5 coisas para lembrar se você toma antidepressivos

· 3 de julho de 2017
Além dos antidepressivos, podemos tentar técnicas de relaxamento e exercícios físicos que, combinados com a medicação, nos ajudem a se sentir melhor. Devemos vê-los como atividades complementares

Existem muitos tipos de doenças que requerem atenção permanente. Nesses casos, os tratamentos são como o casamento, até que a morte os separe.

Quem está passando por uma grave situação e enfrenta a depressão como problema médico constante, deve assumir os antidepressivos como parte da vida.

A depressão não é uma doença no começo, mas pode evoluir para tal, caso não seja controlada.

Não se julga ninguém que esteja tratando uma doença física com medicamentos. Então, por que julgar alguém que faz o mesmo para uma doença mental?

O diagnóstico da depressão pode ser tão difícil como seu tratamento. Isso é o que você deve se lembrar se toma ou pensa em tomar antidepressivos.

1. Os antidepressivos não são uma cura

Acredita-se que a depressão é uma mistura com efeitos negativos de causas genéticas, ambientais e psicológicas. A mesma conduz a profundos sentimentos de tristeza, desesperança e pessimismo.

O medicamento que combate a depressão é o antidepressivo, que afeta um grande de substância químicas do cérebro que levam o nome de neurotransmissores.

Estas substâncias participam da regulação de nosso estado de humor. No entanto, não se deixe enganar.

Mesmo que estes medicamentos possam ajudar a nos sentir bem, até o ponto de salvar vidas por melhorar a forma com a qual a pessoa se sente, os antidepressivos nem sempre significam o fim dos dias ruins, nem são uma pílula da felicidade.

Simplesmente te ajudarão a esvaziar a mente e permitirão ter uma visão mais clara das coisas.

Não se esqueça de ler: Como combater a tristeza de modo natural 

2. Os efeitos secundários podem ir de inofensivos a muito nocivos 

Homem levantando para tomar seu antidepressivo

Os antidepressivos são medicamentos que tem efeitos secundários como qualquer outro.

Neste caso, pode causar aumento de peso, insônia, náuseas ou diarreia, para somente nomear alguns. Podem ser muito desagradáveis e por isso é importante que seja um médico que os receite.

Se algo assim te acontece, pode consultar um especialista e ele saberá qual o mais apropriado para você.

Os antidepressivos também podem causar dores de cabeça ou uma sensação de nervosismo. Geralmente estes sintomas desaparecem nas primeiras semanas.

No entanto, o aumento de peso ou um impulso sexual exaltado, podem ser mais difíceis de enfrentar.

Os médicos não conhecem ainda a razão destes efeitos secundários, mesmo que existem maiores chances de agravar a situação se consumirmos drogas ou álcool ao mesmo tempo. 

Se for o seu caso, seja honesto com seu médico e consigo mesmo, e avalie se prefere as drogas ou a saúde.

3. No geral, existe algo de tentativa e erro até encontrar a dose correta

Algumas pessoas notam que os antidepressivos produzem pesadelos e os acham algo normal, mesmo que não seja assim. Inclusive a noite ruim na cama é um dos efeitos secundários que todos queremos evitar.

Mulher contando para o psicologo seu problema com antidepressivos

Outros podem provocar palpitações, mas somente porque um antidepressivo cause isso, não significa que todos eles sejam assim.

Vale a pena tentar com outro, se no início não obtivermos os resultados desejados. Mesmo que soe ruim, é um jogo de azar: nunca se sabe como irá reagir ao seguinte antidepressivo.

Existem antidepressivos que não causarão nenhum efeito secundário desagradável, mas tampouco ajudarão a melhorar sua situação.

Não se deixe cair por vencido, já que existem várias opções e é muito comum avaliar várias. Lamentavelmente, também é possível que você leve anos para encontrar o medicamento e a dose perfeita.

Isso se deve ao fato de que a química do cérebro varia de pessoa para pessoa. Inclusive é possível que um mesmo indivíduo deva mudar sua dose com o passar do tempo ou em certos momentos. Por tudo isso, a comunicação honesta e constante com o médico é vital. 

4. A ioga e a meditação frente aos antidepressivos 

Sim, a ioga e a meditação são opções muito adequadas para manter a paz interior. São uma boa forma de melhorar o estilo de vida, assim que sua prática não é má ideia. Mas isso não significa que os antidepressivos e a terapia não ajudem.

O que você pode fazer, ao invés de substituir uma opção pela outra, é trabalhar com todas juntas como ferramentas complementares. Lembre-se que nunca, por nenhum motivo, deve deixar os antidepressivos para lá.

Se você decidiu não seguir tomando os remédios, deve avisar seu médico para que ele lhe dê as indicações correspondentes. Alguns destes medicamentos devem ser deixados de forma gradual, para que a química do cérebro não seja afetada de forma repentina.

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5. Não sabemos como funcionam, mas funcionam 

Mulher sob tratamento com antidepressivos

Existe uma teoria de que a depressão é causada por um desequilíbrio da serotonina, que é um neurotransmissor no cérebro.

Se este fosse o caso, os medicamentos chamados inibidores seletivos da recaptação de serotonina seriam uma solução fácil.

No entanto, está claro que a depressão é muito mais complexa que isso. A serotonina não é o único neurotransmissor implicado.

Obviamente isso não significa que os antidepressivos sejam comprimidos falsos que não tem nenhum efeito real. Pelo contrário, funcionam muito bem. Mas, devem ser tomados unicamente sob prescrição médica. 

Agora, você tem mais e melhores informações para dar o passo para tomar antidepressivos, ou para deixar de usá-los de forma correta.

Lembre-se que a única pessoa que pode receitá-los é um psiquiatra.

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