Mitos e verdades sobre doar sangue

22 de maio de 2018
Muitas pessoas não têm coragem de doar sangue devido ao grande número de mitos em torno dessa prática que pode salvar vidas. Queremos esclarecê-los neste artigo.

Sabemos que doar sangue pode salvar vidas. No entanto, alguns dos riscos envolvidos nas transfusões não são conhecidos, como a possibilidade de contrair uma infecção. É impossível garantir 100% de segurança nesta prática.

Neste artigo, compartilharemos os mitos e verdades mais desconhecidos sobre doar sangue. Desta forma, cada pessoa pode ter as informações necessárias para tomar uma decisão consciente.

Como é feita uma doação de sangue?

Doação de sangue

Primeiro, o doador deve preencher um questionário no qual responderá a perguntas sobre seu perfil e sua saúde. Você também deve assinar um formulário de consentimento.

Um médico será responsável por determinar se você pode fazer a doação e se você tem anemia. Nesta primeira parte, confirma-se que a doação é adequada tanto para o doador quanto para o receptor. 

O sangue extraído, que corresponde a 450 ml, é processado nas 24 horas seguintes, sendo dividido em glóbulos vermelhos, plasma e plaquetas. Durante este processo, os testes apropriados também são realizados para descartar a presença de agentes infecciosos no sangue.

Por sua vez, o doador deve beber e comer alguma coisa para se recuperar rapidamente após a doação. No entanto, nosso corpo demora um tempo para se recuperar:

  • O plasma: 24 horas
  • Glóbulos vermelhos: 3 a 5 semanas.
  • O ferro: 8 semanas.

Mitos e verdades sobre doar sangue

1. Há pessoas que não devem doar sangue. Verdade.

Nem todo mundo pode ser doador de sangue. Existem alguns critérios que não permitem que algumas pessoas sejam doadoras, como idade, peso ou algumas condições de saúde.

Aqui destacamos quem não deve doar sangue:

  • Pessoas com menos de 18 anos ou mais de 65.
  • Pessoas com peso inferior a 50 quilos.
  • Aqueles que doaram sangue nos últimos 4 meses.
  • Pacientes com diabetes insulino-dependentes.
  • Aqueles que sofrem de doenças infecciosas, como AIDS, hepatite B ou C ou doença de Chagas.
  • Doenças crônicas do rim, pulmão ou coração, assim como com hipertensão arterial.
  • Pessoas em tratamento para epilepsia.
  • Pessoas que usam drogas.

2. O doador pode contrair doenças. Mito

Coleta de sangue

O processo de extração de sangue é realizado com material estéril e de uso único. Nesse sentido, não há risco de infecção para a pessoa que doa sangue.

No entanto, algumas pessoas podem experimentar as seguintes condições moderadas:

  • Hematomas: o hematoma é uma das reações adversas mais frequentes após a doação de sangue. É a consequência da ruptura dos vasos sanguíneos e está associada a uma perfuração malfeita ou falta de pressão no local da punção a posteriori.
  • Síncope vasovagal: com este termo médico nos referimos ao desmaio que acontece quando menos sangue atinge o cérebro. Isso acontece porque a frequência cardíaca desacelera e os vasos sanguíneos se dilatam.

Para evitar desmaiar, não devemos doar sangue em jejum. Além disso, ao final da extração, levantaremos devagar e começaremos a beber algum líquido e comer imediatamente.

3. A transfusão é 100% segura para o receptor. Mito.

O risco de transmissão de alguma doença para o paciente que está recebendo a doação é baixo, mas existe. As causas para isso acontecer são as seguintes:

  • O período inicial em que a infecção ainda não deu resultados na análise, já que os anticorpos não foram criados.
  • Quando o doador é portador crônico de uma infecção transmissível mas não apresenta sintomas, e os resultados aparecem como negativos.
  • Infecções devido a novas cepas ou mutações das existentes. É impossível realizar testes para todos os agentes infecciosos.
  • Erros de laboratório.

4. Nós temos a liberdade de decidir. Verdade.

Pessoas doando sangue

Todos nós temos (ou deveríamos ter) a liberdade de decidir se desejamos doar sangue ou se queremos receber uma transfusão. Há muitas pessoas que, por diferentes razões (de saúde ou ideológicas) escolhem uma opção ou outra.

É importante considerar a possibilidade de doar ou receber sangue no ambiente familiar. Se o nosso grupo sanguíneo nos permite, esta opção reduz os riscos de infecção para o receptor, uma vez que temos a vantagem de que o perfil de saúde do doador é muito mais conhecido.

Além disso, essa alternativa poderia ser aceita, em última instância, para algumas pessoas que rejeitam essa opção devido às suas crenças.

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