mesma forma, é relativamente comum que esse tipo de fratura ocorra em outras áreas do corpo. Em particular, na fíbula, na pelve, no colo do fêmur, no sesamóideo do pé, e na epífise da fíbula.

Finalmente, do ponto de vista de cada prática esportiva há fraturas por estresse mais típicas de cada disciplina. A do metatarso é mais comum entre maratonistas, jogadores de futebol, dançarinos e jogadores de vôlei. No handebol a fratura da primeira costela é mais frequente, e no golfe, a das costelas inferiores.

 

  • Torrengo, F., Paús, V., & Cédola, J. (2010). Fracturas por estrés en deportistas. Rev la Asoc argentina Traumatol del Deport, 18-23.