Como lidar com uma pessoa que mente?

20 de dezembro de 2017
Ao confrontar uma pessoa que mente não apenas estamos fazendo um favor a ela, mas também a nós mesmos, já que mostramos nossos princípios

Lidar com uma pessoa que mente nunca é fácil. Nunca se sabe quando dar crédito às suas palavras e quando não. Também não é possível confiar na pessoa em nenhum aspecto.

O problema é que as vezes não há alternativa. Por razões de força maior, o contato com essa pessoa é inevitável.

As mentiras são como uma fraude emocional. Geram grande incômodo, pois a vítima das mentiras se sente decepcionada. Além de manipulada. Isso é um péssimo precedente para sustentar um vínculo com alguém.

Alguns mentem para fingir. Outros porque sentem vergonha ou temem mostrar-se como são. Também há os que dizem mentiras para se aproveitarem do engano.

As razões podem ser muitas, mas nenhuma delas é válida. Lidar com uma pessoa que mente é difícil, mas existem algumas formas de fazer isso. Veja a seguir.

Evidências, uma forma de lidar com uma pessoa que mente

Mulher mentirosa se escondendo atrás de outra

Uma vez que se detecta que alguém mente regularmente, há vários caminhos. Um deles é afastar-se dessa pessoa. No entanto, nem sempre é uma escolha possível. Se é um companheiro de trabalho, nosso parceiro ou um chefe, muitas vezes não há opção.

Em todo caso, é importante se decidir a confrontar um mentiroso.

A melhor maneira de lidar com uma pessoa que mente é confrontando-a. Para isso é necessário reunir evidências. Embora pareça um pouco exagerado, é bom anotar cada uma das mentiras que a pessoa disse. Buscar provas da falsidade e ter tudo isso em mãos. Quando tiver reunido um bom número de evidências, é hora de ir ao seguinte passo.

Expor os achados

Lidar com uma pessoa que mente exige tato. Não se pode simplesmente mostrar de forma brusca as falsidades. O resultado pode ser contraproducente.

  • O melhor nestes casos é ser prudente e compreensivo. Todo ser humano merece uma segunda oportunidade.
  • O adequado é chamar essa pessoa a uma conversa privada. Depois, em tom calmo, expor o que se tem observado. Fazê-la notar que há incongruências entre o que ela diz e a realidade.
  • Tente não julgar a pessoa, mas explicar que o objetivo é entendê-la. A situação não deve ser utilizada para atacar, mas para ter uma conversa madura.

Entender as razões

Mulher mentirosa se olhando no espelho envergonhada

É bom induzir essa pessoa a explicar suas razões. Nunca se sabe. Há mentirosos cínicos, mas também há os muito atormentados.

Pode ser uma pessoa que não aceite sua verdade porque se desvaloriza. Ou pode ser alguém que se diverte enganando os outros. Qualquer que seja o caso, é importante convidar a pessoa a justificar sua conduta.

Aquelas pessoas de bom caráter aproveitarão a ocasião para desculpar-se por mentir. No entanto, quem busca causar dano negará todas as evidências contra si mesmo. Tentará continuar mentindo.

Tentar fazer um pacto

É importante deixar claro que as mentiras minam a confiança. Isso deve ser dito diretamente à pessoa que mente. Expressar quais são as consequências que suas mentiras geram.

Dizer o que se sente ao ser enganado por alguém. Além de enfatizar que a confiança não é recuperada tão facilmente.

O que segue é tentar fazer um pacto de sinceridade daí em diante. Não se deve esperar que o pacto seja cumprido cem por cento. Um mentiroso não muda da noite para dia.

O que sim resulta importante é verificar que na verdade existe a intenção de cumprir o pacto. É preciso dar tempo ao tempo.

Entender que ninguém pode mudar ninguém

Homem com nariz de mentiroso

Ao encarar uma pessoa mentirosa se dá um grande passo. Quem mente se dará conta de que os outros notam. Entenderá que pode conseguir enganar uma vez, mas que cedo ou tarde será descoberto.

Isso fará com que a pessoa reflita e, na melhor das hipóteses, tente mudar.

Para quem confronta, a situação também é positiva. Trata-se de um ato de sinceridade, focado na busca do bem comum. Demonstrará que não está sendo enganado.

De todas as maneiras, é importante ter consciência de que ninguém pode mudar ninguém. Em muitos casos, o confronto e os bons conselhos não conseguem fazer com que o outro mude. É cada um que deve decidir como agir.

Há mentirosos patológicos que só conseguem tratar o problema com ajuda profissional, mas cada um é responsável por suas próprias ações e não pelas ações dos outros.

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