Existem coisas que por algum motivo acontecem e outras que não

13 de janeiro de 2019
Quando as coisas acontecem nem sempre são resultado do acaso ou do destino, muitas vezes acontecem porque nós nos esforçamos, trabalhamos para obtê-las ou porque era o momento certo.

Há coisas que, de fato, acontecem por uma razão. Porque temos trabalhado, porque demos todo o nosso ser para chegar a conquistá-las; algo que há muito tempo temos aguardado e o destino finalmente nos deu o que nós sonhamos.

Agora, no outro lado da moeda, existem as outras coisas que não acontecem porque não era o tempo, porque a situação não foi favorável ou porque a sorte ou má sorte, assim o quis.

É curioso ver como a vida está sempre suspensa neste esse equilíbrio estranho onde tudo se encaixa, por vezes, e às vezes tudo parece estar de cabeça para baixo.

Esperamos tantas coisas em nosso dia a dia que, às vezes, temos a sensação de que nada avança, nada chega, e que o destino se esqueceu de nós. Agora, é necessário ver as coisas de uma abordagem ou perspectiva diferente.

Somos responsáveis por nossa existência; se quisermos algo, temos que sair à sua procura. O destino e a sorte podem se juntar a nós muito ocasionalmente, mas somos nós mesmos que com nossa atitude e vontade nos levantamos como autênticos artesãos de nossas trilhas vitais.

Convidamos você a pensar sobre isso.

Coisas que acontecem “por algum motivo”

Estamos certos de que você alguma vez já esteve nesta mesma situação: um companheiro de trabalho, um vizinho ou um amigo diz: “que sorte que você tem em sua vida e que bom que as coisas estão indo bem”.

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Nós calmamente respondemos que mais do que “sorte” são os “esforços diários e a vontade”. Porque nem todas as coisas acontecem sem que saibamos, por que na maioria das vezes nós mesmos as promovemos com a nossa dedicação.Nuvens passando pelo céu

A boa e a má sorte

Existe boa e má sorte? Como tudo na natureza, há uma pequena porcentagem de contingente aleatório ou incontrolável que sempre escapa à nossa vontade.

Não podemos evitar certas doenças, acidentes, muito menos ter o “controle” sobre as reações ou os desejos das pessoas que estão ao nosso redor.

  • A boa sorte e o azar existem, mas em uma pequena probabilidade e que temos que aceitar e assumir. No entanto, o resto do que acontece ao nosso redor tem uma fonte que podemos controlar.
  • Agora, o que acontece muitas vezes é que não estamos plenamente conscientes da “nossa capacidade de controlar e escolher”.
  • Os psicólogos falam do “locus do controle interno ou externo”. Pessoas com um locus de controle externo são as que atribuem tudo o que acontece ao acaso ou à vontade dos outros.
  • Eles têm esse tipo de desamparo em que, se algo der errado é atribuído a fatores externos, nunca a essa falta de investimento pessoal.
  • Não é adequado; as pessoas devem aprender a desenvolver um controle interno onde nos vemos como responsáveis por nossas próprias vidas.

Só então poderemos aprender com os erros e compreender que muitas coisas boas nos acontecem porque merecemos.Mulher passando entre flores

Coisas que não acontecem “por algum motivo”

Quero ser feliz e não consigo. Há talvez uma força negativa e invisível que me impede de conseguir? Afinal, a infelicidade sempre tem fontes muito concretas que você precisa saber identificar.

Se há coisas que não acontecem é por algum motivo. Talvez seja porque existe algum desses fatores que devemos saber enfrentar e gerenciar a nosso favor.

O medo

O medo é a raiz principal da infelicidade e que desativa qualquer hipótese de “acontecer algo” novo, algo bom e enriquecedor.

O medo nos corta as asas e impede-nos de reagir; também não podemos nos esquecer que quem tem medo de algo delega a outros. É então que começamos a desenvolver o lócus de controle externo de que falamos no início.

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Indecisão

Todos nós experimentamos algum ponto de indecisão. Essa atitude apagada e temerosa na qual deixamos de agir e de “promover” as mudanças ao nosso redor.

A vida torna-se gradualmente em um filme que passa em nossa janela, no qual nós nunca somos o protagonista.

Se chegamos a esse ponto de nosso ciclo vital onde temos a sensação de que nada acontece, nada muda e nada ocorre, talvez seja a hora de sair e fazer as “coisas acontecerem”.

O perigo de esperar muito tempoBorboletas passando pela mulher

Quando esperamos demais, as esperanças e os sonhos são perdidos. Os trens passam e nós perdemos todos eles.

Felicidade não é algo que alguém espera como quem espera o amanhecer, a felicidade se cria e se sente e, para isso, devemos começar a dar-lhe a forma desde o nosso próprio interior. Precisamos parar de esperar.

Derruba os medos, desative as incertezas, afaste-se de quem quer você  “quieto”, maleável e solícito. O bem-estar precisa de movimento e ir além das nossas rotinas e das nossas zonas de conforto. Atreva-se a conseguir que seus sonhos “aconteçam”.