Plástico, um assassino silencioso

· 31 de outubro de 2016
Mesmo que você não pretenda deixar de usar elementos de plástico, pois formam parte do dia a dia, é interessante estar consciente de seus possíveis riscos para decidir corretamente

Quase tudo o que nos rodeia é fabricado com plástico. O vemos nas lojas, em casa, no escritório, até mesmo nas férias.

Há 50 anos o consumismo a nível mundial e os hábitos cotidianos mudaram a forma com a qual usamos este material. A má notícia é que o plástico está alterando o planeta devido à contaminação das águas e da terra.

A seguir contaremos por que o plástico é um assassino silencioso e o que fazer a respeito.

O plástico, melhora ou piora nossa vida?

No dia a dia, o plástico é um protagonista essencial em nossa casa.

Está presente nas embalagens e nas embalagens de alimentos, nos recipientes onde preparamos ou armazenamos os alimentos, nos objetos que utilizamos para todas as nossas atividades… em resumo, nos rodeia e aprisiona.

Podemos até pensar que as coisas de plástico usadas periodicamente melhoram nosso nível de vida, porém a médio e longo prazo são um perigo para nossa saúde e a do planeta.

Para saber a quais tipos de plástico estamos mais expostos em casa ou no trabalho, devemos observar o desenho da parte inferior das embalagens: um triângulo com um número e algumas letras no centro.

Nem todos os plásticos são prejudiciais.

Estes são os plásticos mais usados:

PET (Polietileno tereftalato)

Podemos dizer que se trata do mais frequente, já que está presente nas garrafas de plástico. Tudo aquilo que seja fabricado com este material pode ser usado uma única vez.

Do contrário, pode emitir metais pesados e substâncias químicas que interferem na ação de nossos hormônios. 

PEAD (polietileno de alta densidade)

Podemos dizer que é o “melhor” dentre os plásticos. Mas não devemos nos despreocupar totalmente, já que pode passar suas substâncias químicas para a água. 

Garrafa de plástico na praia

PEBD (polietileno de baixa densidade)

Este tipo de plástico libera substâncias químicas nas águas. Empregado na produção de sacolas que armazenam os produtos comestíveis.

PVC o 3V (policloreto de vinila)

O PVC emite dois elementos extremamente tóxicos que interferem no funcionamento dos hormônios. Mesmo que este colateral esteja comprovadosegue ainda em uso, por exemplo, em garrafas. 

PP (polipropileno)

Este é outro dos plásticos quase “benéficos” e costuma ser translúcido ou de cor branca. Usa-se em garrafas de xarope, embalagens de iogurte ou cremes, etc.

PS (poliestireno)

Este plástico é utilizado para as embalagens de fast-food ou xícaras descartáveis de café. Conta com um composto que pode propiciar a aparição de câncer (entre outras doenças).

PC (policarbonato)

É o mais perigoso de todos os plásticos usados em produtos alimentícios, já que segrega uma substância muito tóxica para nosso organismo. A má notícia é que o PC é empregado para fabricar mamadeiras e garrafas squeezes.

Mulher jogando garrafa de plastico no lixo

Doenças causadas pelo plástico

A Universidade Miguel Hernández de Alicante (Espanha) realizou uma pesquisa relacionada com uma substância presente em muitos objetos fabricados com policarbonato: o bisfenol A.

As escovas de dentes, as mamadeiras e chupetas (entre outros) costumam conter este tipo de plástico que, de acordo com o estudo, pode provocar alterações no metabolismo dos lipídeos e da glicose no sangue por isso causaria diabetes e problemas hepáticos.

Por outro lado, também pode aumentar o estresse oxidativo e causar doenças cardiovasculares.

O Bisfenol A altera o funcionamento do pâncreas e leva a uma resistência à insulina.

Isso poderia explicar em parte por que existem tantos diabéticos no mundo (de acordo com a Organização Mundial de Saúde, em 2014 a doença afetava 422 milhões de pessoas).

Este composto sintético altera o sistema endócrino, mas não é o único ao qual estamos submetidos.

Várias destas substâncias estão presentes nos pesticidas que consumimos através das frutas e verduras e nas embalagens dos produtos embalados que comemos todos os dias.

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E não só o que ingerimos, como também o que usamos: solventes, tintas, colas e obturações dentárias.

Em relação ao bisfenol A, devemos dizer que sua utilização é massiva e que estamos em contato com ele desde que nascemos (ou ainda mesmo dentro do ventre materno).

Quais outras doenças os aditivos tóxicos dos plásticos provocam? A lista é aterradora, já que se trata das doenças que aumentaram sua incidência nos últimos 30 anos:

  • Câncer (mama, útero, ovários, colo, cérebro, pulmão, próstata, fígado)
  • Linfomas
  • Cistos uterinos, infertilidade e abortos espontâneos
  • Hiperatividade e déficit de atenção
  • Puberdade precoce nas meninas
  • Deformações do pênis nos meninos
  • Autismo
  • Mal de Parkinson
  • Doenças cardiovasculares e obesidade

Como se proteger dos perigos dos plásticos?

A primeira solução que nos vem à cabeça seria deixar de usar coisas de plástico, mas isso é quase impossível. A razão é muito simples e já dissemos… estamos rodeados por eles!

No entanto, podemos tomar algumas medidas e mudar hábitos para reduzir o contato com estes produtos e substâncias nocivas tanto para o ser humano como para os animais, plantas e o meio ambiente:

  • Evite comer e beber alimentos embalados em plástico.
  • Tente não usar recipientes plásticos para guardar, servir ou esquentar a comida.
  • Use frascos de vidro ou embalagem de aço inoxidável na cozinha.
  • Não consuma bebidas ou comidas enlatadas.
  • Prefira mamadeiras de vidro para seus filhos (mesmo que você pense serem mais perigosas quando caem).
  • Não compre brinquedos de plástico flexível e evite que os pequenos o mordam o chupem.
  • Não esquente comida no microondas dentro de em recipientes ou envoltórios plásticos (tampouco de isopor).
  • Desfaça-se dos recipientes que estejam desgastados ou arranhados.
  • Não reutilize as garrafas de plástico ao praticar esporte ou para cumprir com seus 2 litros de água diária.
  • Não morda as canetas e nenhum objeto plástico.
Plástico contaminando a água

Desta maneira não só estará prevenindo doenças, como também ajudará a frear a contaminação do planeta.