Asma

30 de novembro de 2017
A asma é uma doença crônica do sistema respiratório. Na qual, diante de certos estímulos endógenos (internos) e exógenos (ambientais), as vias aéreas menores reduzem seu diâmetro; isto é, os brônquios se estreitam, o que limita o fluxo de ar para os pulmões.

A origem da condição é bastante complexa e envolve irritação, processos inflamatórios, obstruções intermitentes e hiper-reatividade brônquica ou aumento da resposta bronco constritora das passagens respiratórias.

Há uma grande quantidade de pacientes que apresentam sintomas de forma leve e esporádica. No entanto, alguns tendem a ter complicações denominadas “crises de asma”, em que ocorrem desconfortos de maior durabilidade. Como resultado, a respiração se torna difícil.

Quem a asma afeta?

Menina com crise asmática

De acordo com os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 235 milhões de pessoas no mundo têm asma, o que corresponde a 5% da população mundial. Independentemente do grau de desenvolvimento dos países, é necessário ressaltar que 80% das mortes por asma ocorrem em países com saúde deficiente.

A asma é uma doença presente em todos os países, que afeta pessoas de todas as idades, embora se manifeste mais frequentemente durante a infância. Durante este estágio, casos de asma geralmente são associados a processos alérgicos.

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Causas da asma

A origem da asma não está exatamente determinada; no entanto é importante destacar entre fatores etiológicos (como a genética) e os desencadeantes que, embora não produzam a doença como tal, são responsáveis ​​por algumas crises em pacientes diagnosticados.

Fatores etiológicos

  • Componentes genéticos. História familiar de asma e alergias, e dificuldades respiratórias relacionadas.
  • Exposição aos pneumoalérgenos. Devido às substâncias que produzem alergias e sintomas respiratórios. Os mais importantes são:
    • Fungos microscópicos (produto da umidade).
    • Escamas, pelos e caspa de animais domésticos.
    • Tecidos (como lã).
    • Tabagismo
    • Serragem
    • Ácaros
    • Pólen

Fatores de desencadeamento

Homem com sinal de asma

Os desencadeantes, os associados ao início dos sintomas, são geralmente ambientais. Alguns destes sãos:

  • Infecções virais
  • Tabaco
  • Doença celíaca ou intolerância ao glúten.
  • Ambientes contaminados e ar de má qualidade.
  • Mudanças repentinas no clima (frio intenso, umidade ou neve).
  • Uso prolongado de alguns antibióticos e drogas.

Sintomas de asma

Os sintomas podem se manifestar de forma leve ou crônica, dependendo de cada paciente. Quase sempre dependendo da atividade do seu sistema imunológico. Embora se manifestem de acordo com o tipo de asma e nível de gravidade, em geral, a pessoa experimenta:

  • Tosse, geralmente irritante, com pouco muco, e às vezes completamente seco.
  • Dificuldade para respirar. Acontece, em geral, depois de fazer exercício ou atividades físicas de alta intensidade. Em casos graves, aparece enquanto está falando, e mesmo em repouso.
  • Chiado no peito. Estes são sons que são produzidos pela passagem do ar através de vias aéreas mais estreitas. Eles são mais facilmente detectados quando o paciente é examinado com um estetoscópio.

Outros sintomas que devem ser considerados incluem:

  • Sensação de fadiga
  • Dor e irritação da garganta.
  • Sensação de pressão no peito.
  • Respiração irregular (mais lenta ou mais rápida do que o normal).
  • Congestão nasal (muco grosso, difícil de eliminar) e espirros.
  • Dificuldade em andar ou falar porque é muito difícil respirar (sintoma de gravidade).

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Diagnóstico da asma

Homem consultando tratamento de asma

O diagnóstico desta doença começa com uma avaliação do quadro clínico, história familiar e outros antecedentes, dentre os quais esses fatores de risco são especialmente avaliados. Caso o paciente tenha sido previamente diagnosticado, as crises anteriores são avaliadas.

Muitos casos estão relacionados a condições alérgicas, assim, um caso de rinite e eczema leva a suspeitar da presença da doença no paciente. Além disso, o médico pode solicitar que alguns dos seguintes testes sejam realizados para especificar o diagnóstico:

  • Testes de alergia
  • Análises de sangue
  • Testes de função pulmonar.
  • Raio X do peito e seios paranasais.
  • Gases sanguíneos arteriais (quando o ataque de asma é grave).

Tratamento

Medicamentos para tratar asma

Infelizmente a asma é uma das doenças crônicas que não tem cura; no entanto, há tratamentos que ajudam a controlá-la. O objetivo dos tratamentos é reduzir a gravidade da condição e a recorrência dos sintomas.

Os objetivos do tratamento são:

  • Prevenir e aliviar os sintomas crônicos, como a tosse e dificuldades respiratórias.
  • Ajudar a manter o bom funcionamento dos pulmões.
  • Reduzir a necessidade de usar medicamentos de alívio rápido.
  • Evitar ataques crônicos.

O tratamento médico inclui:

  • Anti-inflamatórios: os corticosteroides são os mais utilizados (beclometasona, budesonida, fluticasona).
  • Broncodilatadores: utiliza-se agonistas beta 2 (salbutamol, terbutalina, salmeterol e formoterol), anticolinérgicos (brometo de ipratrópio) e metilxantinas.
  • Anti-histamínicos: embora não controlem a doença, são úteis para neutralizar os sintomas alérgicos.

Também é importante realizar um plano de ação que contenha as seguintes medidas:

  • Tome os medicamentos corretamente, no horário certo e seguindo as recomendações médicas.
  • Procure atendimento médico de emergência quando necessário.
  • Saiba até que grau a doença está controlada.
  • Evite os fatores ambientais.
  • Exercite-se.
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