5 coisas que você deve saber sobre as doenças autoimunes

31 de outubro de 2016
Ainda que as doenças autoimunes possam ser crônicas, não devemos nos desesperar. Há uma grande quantidade de tratamentos que podem nos ajudar a entendê-las e a melhorar nossa qualidade de vida.

As doenças autoimunes continuam sendo, em sua maioria, um mistério para a ciência. Atualmente ainda não está claro por que o sistema imune ataca as células do próprio organismo até destruí-las.

Doenças como a esclerose múltipla, a doença de Crohn ou a artrite reumatoide são duros exemplos de doenças autoimunes.

Em muitos casos, a predisposição genética pode ser determinante, ainda que também devamos levar em conta outros fatores ambientais.

As pessoas que convivem com esta realidade no dia a dia veem diminuída sua qualidade de vida de uma maneira muito dolorosa.

São doenças que podem ser crônicas e, às vezes, chegam a afetar várias partes do corpo, como é o caso do lúpus eritematoso sistêmico (LES).

A seguir, explicaremos 5 aspectos que vale a pena levar em conta sobre as doenças autoimunes.

Se for seu caso, ou se tiver alguém próximo com este problema, não hesite em conhecer novas informações e avanços médicos através dos quais obter mais bem-estar, na medida do possível.

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1. Causas das doenças autoimunes

Já dissemos que o peso da genética pode ser importante. Realmente, sabe-se que uma interação entre os fatores ambientais e alguns genes determinam o surgimento das doenças autoimunes. No entanto, não existe uma correlação de 100% entre esses fatores.

  • Ainda assim, a teoria que se sustenta no dia de hoje é de que existem certos antígenos que, ao serem absorvidos pelo intestino, podem fazer com que várias doenças se desenvolvam.
  • Esta teoria se baseia na permeabilidade intestinal. Uma anomalia nesses órgãos pode dar passagem a certos antígenos desde o intestino até o sangue.

Assim, altera-se a resposta imune a ponto de provocar o que é percebido como “tecido inimigo” por alguns de nossos órgãos, até o ponto do organismo começar a atacá-los e destruí-los pouco a pouco.

Bactérias

2. Cada vez são diagnosticadas mais doenças associadas à imunidade

O fato de cada vez mais serem diagnosticadas doenças autoimunes não significa necessariamente que existam mais casos.

Na verdade, hoje existem mecanismos melhores para identificar doenças que antes eram associadas a simples alergias ou a outros males.

  • Atualmente, as doenças autoimunes são reconhecidas como um problema de saúde importante. É necessário dar voz a esses pacientes para obter um maior apoio social.
  • A ciência dispõe agora de melhores mecanismos para entender o processo autoimune, suas causas e seus sintomas associados aos diversos grupos de doenças crônicas.
  • Hoje em dia, são muitas as crianças que já dispõem de um diagnóstico adequado para tratar sua doença autoimune o quanto antes.

3. Que tipos de doenças autoimunes existem?

Podemos dividir as doenças autoimunes em:

  • Doenças sistêmicas: Não afetam um órgão específico, mas podem atacar vários. É o casa da doença celíaca ou da esclerose lateral amiotrófica (ELA).
  • Síndromes locais: Atacam um tecido em particular. Podem ser de caráter dermatológico, hematológico ou endócrino. Entre elas, encontramos a tireoidite de Hashimoto ou a colite ulcerosa.
Doença de Crohn

4. Como é o tratamento das doenças autoimunes?

Assim como destacamos no início, a maioria das doenças autoimunes não tem cura.

Portanto, estamos diante de doenças crônicas que devemos aprender a assumir e a enfrentar com a ajuda de bons profissionais.

Para tanto, é necessário entender e aplicar o seguinte enfoque:

  • Aliviar os sintomas através de um tratamento adequado.
  • Conservar os órgãos e sua atividade. Seja o intestino, o fígado ou até a nossa pele, devemos lutar por manter nossa integridade e qualidade de vida na medida do possível.
  • Experimentar novos tratamentos e estar em dia com os avanços, descobertas e estratégias.

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5. Lembre-se de que você não está sozinho

Homem põe a mão sobre coração de rosas

Viver com lúpus ou com uma esclerose múltipla não é fácil. Nem para o paciente nem para a sua família.

  • Para nos permitirmos “sobreviver” a essas duras circunstâncias pessoais, é necessário tratar a doença a partir de diversos enfoques.
  • Além do tratamento médico, é necessário o assistencial e, também, o psicossocial. Devemos saber que não estamos sós. Em nossa comunidade existem, certamente, diversas associações nas quais encontrar apoio e, acima de tudo, compreensão.
  • Os grupos de apoio e as associações são indispensáveis nesses casos. Eles ajudarão os pacientes e seus familiares a entenderem melhor a doença.
  • Conhecer novas perspectivas, casos como o nosso e, antes de tudo, estarmos em dia com avanços e possíveis fontes de ajuda.

Para concluir, apesar das doenças autoimunes nos conduzirem a um estilo de vida diferente e mais focado no cuidado, na atenção e na luta por nossa qualidade de vida e dignidade, lembre-se de que você não está sozinho.

A ciência continua lutando a cada dia para atendê-lo e oferecer-lhe o melhor.